domingo, 30 de junho de 2013

ELEIÇÕES 2014

Dilma tem 30% das intenções de voto e enfrentaria 2º turno, diz Datafolha

Assim como popularidade, intenção de voto da petista cai após protestos.
Presidente perdeu 21 pontos percentuais em três semanas.

Do G1, em São Paulo 

A presidente Dilma Rousseff perdeu apoio dos eleitores, em meio a protestos que acontecem nas principais cidades do país, e, se as eleições presidenciais fossem hoje, ela teria provavelmente de enfrentar o segundo turno, segundo nova pesquisa Datafolha, publicada na edição deste domingo (30) do jornal "Folha de S.Paulo".
Dilma teria hoje 30% das intenções de votos para a disputa presidencial de 2014, em um cenário de disputa que inclui Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nesta simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto na pesquisa anterior, realizada nos dias 6 e 7 deste mês. Ou seja, a presidente perdeu 21 pontos em três semanas.
Em segundo lugar aparece Marina Silva, que subiu de 16% para 23%. Aécio foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%. Os três adversários juntos pularam de 36% para 47%.
O número de eleitores que dizem não saber quem escolher ou que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum subiu de 12% para 24%.
A pesquisa foi realizada na quinta (27) e sexta (28) com 4.717 pessoas, em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Cenários com Barbosa e Lula
O Datafolha também inclui Joaquim Barbosa nas simulações. Em seu melhor cenário, o  presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) aparece com 15% das intenções de voto, empatado com Aécio e atrás de Marina (18%) e Dilma (29%). Campos pontua 5%.
No cenário com Lula sendo o candidato do PT, ele poderia vencer no primeiro turno, segundo o Datafolha, apesar de também ter caído. Na simulação em que a disputa inclui Marina, Barbosa, Aécio e Campos, Lula teria 45% e os quatro adversários somariam 43%, ficando empatados tecnicamente com o ex-presidente.
Em outro cenário, sem Barbosa na disputa, Lula tem 46% das intenções contra 37% de Marina, Aécio e Campos somados, o que apontaria para uma vitória no primeiro turno.
Aprovação da gestão Dilma cai
Pesquisa divulgada pelo Datafolha neste sábado (29) mostra que a aprovação do governo Dilma caiu para 30%. O número de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo caiu 27 pontos percentuais desde o início dos protestos no país. Há três semanas, a aprovação era de 57%. De acordo com o instituto, é a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão Dilma.
É a segunda vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa. Em março, o índice de aprovação do governo atingiu 65%.

O percentual de pessoas que consideram a gestão Dilma ruim ou péssima passou de 9% para 25%, segundo a pesquisa. A nota média da presidente, numa escala de 0 a 10, caiu de 7,1 para 5,8.
Os entrevistados pelo Instituto Datafolha também avaliaram o desempenho da presidente em relação aos protestos. O levantamento apontou que, para 32%, a postura de Dilma foi ótima ou boa. Outros 38% julgaram como regular e 26% avaliaram como ruim ou péssima.
Diante das manifestações em centenas de cidades brasileiras, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento na TV no dia 21 de junho e propôs aos 27 governadores e aos 26 prefeitos de capitais convidados por ela para reunião no Palácio do Planalto, no dia 24, a adoção de cinco pactos nacionais: por responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte, e educação.

INTERNACIONAL

Barack Obama vai à África do Sul, mas prefere não visitar Mandela

Ao lado de Obama, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse que Mandela, internado há três semanas com uma infecção pulmonar, permanece estável.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou neste sábado (29) a África do Sul. O presidente americano teve um encontro fechado à imprensa com a família de Nelson Mandela. Mas Obama achou melhor não visitar o hospital onde o líder sul-africano está internado em uma UTI, em estado crítico.
Ao lado de Obama, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse que Mandela, internado há três semanas com uma infecção pulmonar, permanece estável.
Obama disse que os Estados Unidos não veem como uma ameaça a aproximação da África do Sul com o Brasil, a China, e outras potências emergentes e prometeu dar mais atenção ao continente africano.
Ele recebeu o título de Doutor Honoris Causa na universidade de Johanesburgo. Mas houve protesto de estudantes que o acusaram de violação dos direitos humanos, pela morte de civis em ataques com aviões não tripulados contra alvos terroristas.
No domingo, o presidente americano visita com a família a prisão onde Nelson Mandela esteve confinado durante o regime racista sul-africano. Depois vai à Tanzânia e retorna a Washington.

MARCHA PARA JESUS




Projeto de "cura gay" já está morto, diz Feliciano durante a Marcha para Jesus

Do UOL, em São Paulo




Marcha para Jesus 2013 24 fotos

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29.jun.2013 - Deputado Marco Feliciano (PSC), pastor e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara veste camiseta com a frase: "Eu represento vocês!", na 21ª edição da Marcha para Jesus, que acontece hoje na zona norte de São Paulo Avener Prado/Folhapress
Durante o evento religioso Marcha para Jesus, realizado neste sábado (29) em São Paulo, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC - SP) afirmou que "homossexualidade não é doença, é comportamento". "E comportamento pode ser reorientado. E quem pode fazer isso é um psicólogo", disse à reportagem do SBT. "O projeto [de cura gay] já está morto. É uma crueldade", acrescentou.
Feliciano não quis falar em público, mas a roupa que estava usando já dava o tom de sua participação. "Eu represento vocês", dizia a camiseta do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Em outro momento, Feliciano declarou a um grupo de jornalistas que não vai renunciar ao cargo e que apoiou o projeto da "cura gay" - expressão que ele diz não gostar - apenas como demarcação política. "Eu sabia que não ia passar", afirmou.

Malafaia compara Marcha aos protestos pelo Brasil

Antes do início dos shows de música gospel no palco montado na praça Heróis da FEB, em São Paulo, diversos pastores ligados à organização da Marcha para Jesus fizeram pregações e orações às milhares de pessoas presentes. Coube à Silas Malafaia o papel de fazer um discurso político. Malafaia comparou a marcha aos protestos que estão sendo organizados em todo o país.
"Não estamos preocupados com reforma política. Queremos apenas menos roubalheira e mais governo", afirmou Malafaia para os fieis que, em coro, gritavam "Jesus".

Em seu discurso, Malafaia disse que os evangélicos estavam dando exemplo de manifestação pacífica.

"Aqui não tem palavrão, não tem quebra-quebra", afirmou. "Nós somos o povo evangélico, cidadãos dessa pátria. Nós vamos influenciar todo esse país. O Estado é laico, mas não é ateu", completou.

Não faltaram críticas ao movimento LGBT, chamado no evento de "ativismo gay". Para Malafaia, o famigerado projeto da chamada "cura gay" foi algo plantado na imprensa pelos homossexuais.

"Sou psicólogo. Não conheço na psicologia a palavra cura. Desafio o presidente do Conselho Federal de Psicologia para um debate", disse.
(Com Thiago Varella)

ELEIÇÕES 2014

Dilma perde apoio, e eleição de 2014 iria para o 2º turno

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DE BRASÍLIA
Depois de três semanas de manifestações de rua em todo o país, a presidente Dilma Rousseff é a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida pelo Planalto.
Sua taxa de intenção de votos cai até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.
Para piorar a situação da presidente, seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, se mostrou bem mais resiliente à insatisfação geral dos eleitores com os políticos.
Além de ter perdido só dez pontos percentuais, o petista ainda ganharia no primeiro turno a eleição hoje em um dos cenários apresentados.
Há um crescente movimento dentro do PT que pede a volta de Lula em 2014.
O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada ontem pela Folha.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%.
Os três adversários juntos pularam de 36% para 47%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.
Impressiona o aumento de eleitores sem candidato --que dizem não saber quem escolher ou que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum. No início do mês, eram 12%. Agora, são 24%.
No outro cenário no qual Dilma aparece como candidata é incluído também o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa --que tem negado intenção de disputar eleições.
Nessa hipótese, a petista tem 29% e há três nomes empatados em segundo lugar: Marina (18%), Aécio e Joaquim (15% cada um). Campos pontua 5%.
Lula é testado em duas simulações. Numa delas, vai a 45%. Nesse cenário, Marina, Joaquim, Aécio e Campos somam juntos 43% e ficam empatados tecnicamente com o ex-presidente. Haveria possibilidade de segundo turno.
Em outra cartela, quando o nome de Joaquim não é incluído, Lula tem 46% contra 37% de Marina, Aécio e Campos somados -aí o petista venceria no primeiro turno.
No geral, é possível dizer que os votos perdidos por Dilma foram, em parte, herdados por Marina e Joaquim. Um outro segmento de ex-dilmistas preferiu fazer um "pit stop" no grupo dos que
não têm candidato. Aécio e Campos não se beneficiaram da desidratação de Dilma.
Outro indicador duro com a atual presidente é na pesquisa espontânea, aquela na qual o entrevistado não é confrontado com uma lista de nomes. A petista já havia caído de 35% para 27% de março para o início de junho. Agora, bateu em 16%. Lula se manteve estável, com 6%. Joaquim Barbosa, que nunca aparecia na pesquisa espontânea, surge com 2%.
Há oscilações nas intenções de voto quando se comparam as taxas do interior do país e de áreas urbanas. Dilma vai melhor no interior. (FERNANDO RODRIGUES)

BRASIL

Manifestantes ocupam a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte

Manifestantes que não conseguiram entrar pintaram corações na fachada da Câmara e nos escudos dos guardas municipais.

Manifestantes ocuparam a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, neste sábado (29) - durante a votação pra redução do preço das passagens de ônibus.
A sessão foi tumultuada. Manifestantes que não conseguiram entrar pintaram corações na fachada da Câmara e nos escudos dos guardas municipais.
Lá dentro, os vereadores aprovaram uma redução de 5 centavos nas passagens. E rejeitaram as emendas que previam redução de até 25 centavos na tarifa e a abertura da planilha de custos e contratos das empresas de ônibus.
Das galerias, os manifestantes atiraram moedas no Plenário. O grupo que estava do lado de fora tentou invadir o prédio por uma porta lateral. Eles foram autorizados a entrar depois que a maioria dos vereadores já tinha saído pelos fundos da Câmara.
Os manifestantes dizem que só vão sair do prédio quando forem recebidos pelo prefeito Márcio Lacerda. O projeto de redução da tarifa aprovado neste sábado vai ser enviado para o executivo e só começa a valer depois de sancionado.

POLÍTICA

Dilma está 'calma' com pesquisa, diz ministro

Folhapress
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O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) afirmou que a presidente Dilma Rousseff está "calma" em relação à queda na sua popularidade detectada pela pesquisa Datafolha.
Ele se reuniu durante toda a manhã com Dilma, Helena Chagas (Comunicação Social) e Aloizio Mercadante (Educação). Bernardo repetiu o discurso de sua mulher, Gleisi Hoffman (Casa Civil), de que a queda é conjuntural -decorrente do ambiente dos protestos que tomaram as ruas do país nas últimas semanas.

"Reconhecemos que houve uma mudança", disse Bernardo. "Reconheço que há problemas, mas vamos continuar trabalhando para reverter [a queda]".

O ministro afirmou que Dilma continuará sua interlocução com a sociedade, após passar a semana passada recebendo movimentos sociais, ativistas, sindicalistas e líderes partidários. "Está sendo organizada uma agenda", disse, para ouvir agentes econômicos e políticos.

Disse que o governo tem de ouvir e entender os pontos de reivindicação, e "dizer que não tem solução quando não tiver".

Ele defende que o governo "colocou uma agenda para o país", referindo-se aos cinco "pactos" propostos por Dilma a governadores e prefeitos. Sobre o plebiscito apontando os itens que o Congresso deveria analisar em uma reforma política, Bernardo diz que ele é necessário devido à "magnitude" das manifestações.