COLUNA LEITURA LIVRE
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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
O Rei Jesus e a geopolítica
Os dias atuais são de reflexão e lamento, mas o aumento da iniquidade tem impedido os seres humanos de terem um encontro com Deus, fora do engodo da política e das religiões.
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A geopolítica global caminha para um governo mundial único | Foto: Divulgação. |
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GEORGE KENNAN DISSE, certa vez, que "povo nenhum é suficientemente poderoso para estabelecer uma hegemonia mundial”. Mas até que ponto isso pode ser verdade a ponto de as pessoas acreditarem que uma nova ordem mundial estará impedida de ser estabelecida? A velha ordem mundial é o cristianismo e seus princípios de justa justiça. A nova ordem mundial é, por sua vez, o luciferianismo e seus engodos ideológicos vendidos politicamente como democracia. Só que é uma democracia falsária, corrupta, fria e violenta.
P U B L I C I D A D E
Minha visão sociológica a respeito desta temática vem sendo, desde os anos de 1990, a de focar o tema da geopolítica global conforme o conceito clássico e a linha de sentido que a sociologia emprega nos bastidores da política internacional, desde os antecedentes da 2ª Guerra Mundial até o clímax da Guerra Fria. A narrativa dos fatos, pela ótica perspicaz de muitos autores e protagonistas políticos da história mundial, permite a compreensão das raízes do cenário atual em que vivemos. Por isso o ministro do STF, Alexandre de Moraes, age como age. Por isso o Brasil está caminhando em revez, desde que o presidente Lula da Silva assumiu.
Há uma poderosa força secreta do sistema global orientando tudo. Por isso existe um esforço descomunal para por nas instituições governamentais líderes que não creem em Deus, pessoas sem compromisso com a fé cristã. Na verdade, os grandes líderes dessas instituições governamentais no mundo inteiro são participantes das sociedades secretas, como a maçonaria e outras que professam devoção oculta a Sataniel ou Satanael, conforme a filosofia de orientação dessas forças secretas.
Geopolítica é a aplicação da política aos espaços geográficos, sob a inspiração da História mundial. É a ciência que faz a interface entre a geografia, a política e a história. Logo, do ponto de vista pragmático, geopolítica é a geografia política aplicada.
Os fatos geopolíticos sempre ocorreram desde os antigos gregos e romanos, mas o termo "geopolítica" nasceu no século XX, herdando duas tendências sociológicas do século XIX, isto é, o nacionalismo e o imperialismo. Baseado nisso, os globalistas estão se organizando para tomar o poder no mundo.
Nas últimas décadas, esta ciência foi relativizada no Brasil, ganhando um viés ideológico que lhe restringe a utilidade. O enfoque acadêmico passou a contemplar aspectos éticos e variáveis ambientais e sociais estranhas ao escopo científico original, colidindo com o pensamento predominante no restante do mundo. Neste sentido, a luta pela liberdade de ação é a essência da estratégia.
A velha ordem, findamentada na cosmologia cristã, prega uma democracia justa pelo viés de que todo poder emana do povo. Enquanto a nova ordem apresenta, assustadoramente, uma democracia oculta nos institutos unilaterais e caminha para uma unificação de natureza autocrática. Isso é lastimoso e amedronta o mundo pelas suas formas de administração das políticas públicas e sociais enganosas e autoritaristas.
Os globalistas mentem ao dizerem que a nova ordem mundial é o resultado do equilíbrio de poder. À lei internacional falta objetividade para substituir o poder como força indutora da estabilidade. Vejamos que a estrutura legal tem validade, tão somente, como forma e referência moral. A segurança internacional ainda depende das realidades do poder. Isso norteou a política de segurança ocidental durante a Guerra Fria. A proposta visava à contenção política do bloco comunista, mas a repercussão na opinião pública americana terminou evoluindo o conceito para contenção militar, e levou à criação da OTAN e à consequente militarização da Alemanha, que era contraindicada com veemência pelas estruturas de poder da época.
Alguém disse que a vida política internacional é algo orgânico e não mecânico. Sua essência é a mudança. São as sombras das coisas (e não a substância) que movem o coração e dirigem as ações dos estadistas.
Em sequência de análise, a teoria de Carl Jung ressalta que os povos do mundo desenvolvem a própria personalidade coletiva e agem de modo semelhante à da personalidade individual. O enfoque junguiano humaniza os atores coletivos e explica as suas tendências comportamentais no contexto das relações internacionais.
O cenário global caracteriza-se pela atuação dos Estados mais poderosos, hoje encarnados, principalmente, por americanos, chineses e russos. Fazendo uso das memórias citadas, podemos destacar as citações mais elucidativas sobre a psicologia social desses atores, começando pelos Estados Unidos.
"Os mais consistentes traços da ação de estado americana são: egocentrismo e introversão neuróticos, uma tendência para tomar atitudes levando em conta não o efeito sobre a cena internacional, mas sim sobre a opinião pública americana, em especial a dos congressistas. Portanto, a pergunta sempre é: como fico no espelho da opinião interna americana, fazendo isso?”.