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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Blog Leitura Livre | COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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Trump perde para democratas nos EUA
O que muda na relação com o Brasil e como fica a situação dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro

Donald Tump perde nos EUA | Foto: Divulgação.

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A DERROTA DE TRUMP muda tudo na política americana. O partido de Donald Trump sofreu uma derrota histórica nas eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos. Embora o próprio Trump não tenha perdido o cargo de presidente — já que seu mandato vai até janeiro de 2029 e seu nome não estava nas cédulas — o Partido Republicano perdeu o controle do Congresso para a oposição.

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O cenário da perda política de Trump se divide nos pontos a seguir. Primeiramente, perda do Congresso. O Partido Democrata conquistou a maioria absoluta tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado. Em segundo lugar, derrota nos estados-reduto. Os republicanos foram derrotados em estados tradicionalmente conservadores e considerados redutos do partido, como Texas, Kansas, Carolina do Sul, Ohio e Iowa.

Qual o motivo do desgaste? Analistas e o próprio vice-presidente, JD Vance, apontam que a insatisfação popular com a guerra dos EUA no Irã e o impacto econômico (como a alta no preço dos combustíveis) foram os principais motivos do recuo republicano.

O que acontece com Trump agora? Primeiro, o governo fica travado. Com os democratas controlando o Legislativo a partir de janeiro de 2027, Trump terá imensa dificuldade para aprovar projetos e confirmar indicações para cargos importantes.

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Mas o presidente ainda tem o poder do veto. Trump já sinalizou que pretende usar intensamente o poder de veto presidencial para barrar as propostas da oposição. Por outro lado, a oposição pretende dar mais ênfase em investigações. Promete ampliar a fiscalização sobre os gastos públicos, os negócios de Trump e as decisões da Casa Branca.

Em pronunciamento, Trump minimizou o resultado alegando que os republicanos teriam vencido se ele mesmo estivesse concorrendo na cédula. E promete governar, a partir de agora, dialogando com o Congresso.

Sobre a situação de Flavio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ainda não há o que se afirmar com certeza. Ou seja, não há indicativos de que Flávio e Eduardo Bolsonaro planejem voltar para o Brasil imediatamente, mesmo com a perda de força política de Donald Trump no Congresso americano.

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A situação atual dos irmãos nos Estados Unidos envolve os seguintes fatores após as eleições de meio de mandato (midterms).

Sobre a permanência deles nos EUA. Flávio Bolsonaro, que viajou para os EUA após o resultado das eleições presidenciais brasileiras, e Eduardo Bolsonaro (que já reside no Texas) permanecem em solo americano. Ambos chegaram a aparecer juntos recentemente em um culto evangélico na Flórida.

Sobre os problemas com a Justiça brasileira. No Brasil, os parlamentares enfrentam ordens judiciais e investigações em andamento. Flávio Bolsonaro teve, inclusive, uma ordem de retenção de passaporte decretada antes de sua ida aos EUA, o que torna o retorno voluntário deles ao Brasil improvável no momento.

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Como a derrota de Trump afeta os irmãos? Embora não retornem de imediato, analistas políticos apontam que a vitória dos democratas no Congresso dos EUA complica significativamente a situação jurídica e política deles no exterior.

Risco de investigação na Casa Branca. Com o controle das duas casas legislativas pelos democratas, congressistas americanos articulam pedidos para investigar se o governo Trump usou recursos federais de forma irregular para dar suporte à saída de Flávio Bolsonaro do Brasil rumo a Miami.

Dificuldade para obtenção de vistos. Medidas administrativas de longo prazo, como a concessão de um Green Card permanente ou extensão de permanência por vias diplomáticas especiais, sofrerão maior fiscalização. Trump terá menos capital político para intervir diretamente em favor deles frente à pressão do novo Congresso.

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Perda de canais institucionais. Os irmãos Bolsonaro costumavam frequentar o Capitólio com facilidade por meio de interlocutores da ala republicana radical. Com a mudança de comando, eles perdem o livre trânsito político e as portas de entrada nas comissões do Legislativo americano.

Agora, o futuro deles é incerto. O provável é que eles permaneçam nos EUA porque certamente os democratas não vão querer ter problemas num futuro com uma possível vitória no futuro da direita no Brasil.

O cenário de investigações e processos envolvendo a família Bolsonaro no Brasil é interpretado de maneiras opostas por aliados e opositores.

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A perspectiva da família Bolsonaro e de seus aliados emplaca uma visão de perseguição. Para o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e parlamentares aliados, as ações em andamento configuram uma perseguição política e jurídica orquestrada por adversários com o objetivo de minar sua força eleitoral e inviabilizar a oposição.

Os principais argumentos dessa vertente podem ser vistos de varias maneiras. Uso político das instituições. Defensores da família Bolsonaro apontam que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e partidos de esquerda utilizariam o aparato estatal e canais de denúncia para focar excessivamente em apurações contra o clã.

Ativismo judicial. Críticos das investigações afirmam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agiriam com parcialidade e cometeriam excessos processuais — como quebras de sigilo, mandados de busca e apreensão de passaportes — motivados por disputas ideológicas. E isto parece estar claro.

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A perspectiva das instituições e do governo federal perpassa por uma visão de legalidade.

Por outro lado, o governo do presidente Lula, integrantes do Poder Judiciário e órgãos de controle afirmam que as investigações seguem estritamente o cumprimento da lei e o devido processo legal, sem interferência direta do Executivo.

A justificativa institucional baseia-se em autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público. A instauração de inquéritos decorre de indícios materiais encontrados em relatórios técnicos de inteligência financeira e quebras de sigilo autorizadas pela Justiça.

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Fatos investigados. As autoridades argumentam que as apurações respondem a suspeitas concretas e diversas que surgiram ao longo dos anos, tais como o caso das "rachadinhas" (desvio de salários de assessores) em gabinetes legislativos; inquéritos no STF sobre o compartilhamento de desinformação (fakenews) e atos contra a ordem democrática; movimentações financeiras atípicas e suspeitas de lavagem de dinheiro, além de possíveis crimes cometidos durante a gestão na Presidência.

Oficialmente, o Palácio do Planalto adota uma postura de distanciamento, declarando que o andamento das denúncias e processos é de responsabilidade exclusiva do Poder Judiciário e da Justiça comum. Mas, por outro lado, está evidente que o governo de Lula segue passos combinados com o STF para que a Direita não volte ao poder.  E essa é uma tendência da esquerda no mundo todo.

Impacto global. Analistas e diplomatas apontam que o recuo da influência de Donald Trump abre espaço para um pragmatismo maior nas relações comerciais e diplomáticas com o Brasil, além de alterar dinâmicas nos conflitos do Irã e da Ucrânia.

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Economia e política nacional. Pronunciamento de Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento em cadeia nacional neste domingo (8). O objetivo é acalmar o mercado financeiro e reforçar o compromisso com as metas fiscais.

"Imposto do pecado". O governo editou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo para 2027. A nova tributação vai incidir sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e refrigerantes.

Juros altos. O Brasil manteve a liderança global do ranking de maior taxa de juros reais do mundo após a última decisão do Copom (Comitê de Polícia Monetária). Como sempre, a população brasileira sempre paga o preço mais alto.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Blog Leitura Livre | VIOLÊNCIA SEXUAL | por Battista Soarez

VIOLÊNCIA SEXUAL

Tentativa de estupro: tio é preso suspeito de agarrar sobrinha, dar socos e tentar tirar suas roupas em Coelho Neto
Segundo a PM, o suspeito da tentativa de estupro apresentou comportamento agressivo e resistiu à abordagem nesse domingo

Antônio Carlos foi preso pela Polícia Militar | Foto: Portal Imirante.

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UM HOMEM IDENTIFICADO  como Antônio Carlos de Oliveira Silva, de 42 anos, foi preso pela Polícia Militar nesse domingo (1º), suspeito de tentar estuprar a sobrinha, uma adolescente de 17 anos, no município de Coelho Neto, no Maranhão.

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De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo 44º Batalhão da Polícia Militar, a adolescente procurou ajuda para prestar queixa contra o tio. Segundo o relato apresentado à polícia, o suspeito teria chegado na casa de forma agressiva, empurrado uma criança que estava no local e levado a adolescente para outro cômodo. 

O suspeito teria segurado a sobrinha pelo pescoço e dado socos após a adolescente resistir o ataque.

Em seguida, o agressor teria segurado a jovem pelo pescoço e exigido que ela retirasse a roupa, ainda conforme o relato. Diante da recusa, a vítima relatou ter sido agredida com socos no rosto e na região do peito. O homem também teria tentado retirar suas roupas à força.

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O suspeito teria agredido também a tia que tentou ajudar a adolescente. Os gritos de socorro chamaram a atenção dos avós da adolescente, que conseguiram intervir. A jovem fugiu da residência e procurou ajuda de uma tia, que também teria sido agredida pelo suspeito.

Após receber a denúncia, uma guarnição da Polícia Militar foi até o local. Conforme a ocorrência, o homem tentou fugir ao perceber a presença dos policiais, mas acabou sendo alcançado e preso.

Ainda segundo a PM, ele apresentou comportamento agressivo e resistiu à abordagem, sendo necessário o uso de algemas e força para contê-lo.

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O caso está sendo investigado pela 17ª Delegacia Regional de Caxias. Normalmente, segundo especialistas da mente humana, esse tipo de agressor costuma ter transtorno mental e precisa passar por avaliação psicológica.

Fonte: imirante.com

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Blog Leitura Livre | EDITORIAL | por Battista Soarez


EDITORIAL
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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A reeleição de Lula em 2026 acende uma luz vermelha na política brasileira
O que de fato enfeitiçou parte da população do país para continuar votando num governo decadente ou é um efeito tecnológico mágico?


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A REELEIÇÃO de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato presidencial, ocorrida neste domingo (25 de outubro de 2026), gerou reações diversas e intensos debates devido a fatores inéditos na história eleitoral brasileira. Mas nesta segunda-feira (26/10), o opositor de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), reconheceu a vitória do atual presidente à reeleição.

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Mas a percepção de excepcionalidade ou "estranheza" apontada por diferentes setores da sociedade e analistas políticos está ancorada em acontecimentos específicos deste pleito. A virada inédita entre os turnos desperta a curiosidade sobre a atual política brasileira.

Pela primeira vez, desde a redemocratização, um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu reverter o resultado e vencer a eleição no segundo turno. Para conferir os percentuais oficiais de votos válidos obtidos por Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no primeiro turno, seria importante verificar os dados divulgados pela Justiça Eleitoral. O resultado final do segundo turno consolidou a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos, frente a 48,21% de seu oponente.

A prorrogação do horário de votação é um dos pontos cruciais de questionamento. Aliás, esse é um dos pontos centrais de questionamento por parte da oposição. Foi a decisão de última hora tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação por duas horas em determinadas localidades.

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Argumento da oposição. O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados afirmaram que a medida tumultuou o processo, declararam que é "impossível reconhecer o resultado" e chegaram a anunciar que iriam pedir a anulação do segundo turno. Mas depois mudaram de ideia. Lula, por sua vez, se pronunciou afirmando que não tem mais inimigo político e que agora vai governar para 220 milhões de brasileiros. Aliás, este é um possível gesto de humildade para tentar ganhar a confiança da direita no Congresso Nacional e em todo o país.

O argumento jurídico e defensores. A medida foi justificada pela necessidade de garantir o direito de voto a eleitores que enfrentavam longas filas e atrasos em seções eleitorais. O ministro Kassio Nunes Marques declarou que o tribunal tem "absoluta confiança de todo o processo eleitoral".

Sobre os fatores que impulsionaram a reta final, a campanha foi marcada por guinadas estratégicas importantes nos dias que antecederam a votação. Sobre a pauta econômica e social, o anúncio de um reajuste de 15% nos valores do Bolsa Família em setembro (considerado legal pelo STF para correção inflacionária) e a forte defesa do fim da escala de trabalho 6x1 deram tração à candidatura governista.

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Em relação à ofensiva contra apostas, a proibição das plataformas de apostas online (bets) por medida provisória às vésperas do primeiro turno alterou o debate público.

Analisando a mobilização digital e de rua, vale enfatizar a criação de uma forte rede de mobilização digital na reta final ajudou a conter a abstenção, que foi a menor registrada em um segundo turno desde 2006.

Na esteira dos desafios de governabilidade, especialistas em ciência política apontam que o quarto mandato de Lula começará sob forte pressão. O governo eleito enfrentará um Congresso Nacional majoritariamente inclinado à direita e de forte perfil conservador, o que exigirá negociações amplas com o Centrão para garantir a aprovação de matérias orçamentárias e de ajuste fiscal. Isso significa que o executivo com Lula vai ter que desembolsar muito dinheiro para poder negociar com o Congresso Nacional.

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Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos, fugindo da perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e talvez para ter tempo e espaço de planejar medidas estratégicas contra o que vem acontecendo no Brasil atualmente. Os críticos estão chamando isso de ditadura do judiciário. Um judiciário, aliás, que claramente está a serviço desse governo de esqueça que aí está. Espera-se, no entanto, que isso mude o quanto antes. Que haja entendimento e pacificidade entre esquerda e direita, e que o país cresça em todas as suas estruturas de
desenvolvimento.

E por que a polarização política no Brasil não acaba? 

A polarização política no Brasil não acaba porque ela deixou de ser apenas uma disputa de ideias e se transformou em uma barreira de identidade e afeto, alimentada por incentivos digitais, políticos e psicológicos.

Embora sete em cada dez brasileiros se digam cansados dessa briga, o país continua preso nesse ciclo por conta de uma série de fatores estruturais.

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Algoritmos e redes sociais. As plataformas digitais lucram com o engajamento, e o que mais gera engajamento é o conflito, a indignação e o medo. Isso cria "bolhas" de informação onde o cidadão só consome conteúdos que confirmam seus próprios preconceitos, demonizando o lado oposto.

Polarização afetiva. Sociólogos e psicólogos apontam que o debate migrou da divergência intelectual ("como resolver a saúde ou a economia?") para a aversão pessoal ("quem é o outro grupo?"). O adversário político passa a ser visto como um inimigo existencial que precisa ser derrotado, o que destrói as pontes para o diálogo e o consenso.

Lucro eleitoral dos extremos. Para muitas lideranças e partidos políticos, manter a militância inflamada e em constante estado de alerta é uma estratégia eleitoral altamente eficiente para garantir votos, palanque e recursos de fundo partidário. O centro político esvaziou-se, tornando o cenário propício para narrativas simplistas de "nós contra eles".

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Pertencimento coletivo. Diante de crises e incertezas socioeconômicas, as pessoas buscam abrigo em grupos que ofereçam respostas rápidas e um senso de comunidade. Muitas vezes, o engajamento agressivo é mantido pelo desejo inconsciente de pertencimento, transformando a política em uma lógica de torcidas organizadas.

Estudos de opinião indicam, finalmente, que a polarização mais agressiva e intransigente está restrita a uma fatia minoritária e barulhenta da população, enquanto a grande maioria dos brasileiros compõe uma "maioria silenciosa" que deseja foco nos problemas reais do país — como segurança, emprego e educação —, mas que acaba sufocada pelo ruído dos extremos.

Com isso, o país sofre e o real desenvolvimento nos campos da política, da economia e do social deixa de acontecer.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Blog Leitura Livre | POLÍCIA | por Battista Soarez

POLÍCIA

Homem é morto a tiros após ter casa invadida por quatro criminosos encapuzados em Axixá, no MA

Segundo a Polícia Militar, quatro homens vestidos de preto invadiram a residência e atiraram contra a vítima. Os suspeitos fugiram em duas motocicletas.


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UM HOMEM DE 28 ANOS foi morto a tiros dentro da própria casa, na madrugada desta quarta-feira (21), no povoado Munin Mirim, no município de Axixá, no interior do Maranhão. Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), quatro homens encapuzados invadiram a residência e dispararam várias vezes contra a vítima.

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De acordo com a PM, o crime aconteceu por volta de 1h20, quando Ivanildo estava em casa com a companheira e a filha do casal, de 5 anos.

A companheira da vítima relatou aos policiais que quatro homens vestidos de preto e encapuzados entraram no imóvel e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra Ivanildo. Após o crime, os suspeitos fugiram em duas motocicletas.

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida, no interior da residência. Durante a ocorrência, foram recolhidas sete cápsulas de munição dos calibres .40 e 9 mm, que podem ter sido utilizadas no crime.

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Blog Leitura Livre | COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor)
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Governança política e governabilidade técnica
Entre direita e esquerda, qual governo é mais técnico e qual é mais político?


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O ENTENDIMENTO DE QUE governos de direita priorizam uma composição majoritariamente técnica é uma visão frequente no debate político, mas o tema divide opiniões entre analistas e cientistas políticos. Nesta edição, a Coluna Leitura Livre destaca uma análise de contexto opinativo do ponto de vista da ciência política.

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Diferentes perspectivas analisam essa questão sob os pontos de vista que se seguem. Há argumentos a favor. Defensores dessa perspectiva apontam que gestões de direita frequentemente buscam atrair perfis oriundos do setor privado, da academia ou de carreiras de Estado com sólida formação em áreas como economia e gestão pública. O objetivo central costuma ser a aplicação de critérios de eficiência, responsabilidade fiscal e metas de desempenho, reduzindo o peso de indicações puramente político-partidárias em ministérios e secretarias estratégicas.

Mas há, também, argumentos contrários. Críticos desse modelo enfatizam que a escolha de ministros e secretários em qualquer governo envolve, inevitavelmente, uma dimensão ideológica e de acomodação de forças políticas para garantir a governabilidade no Legislativo. Além disso, cientistas políticos frequentemente apontam que a própria definição de "técnico" pode mascarar escolhas políticas, uma vez que decisões econômicas ou sociais baseadas em métricas puramente técnicas também refletem uma determinada visão de mundo e de prioridades para o país.

Em termos práticos, analistas políticos tendem a concordar que a maioria dos governos, independentemente de estarem à direita ou à esquerda do espectro político, opera com uma composição mista. Eles buscam equilibrar quadros com forte especialização técnica em pastas como Economia ou Saúde, enquanto utilizam outras pastas para construir coalizões e garantir apoio político.

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Por conseguinte, podemos analisar exemplos específicos de ministérios em diferentes gestões e portanto debater como a ciência política define a diferença entre escolhas técnicas e políticas.

Para analisar como essa dinâmica funciona na prática, podemos dividir o tema em dois pontos principais. Primeiramente, tem-se a definição da ciência política sobre o assunto e exemplos práticos de como os governos equilibram essas forças. O conceito na Ciência Política é o técnico versus político.

Na teoria política, a separação entre o "técnico" (burocrata ou especialista) e o "político" é considerada complexa, pois ambos os papéis dependem um do outro. Aqui se tem a ilusão da neutralidade técnica. Alguns cientistas políticos apontam que nenhuma decisão de governo é 100% neutra. Escolher priorizar o corte de gastos (responsabilidade fiscal) ou o aumento de investimentos (desenvolvimento social) pode ser executado de forma técnica, mas a escolha da prioridade em si é uma decisão política e ideológica.

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Assim, o papel do "tecnoburocrata" é o termo usado para descrever especialistas que assumem cargos políticos. Eles trazem eficiência metodológica, mas precisam responder à agenda do governante eleito. Por outro lado, vislumbra-se a necessidade de negociação. Um ministro puramente técnico pode ter dificuldades no Congresso Nacional. Na democracia, aprovar leis exige negociação, articulação e concessões políticas, habilidades que parlamentares e líderes partidários dominam melhor que os técnicos.

Para tanto, exemplos práticos de composição mista podem ser apontados.
Historicamente, governos de diferentes espectros políticos no Brasil e no mundo tentam equilibrar essas duas forças para garantir eficiência e governabilidade.

Primeiro, apontam-se ministérios de perfil técnico (a busca por credibilidade). Geralmente, as pastas que exigem maior confiança do mercado financeiro, de órgãos internacionais ou da comunidade científica, recebem nomes de forte apelo técnico.

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Portanto se tem Economia / Fazenda. É comum ver economistas de carreira, ex-diretores de bancos ou acadêmicos renomados nessas pastas, tanto em governos de direita quanto de esquerda, para sinalizar estabilidade. Depois vêm saúde e ciência. Em momentos de crise (como pandemias), a pressão por ministros com formação médica ou científica sólida aumenta para validar as decisões do governo. Isto ocorreu no governo Bolsonaro.

Com relação ao Banco Central, o comando da instituição costuma ser blindado com perfis técnicos do setor financeiro para evitar interferências políticas na inflação e nos juros.

Agora, no que diz respeito aos ministérios de perfil político (a busca por governabilidade), pastas com grande orçamento ou forte capilaridade regional costumam ser usadas para acomodar partidos aliados, garantindo votos no Poder Legislativo.

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Na questão de Cidades, Integração Nacional e Transportes, gerenciam-se obras públicas visíveis em municípios e estados. Governantes frequentemente entregam essas pastas a políticos experientes para consolidar alianças regionais.

Na Articulação Política (Secretaria de Governo / Casa Civil), a pasta quase sempre é ocupada por políticos profissionais que entendem o funcionamento do Congresso e sabem negociar emendas e cargos.

Podemos analisar, enfim, como o critério técnico foi aplicado em governos brasileiros recentes ou entender como a estabilidade das carreiras de Estado (concursados) influencia a continuidade do governo independentemente dos ministros escolhidos.

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Para entender o impacto real da qualificação técnica na gestão pública, podemos analisar tanto o histórico recente de nomeações no topo do governo federal quanto o papel da burocracia estável, que funciona na base do Estado.

Vejamos, primeiramente, o critério técnico em governos brasileiros recentes. Nos últimos anos, diferentes gestões federais adotaram estratégias distintas para equilibrar a necessidade de apoio político no Congresso Nacional (presidencialismo de coalizão) com a demanda pública por eficiência técnica.

Governo Dilma Rousseff (PT - 2011 a 2016). Em seu primeiro mandato, a presidente buscou projetar uma imagem de "gerente". Áreas como a equipe econômica inicialmente mantiveram perfis técnicos tradicionais. Contudo, em seu segundo mandato, diante de uma forte crise política e econômica, o governo alternou estratégias. Nomeou Joaquim Levy (um economista de perfil ortodoxo e técnico) para a Fazenda para acalmar os mercados, enquanto abria espaço em ministérios de grande orçamento para partidos aliados na tentativa de barrar o processo de impeachment.

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Governo Michel Temer (MDB - 2016 a 2018). Ao assumir após o impeachment, Temer montou um ministério fortemente político para consolidar sua base no Congresso. No entanto, para obter credibilidade econômica, blindou a chamada "equipe econômica", colocando nomes de forte trânsito no mercado financeiro na Fazenda (Henrique Meirelles) e no Banco Central (Ilan Goldfajn), demonstrando como um governo essencialmente político utiliza a técnica em áreas estratégicas para gerar estabilidade.

Governo Jair Bolsonaro (PL - 2019 a 2022). O governo elegeu-se com a promessa de romper com o "toma lá, dá cá" partidário, anunciando a criação de "ministérios técnicos" divididos em blocos ou "superministérios" (como a Economia com Paulo Guedes e a Justiça com Sergio Moro), além de oficiais das Forças Armadas em posições de destaque. Com o tempo, a necessidade de aprovar reformas e barrar processos de impeachment no Congresso levou o governo a mudar a estratégia, entregando o comando da Casa Civil e de ministérios com forte capilaridade regional (como o Ministério da Cidadania) a lideranças de partidos do bloco conhecido como "Centrão".

Governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT - 2023 a 2026). Ao retornar ao poder, Lula estruturou o governo a partir de uma "frente ampla", distribuindo ministérios entre uma grande variedade de partidos (desde a esquerda até legendas de centro e centro-direita como União Brasil, MDB e PSD) para garantir governabilidade. Ao mesmo tempo, buscou acomodar o perfil técnico dividindo pastas. O Ministério da Economia foi fatiado, colocando um perfil político na Fazenda (Fernando Haddad), mas cercando-o de secretários e secretárias com perfil técnico e acadêmico, e alocando especialistas de carreira em pastas setoriais como o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Marina Silva) e o Ministério da Saúde (Nísia Trindade, ex-presidente da Fiocruz).

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Analistas políticos apontam que todos esses governos demonstraram que, no sistema político brasileiro, o isolamento puramente técnico no primeiro escalão tende a ser temporário, pois a governabilidade sempre exige a distribuição de poder político. 

O papel das Carreiras de Estado (Burocracia Estável). Enquanto os ministros e secretários mudam conforme o governo da vez, a verdadeira continuidade da administração pública brasileira depende dos servidores públicos concursados, conhecidos na ciência política como a "burocracia de médio escalão" ou "carreiras de Estado".

A blindagem institucional. Carreiras como as de Gestores Públicos (EPPGG), Auditores da Receita Federal, Diplomatas (Itamaraty), Procuradores, Analistas do Banco Central e Técnicos do IPEA possuem estabilidade garantida por lei. Isso significa que, independentemente de o ministro ser um político indicado por um partido ou um técnico de fora, as decisões cotidianas de arrecadação, fiscalização, planejamento e execução precisam seguir ritos e leis estritas operadas por esses servidores.

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A memória do Estado. Quando há uma troca de governo ou de ministro, os novos ocupantes dos cargos políticos dependem do conhecimento acumulado por esses técnicos estáveis para entender as regras do orçamento, os contratos em vigor e as amarras jurídicas. Sem essa burocracia permanente, as políticas públicas sofreriam interrupções drásticas a cada mudança de espectro político.

O preenchimento de cargos de confiança. Mesmo os cargos chamados de "Livre Provimento" (antigos DAS, hoje transformados em funções com critérios mais rígidos pela reforma das gratificações) são frequentemente ocupados por servidores de carreira. Governos de diferentes orientações utilizam esses profissionais concursados para ocupar secretarias nacionais e diretorias porque eles já conhecem a máquina pública, reduzindo os erros de gestão.

Dessa forma, a ciência política demonstra que a eficiência de um governo não depende apenas de o ministro ser um "técnico" ou um "político", mas sim da capacidade de a liderança política dialogar e direcionar corretamente a burocracia qualificada que já existe permanentemente dentro do Estado.

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Finalmente, há ainda um debate com vantagens e desvantagens de o Banco Central ser independente da ala política do governo em que há dados sobre a proporção de servidores de carreira em cargos de chefia no Brasil.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Blog Leitura Livre | ELEIÇÕES 2026 | por Battista Soarez

ELEIÇÕES 2026

Orleans Brandão recebe apoio do tricampeão brasileiro de vaquejada Dheovane Almeida e reitera compromisso de estimular o esporte

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O CANDIDATO AO GOVERNO DO MARANHÃO, Orleans Brandão (MDB), recebeu o apoio do renomado vaqueiro Dheovane Almeida, tricampeão brasileiro de vaquejada e um dos grandes nomes do esporte no país. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o campeão maranhense aparece ao lado de familiares, que também manifestaram apoio à candidatura do emedebista.

Natural de Zé Doca, Dheovane construiu uma trajetória de destaque nas pistas, levando o nome do Maranhão a grandes competições nacionais.

Além de manifestar apoio a Orleans, Dheovane Almeida conclamou a categoria a fazer o mesmo. “Estamos passando para confirmar que somos 15 e pedimos a todos os vaqueiros que apoiem também o Orleans”, disse ele, no vídeo divulgado nas redes sociais.

Com resultados expressivos e atuações por importantes equipes e haras, o vaqueiro tornou-se referência para competidores e admiradores da modalidade. Entre as conquistas que consolidaram sua carreira está o tricampeonato na categoria profissional do Campeonato Portal Vaquejada.

A manifestação de Dheovane e de seus familiares soma à candidatura de Orleans o reconhecimento de uma família ligada à vaquejada e de um atleta com projeção nacional.

Amante e incentivador do esporte, Orleans Brandão agradeceu o apoio do campeão, de sua família e dos vaqueiros maranhenses. Ele reiterou o compromisso de estimular a prática da vaquejada com segurança, cuidado e responsabilidade, valorizando os atletas e a tradição que é admirada por milhares de maranhenses.