domingo, 27 de março de 2016

POLICIAL QUE DENUNCIA AÉCIO APARECE MORTO

POLICIAL LUCAS ARCANJO É ENCONTRADO MORTO EM BH


Policial civil, célebre por propagar denúncias contra caciques tucanos em Minas Gerais, foi encontrado morto neste sábado (26) em sua casa em Belo Horizonte; informações iniciais dão conta de que ele foi visto com uma gravata amarrada no pescoço e na janela de seu quarto; a família do policial, no entanto, não acredita na hipótese de suicídio alegando que Arcanjo fazia uso de medicamentos para tratamento de depressão, drogas que o deixariam sem forças suficientes para se enforcar, ainda mais com uma gravata; Ancanjo foi vítima de quatro atentados em Minas.

O CRIME
O policial civil Lucas Gomes Arcanjo foi encontrado morto neste sábado (26) em sua casa em Belo Horizonte. Informações iniciais dão cnota de que Arcanjo foi visto com uma gravata amarrada no pescoço e na janela de seu quarto.
A família do policial, no entanto, não acredita na hipótese de suicídio. Ela alega que Lucas fazia uso de medicamentos para tratamento de depressão, e devido ao uso das drogas ele não teria forças suficientes para se enforcar, ainda mais com uma gravata.
Como Lucas era muito conhecido pelas denúncias contra caciques tucanos em Minas Gerais, entre eles o senador Aécio Veves, a possibilidade de retaliação é grande. O investigador já tinha sido vítima de quatro atentados em respostas às denuncias que fazia, uma delas o deixou com uma sequela na perna
Arcanjo andava com ajuda de uma bengala.

quinta-feira, 24 de março de 2016

A LISTA DE FURNAS

Novo laudo da PF indica que lista de Furnas é autêntica

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RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo

A Polícia Federal confirmou ontem a autenticidade da chamada "lista de Furnas", documento de cinco páginas que registra supostas contribuições de campanha, num esquema de caixa dois, a 156 políticos durante a disputa eleitoral de 2002. No total, eles teriam recebido R$ 40 milhões.

Segundo a assessoria da direção geral da PF, em Brasília, perícia do INC (Instituto Nacional de Criminalística) concluiu que a lista não foi montada e que é autêntica a assinatura que aparece no documento, de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, empresa estatal de energia elétrica. A PF informou, contudo, que não tem como atestar a veracidade do conteúdo da lista. Os papéis citam empresas que teriam colaborado para um caixa dois administrado por Dimas Toledo.

Entre as campanhas eleitorais supostamente abastecidas pelo esquema estão as do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência pelo PSDB, do ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), atual pré-candidato ao governo paulista, e do atual governador mineiro, Aécio Neves (PSDB). As campanhas em 2002 teriam recebido, respectivamente, R$ 9,3 milhões, R$ 7 milhões e R$ 5,5 milhões. Tucanos negam.

Lobista

A perícia foi feita em papéis originais entregues à PF pelo lobista mineiro Nilton Monteiro, 49, que diz tê-los recebido das mãos de Dimas, no início de 2005, quando o então diretor de Furnas tentava convencer políticos de vários partidos a mantê-lo no cargo.

Acusado de calúnia por 11 deputados estaduais de Minas Gerais, Nilton Monteiro decidiu entregar em 5 de maio os originais aos delegados da PF de Brasília Luiz Flávio Zampronha, Pedro Alves Ribeiro e Praxíteles Praxedes, que conduzem as investigações.

Até então, a PF tinha em seu poder apenas uma cópia autenticada. A perícia na cópia, também feita pelo INC, apontou indícios de montagem e fraude.

Dimas Toledo, que exerceu a diretoria entre 1995 e 2005, até a denúncia de caixa dois feita àFolha pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), sempre negou ter assinado os papéis.

"Ele assinou [a lista] na minha frente. Ele me usou até um determinado momento, depois me abandonou", disse ontem Monteiro. O lobista afirma ter se aproximado de Dimas em 2004 por ser, à época, procurador da empreiteira JP Engenharia. A empresa estava interessada em assinar um contrato com Furnas em torno de um projeto de infra-estrutura que havia sido suspenso pela diretoria de engenharia.

Segundo o lobista, Dimas contou que havia uma ação nos bastidores para tirá-lo do cargo e, por isso, pediu-lhe ajuda para fazer um trabalho de lobby com políticos de vários partidos.

O lobista afirmou que, no início de 2005, Dimas fez quatro cópias da lista. Os supostos destinatários das cópias, sempre segundo Monteiro, seriam Aécio Neves, Roberto Jefferson, o presidente do PMDB, Michel Temer, e o então presidente do PSDB, Eduardo Azeredo.

Mas as cópias não chegaram a ser entregues, segundo Monteiro. Ele diz que o original ficou com uma pessoa ligada a um escritório de advocacia do Rio. "Ela ficou como guardiã dos documentos até agora."

FONTE: Jornal Folha de São Paulo

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre a lista de Furnas
  • quarta-feira, 23 de março de 2016

    IMPEACHMENT DE DILMA

    Ódio e subversão
    Battista Soarez
    A política do ódio e da subversão faz uma interpretação estranha da simples conversa entre a presidente Dilma e o seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Objetivo? Criar tumulto e agitar o povo contra a presidente e o ex-presidente. Dilma diz a Lula apenas que ia mandar o “termo de posse” para ele se preparar, caso Moro tentasse prendê-lo. Só isso. Mas foi o suficiente para a GloboNews tentar botar fogo na fogueira que já tinha sido ateada pelo juiz Sergio Moro, como bem disse o jornalista Paulo Henrique Amorim. O jornalista foi, durante muitos anos, da Rede Globo e sabe perfeitamente como procede o mais poderoso [e perigoso] sistema de comunicação do Brasil.
    Claramente aliado à Globo, que o orienta naquilo que é de seu interesse, Moro revela-se não ser juiz no que preze ao cargo e, sim, um agente subversivo do ódio, que tem a petulância de grampear a Presidente da República, autoridade máxima do país. Se isso acontece num país sério, ele seria preso logo em seguida, com risco de perder a função de juiz. Jovem, vaidoso e motivado por interesses escusos, Moro divulga a escuta telefônica na mesma hora para a GloboNews. Tudo isso porque Dilma e Lula desmascararam sua trama rasteira.
    O jornalista Paulo Henrique Amorim disse a respeito do ocorrido do dia 16: “É a Justiça que aterroriza o Wagner Moura e a todos nós! Dilma liga para Lula, ou ele liga pra ela, e ela diz que vai mandar “o termo de posse” para ele. Só isso. Uma conversa de alguns segundos. Sergio Moro, um juiz totalmente desequilibrado, tomado de ódio político, divulga o áudio para a imprensa, como forma de vingança política, porque não conseguiu dar sequência ao sequestro golpista que tentou aplicar no ex-presidente Lula! Aonde estamos!”.
    Paulo Henrique avalia que um juiz grampear o ex-presidente já é absurdo. Grampear a presidente da república, é duplamente absurdo! E a imprensa brasileira, que despreza a democracia, acha isso normal! Pior que tudo, divulga isso como se a bomba não fosse a atitude do juiz Moro!
    Para cúmulo do ridículo, é uma conversinha boba, óbvia, com Dilma acertando um detalhe burocrático para a nomeação do ex-presidente. Mas um juiz subversivo e mal intencionado ou mal orientado age como um perturbado pela onda da vaidade e do poder. Parece que o interesse final é: Dilma caindo com o impeachment, o ministro Gilmar Mentes, do STF, assume como ministro da Justiça e Sérgio Moro é indicado para o Supremo Tribunal Federal para ocupar a vaga de Gilmar Mendes. A informação saiu dos bastidores do próprio STF, numa conversa de reuniões internas e vazou nas redes sociais.
    Logo se percebe as verdadeiras intenções do impeachment e o que realmente está por trás dele. Agora, Lula e Dilma terão que se defender, sabe lá Deus como, contra toda essa loucura golpista que já se caracterizou como um fascismo policial absurdo e que não respeita nenhum direito individual. Lula tem duas escolhas: lutar contra toda essa poderosa manobra sem caráter da oposição ou orientar Dilma a renunciar e deixar o governo nas mãos daqueles que estão enlouquecidos de desejo de assumir o governo para vender o país.
    A absurda manobra de poder envolve toda a força de um jogo sacana da ideologia neoliberal: o PSDB juntamente com partidos da oposição, poderosos empresários que acham que têm o direito de mandar na economia do país e investidores internacionais interessados em invadir o Brasil. Estes últimos anseiam por terminar de levar para fora todas as nossas riquezas naturais e bens preciosos que a “inteligência” brasileira não tem sido suficiente para conservar e gerar riqueza para sua própria sociedade. O PSDB tem ligações internacionais fortíssimas e só está interessado em duas coisas: suprir o setor privado de todas as suas exigências e outra vez atolar o país na miséria.
    O que muitos analistas políticos de mais de cem jornais espalhados pelo país estão avaliando é o fato de que caso o golpe de Sérgio Moro com a criminosa divulgação das gravações do dia 16 de março, em sincronia com manifestações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso numa “palestra” para uma “empresa de seguros” ligada ao Bradesco (um dos interessados e patrocinadores do impeachment de Dilma) fracasse, certamente ele terá muito que explicar à justiça. Segundo esses analistas, suas ações não são do tipo etéreas, não são meras hipóteses, mas atos que estão empurrando o país para uma possível catástrofe. E isso não há como esconder.
    Agora, já é sabido que a esposa do juiz Sérgio Moro advoga para o PSDB do Paraná e para multinacionais de petróleo. O fato já seria suficiente para inviabilizar a participação do juiz Moro no processo que apura a corrupção na Petrobrás (Operação Lava Jato). O Código de Processo Civil, em seu artigo 134, manda arguir o impedimento e a suspeição do juiz, quando assegura: “IV- Quando nele estiver como advogado da parte o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consanguíneo ou afim, em linha reta: ou na linha colateral até o segundo grau”.

    Mais claro que isso, impossível. Pergunta: quem são os principais interessados na Operação Lava Jato? Resposta: o PSDB e as multinacionais do petróleo, clientes da mulher de Moro! São eles os grandes beneficiados com essa Operação. Agora, pare e pense.

    sexta-feira, 4 de março de 2016

    AEDES AEGYPTI

    APENAS UM MOSQUITO
    Para causar pânico em tanta gente
    Battista Soarez

    Nasci e cresci ouvindo um ditado popular meio ingênuo que para nada mais serve senão para subestimar, erroneamente, a capacidade de quem é menor no tamanho mas, por vezes, monstruoso nos seus resultados e efeitos. “Ai do menor que o maior engolir”, dizia o ditado.
    Lembro-me de que meu pai, um homem analfabeto, rude, reagia a esse ditério da seguinte maneira:
    Capacidade não se mede pelo tamanho dizia ele.
    Certa vez ele foi mais além, diante de uma teimosia da minha mãe acerca do cuidado de tomar água filtrada. No interior, normalmente a água potável é retirada de poços artesanais. Cristalina e fria, as pessoas costumavam bebê-la sem que ela passasse pelo processo de filtração. Numa leva dessas, meu pai alertou a família de que não era seguro beber água que não fosse tratada por causa de germes e bactérias. Mamãe, então, usou o tal ditado de que “coitado do menor que o maior engolir”.
    Não é bem assim rebateu meu pai. O pior inimigo é aquele que a gente não vê.
    Nos últimos tempos, a mobilização no combate ao mosquito Aedes aegypti tem sido intensa. O inseto é sutil, camuflado e praticamente invisível. Nunca se sabe a hora em que ele chega e pica uma pessoa. Além disso, segundo especialistas, a picada dele não dói, não arte, não incomoda e não deixa nenhuma coceira. Apenas pica e vai embora, invisível no meio de um universo de obscuridades, interrogações e doenças.
    E assim acontece. Apenas um mosquito para incomodar tanto. Apenas um mosquito é capaz de aterrorizar o país inteiro. Apenas um mosquito, um minúsculo inseto, para matar tanta gente, causar doenças em bebês e provocar tantas desgraças. Meu pai tinha razão: “o pior inimigo é aquele que a gente não vê”.
    O tal mosquito é transmissor de dengue, Chikungunya e Zika vírus. O significado do Aedes aegypti é esquisito e assustador: “a praga que vem do Egito”. Este é o seu significado. Nos tempos bíblicos, lá no velho mundo, a praga do Egito era capaz de matar. Milhares de pessoas morriam. Todos temiam. Temiam porque, se vinha do Egito, a “coisa” era feia e pavorosa porque vinha acompanhada de morte. Deus nos livre e guarde.
    Agora, a informação que se tem é de que “a praga que vem do Egito” chegou às escolas do sistema estadual de ensino do Maranhão, onde o assunto tem sido tema de trabalho nas salas de aula da comunidade escolar. No Centro de Ensino Dorilene Silva Castro, no Coroadinho, em São Luís, os alunos se mobilizaram para pesquisar e entender a praga.
    O objetivo da ideia é conscientizar a população para a importância na prevenção e no combate ao mosquito, assim como elaborar projetos de caráter pedagógico e de sensibilização dos moradores. O tema é interessante: “O Dia ‘D’ de Zika Zero na escola”. O projeto “Zika Zero” tem acompanhamento de pais, professores e, ainda, de representantes do governo do Maranhão.
    Os estudantes procuram não economizar criatividade. Vestem-se de mosquito, de agentes de saúde e de donas de casa. Na encenação, apresentaram paródias e peças teatrais, cuja temática aborda o mosquito Aedes aegypti e as doenças que ele transmite.
    Eles abordaram a importância de abrir as portas das casas para receber os agentes de saúde e ficar atentos às orientações repassadas pelos profissionais, especialmente os cuidados para evitar que o quintal se transforme em criadouro do tal inseto.
    Na última quarta-feira, estudantes e professores fizeram um mutirão para limpar a área no entorno da escola e levar informação à vizinhança. As ações nas escolas contra o Aedes aegypti têm a coordenação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da Secretaria Adjunta de Projetos Especiais.
    No município de Esperantinópolis, na regional de Pedreiras, estudantes dos Centros de Ensino João Almeida e Antônia Corrêa fizeram passeatas. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de eliminar os focos do maldito mosquito.
    Na região da Baixada Maranhense, no município de São João Batista, o medo do mosquito também motivou uma mobilização nas escolas. Marcaram o encontro para o dia 1º de março, no auditório da Colônia de Pescadores, onde discutiram várias possibilidades de combate à praga.
    No Maranhão, uma ‘armadilha’ foi criada para o mosquito Aedes aegypti. Usando materiais simples, o pesquisador e professor universitário Weverson Almagro testa um sistema batizado como ‘mosquitoeiro’ confeccionado simplesmente com garrafa plástica, fitas isolante e adesiva e um pedaço de tela. Almagro é professor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), do campus Maracanã, em São Luís (MA). Ele acredita que o sistema possa levar a bons resultados na prevenção e no combate ao mosquito transmissor da dengue, da febre Chikungunya e do vírus Zika.

    Enfim, apenas um mosquito! Apenas um mosquito para adoecer o país inteiro. E a situação do Brasil é grave. É grave, inclusive, do ponto de vista do “zika vírus” político. O “zika vírus” político já afetou a economia do país, a educação, a saúde, o setor agrário e, enfim, toda a estrutura socioeconômica da nação. Agora, só resta discutir o que fazer e como fazer para impulsionar o Brasil a ser a potência econômica que ele nunca foi. Nunca foi porque o “zika vírus” da corrupção política nunca permitiu. E, pelo visto, está cada vez mais difícil.