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quinta-feira, 19 de março de 2026

EVENTO | por Battista Soarez

EVENTO

Iracema Vale participa do 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal
No evento, a presidente da Assembleia Legislativa destacou a importância do diálogo e da união entre os estados
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Por
Agência Assembleia
 Foto:
 J. Cardoso

Iracema Vale laceada por Governadores da Amazônia Legal 

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A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), participou, nesta segunda-feira (16), do 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, promovido pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL). O encontro reuniu representantes dos estados da região para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da cooperação entre os entes federativos.

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Durante o evento, a parlamentar destacou a relevância do diálogo e da união entre os estados da Amazônia Legal para enfrentar desafios históricos e construir soluções conjuntas para a região.

“Este é um momento importante para a nossa região e também para o mundo. A Amazônia vive um período em que a cooperação entre os estados se torna cada vez mais necessária. Para avançarmos, é fundamental fortalecer a parceria com o Governo Federal e ampliar o diálogo com a comunidade internacional, sempre com lideranças comprometidas em transformar desafios em oportunidades para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Iracema Vale.

Na ocasião, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, tomou posse como presidente do Consórcio da Amazônia Legal. À frente da entidade, ele terá como missão fortalecer a integração entre os nove estados que compõem a região — Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — além de ampliar o diálogo institucional e impulsionar pautas estratégicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

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Investimentos

Ao assumir a presidência do consórcio, Carlos Brandão ressaltou a responsabilidade de conduzir a agenda conjunta dos estados da Amazônia Legal e destacou iniciativas importantes. “Tomamos posse com o desafio de ter uma Amazônia preservada, reduzir o desmatamento e as mudanças climáticas, e prospectar investimentos, tanto em nível nacional quanto internacional. Teremos a assinatura de R$ 53 milhões do Fundo Amazônia vindos da Alemanha para regularização fundiária, um dos carros-chefe do nosso governo. Há três meses, assinamos um investimento de 45 milhões para equipar o Corpo de Bombeiros”, detalhou Brandão.

Entre as prioridades da nova gestão estão ações voltadas à preservação ambiental, à redução do desmatamento e ao enfrentamento das mudanças climáticas, além da atração de investimentos e da implementação de políticas públicas capazes de promover desenvolvimento econômico aliado à proteção da floresta.

Também participaram do evento, o defensor-Geral, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora Pública-Geral do Estado, Cristiane Marques; o presidente da Famem, Roberto Costa (MDB); o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Daniel Brandão; o procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro; o secretário de estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; o senador Weverton Rocha; os deputados estaduais Antônio Pereira (MDB); Davi Brandão (MDB); Mical Damasceno (PSD); Francisco Nagib (MDB); Janaína (Republicanos); Júnior Cascaria (Podemos), além de várias lideranças e autoridades.

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domingo, 15 de março de 2026

EDITORIAL | por Battista Soarez

EDITORIAL
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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Jogo político e perseguição a políticos no Maranhão
O caso Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil como exemplo de como funciona, nos bastidores da política, a disputa por poder e cargos no estado.

Ministro Flávio Dino e os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil | Foto: Reprodução.

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COM FLÁVIO DINO E ALEXANDRE DE MORAES no STF, a Polícia Federal está deixando de ser aquela instituição séria em que, antes, se podia acreditar. No protagonismo político do atual governo federal, ela simplesmente virou instrumento de perseguição política e guardiã do mandato de Luís Inácio Lula da Silva, um transloucado ganancioso que governa o Brasil com o coração cheio de ódio e sentimento de vingança. Mas, infelizmente, a PF tem que cumprir ordens, independente de ela concordar ou não com a operação.

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No Maranhão, com Dino estrategicamente posicionado na suprema Corte do país, a política é feita com "manobrismo" de poder transdemocrático (algo bem diferente de democracia) cheio de falcatruas nas tomadas de decisões nas escaladas governamentais. Se achando dono do estado, ele está por trás das ações político-judiciais que têm por objetivo derrubar os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA). Já provaram, pois, do que eles são capazes no caso Bolsonaro, conforme temos acompanhado largamente na imprensa e nas redes sociais. O objetivo é enfraquecer os políticos de direita em razão de perpetuar o governo de esquerda no país. A ação do STF vai ser assim, gradativamente, em todos os estados brasileiros.

Mas por que Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil estão sendo perseguidos com acusações de vendas de emendas parlamentares (R$ 1,6 milhão), se no governo Flávio Dino, segundo fontes que pediram para não serem identificadas, foram desviados milhões por meios ilícitos e nada aconteceu?

Os deputados Josimar e Pastor Gil estão sendo julgados pelo STF, com pedido de condenação pela PGR, por suposto esquema de corrupção passiva e organização criminosa. Eles são acusados de exigir propina para liberar emendas parlamentares voltadas à saúde no Maranhão, envolvendo um irrisório valor de R$ 1,6 milhão (se comparado com os milhões e milhões desviados por deputados, senadores, prefeituras, governo federal e, inclusive, o judiciário), como foi pontuado acima. O caso ocorreu na prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão, durante o mandato de Eudes Sampaio.

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Os principais detalhes do caso, sobre o esquema de propina, dizem respeito ao fato de que a denúncia, baseada em investigações da Polícia Federal, aponta a cobrança de contrapartida (10% a 15% do valor) para o envio de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA) em 2020.

Josimar Maranhãozinho é acusado de corrupção passiva e de liderar a organização criminosa, enquanto Pastor Gil responde por corrupção passiva e participação no esquema do grupo.

Com relação às provas, tece-se o argumento de que investigadores relataram conversas de mensagens e registros que discutiam o direcionamento de emendas, além de registros de "ação controlada" da PF. Em conversa com o Blog Leitura Livre, o deputado Pastor Gil nega os fatos. Disse que apenas recebeu uma ligação no seu celular de um desconhecido que se identificara como Pacovan. "Eu apenas perguntei a ele quem deu meu número a ele. Eu disse que eu não o conhecia e desliguei o celular", relatou o deputado.

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Na situação atual, o julgamento na Primeira Turma do STF começou em março de 2026, com o voto do relator Cristiano Zanin aceitando a denúncia, e foi suspenso para continuação. É importante considerar que os ministros Zanin, Moraes e Flávio Dino são antagônicos ao políticos da direita e, portanto, contrários ao partido PL ao qual pertencem os deputados acusados. Nesse caso, estamos diante de uma nítida ausência de imparcialidade na condução do caso.

O processo destaca o uso indevido de emendas parlamentares, afetando recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). A Coluna Leitura Livre foi informada de que há uma certa "mentoria" por trás das denúncias contra Josimar Maranhãozinho simplesmente pelo fato de ele ser um forte nome ao governo do Maranhão, com absoluta ascensão. Segundo a fonte, Flávio Dino quer impedir que isso aconteça e o que ele tem como instrumento para impedir a ascensão política do parlamentar é exatamente esse episódio.

Mas, se isso for verdade, conforme o nosso jornalismo investigativo apurou, não é só Flávio Dino que está por trás desse jogo. O deputado Aluízio Mendes, que, inclusive, é policial federal, também é inimigo de Josimar, tendo declarado em vários momentos que não vai descansar enquanto não derrubar o político no Maranhão.

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Mas o que tem chamado à atenção dos especialistas é o fato de a Polícia Federal estar sendo usada como instrumento de perseguição política. A referida instituição, que sempre foi de muita seriedade, trabalha com princípios, métodos e técnicas de investigação da melhor qualidade, e jamais deve se prestar para esse papel de natureza duvidosa. Chega a ser ridículo. Veja, a seguir, o verdadeiro papel da PF e compare com o que tem acontecido no atual governo.

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"A Polícia Federal, que sempre foi uma instituição de muita seriedade, trabalha com princípios, métodos e técnicas de investigação da melhor qualidade, e jamais deve se prestar para o papel de natureza duvidosa que vem acontecendo no Brasil"
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Sabe-se que a investigação realizada pela Polícia Federal (PF) no Brasil é pautada por rigor técnico-científico, legalidade e foco no combate a crimes complexos, organizados e transnacionais que afetam bens, serviços e interesses da União. O método principal é o Inquérito Policial (IP), conduzido por delegados de Polícia Federal, mas a instituição utiliza técnicas avançadas para colher indícios de autoria e materialidade.

Veja-se, por exemplo, os principais pilares de investigação da Polícia Federal. Primeiro, têm-se os princípios da investigação da PF. O princípio da legalidade parte da ideia de que todas as ações devem estar fundamentadas na lei. O que disso passar está totalmente fora da lógica em fazer justiça.

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A PF trabalha, também, com o princípio da impessoalidade e da moralidade. Isto significa que ela deve ter rigorosa atuação técnica e ética, livre de interesses pessoais. Portanto, ninguém pode utilizar-se da instituição para satisfazer a seus próprios interesses. Em seguida, o princípio da eficiência faz com que a PF prima pela celeridade e pela eficácia na colheita de provas.

Enquanto isso, o princípio do sigilo deve ser absoluto, sendo necessário para garantir o sucesso das investigações, especialmente em operações complexas. E, por fim, o princípio da investigação criminal constitucional faz com que a instituição deva estar focada no respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana e na proteção da ordem pública.

Com relação aos métodos e etapas de investigação, tudo parte do inquérito policial (IP), que é um procedimento administrativo oficial, sigiloso e inquisitivo, presidido pelo Delegado de Polícia. Em seguida, vem a inteligência policial, que é a utilização de dados para antecipar ou esclarecer crimes. Face a isso, as operações policiais são ações planejadas que envolvem a deflagração de cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão. Devem ser procedidas de maneira translúcida e com muita responsabilidade.

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Outro método importante é a cadeia de custódia, pois se trata de preservação rigorosa dos vestígios materiais desde o local do crime até o laudo pericial. E, enfim, tem-se a análise de vínculos, utilizada para entender a estrutura de organizações criminosas e o fluxo de capitais.

No que diz respeito às técnicas de investigação, a Polícia Federal emprega técnicas tradicionais e avançadas, muitas vezes utilizando meios tecnológicos sofisticados. Primeiro, ela tem as técnicas avançadas/especiais, começando pela ação controlada. Face a isso, é totalmente errado fabricar ou forjar provas e falsas verdades.

A ação controlada, por sua vez, é a técnica de retardar a intervenção policial para o momento mais eficaz e oportuno, evitando erros e incertezas. Outra técnica importante é a intercepção telefônica e telemática, que permite o monitoramento de comunicações com autorização judicial.

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Agora, se tem a colaboração premiada, que é um acordo entre investigado e autoridade para obtenção de provas. E também utiliza-se a infiltração de agentes, isto é, a inserção de policial em organização criminosa para catalogação de dados, informações e provas. Esta, inclusive, é uma das técnicas também utilizada no jornalismo investigativo.

Por conseguinte, a PF utiliza, ainda, a vigilância e o monitoramento para observação física ou tecnológica de suspeitos.

Agora, vêm as técnicas de polícia judiciária e forense. Aqui são utilizadas entrevistas e interrogatórios como, por exemplo, técnicas de entrevista cognitiva e formal. Numa outra técnica, utiliza-se a análise de documentos e dados. Estes dizem respeito a exame de registros contábeis e fiscais.

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A técnica de perícia criminal (criminalística) é uma análise técnica de vestígios (balística, documentos, informática, engenharia) realizada por peritos criminais federais. Outra coisa também é a identificação de impressões digitais, que é a atuação da papiloscopia em exames de identificação humana.

Foco na "Nova" Investigação. Atualmente, a PF concentra esforços na investigação criminal tecnológica e financeira, incluindo a investigação de crimes cibernéticos, rastreamento de criptoativos e lavagem de dinheiro.

Existe, ainda, o uso de BI (Business Intelligence) e Data Analytics para cruzar grandes volumes de dados. Há, aqui, a cooperação jurídica internacional para crimes transnacionais.

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A metodologia de investigação da PF, portanto, é padronizada para garantir a validade das provas no processo penal, visando a responsabilização criminal com foco na recuperação de ativos.

Diante de tudo isto, o Supremo Tribunal Federal tem agido de uma forma que não dá para entender. A população brasileira, inclusive no Maranhão, tem assistido ações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes que só têm envergonhado o país. O maranhense, de um lado, tem orgulho de ter um representante na Suprema Corte. Por outro lado, sente vergonha da maneira como o ministro tem conduzido as coisas, perseguindo jornalistas e adversários políticos. Espera-se que tanto Josimar Maranhãozinho como Pastor Gil sejam livres dessas artimanhas que misturam interesses políticos pessoais com ditadura judiciária. E que o país, no entanto, seja passado a limpo com justa justiça e política democrática de fato e de verdade.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

PROTEÇÃO À MULHER | por Battista Soarez

PARLAMENTO

Assembleia Legislativa discute estratégias para fortalecer proteção às mulheres no Maranhão

Encontro “Do Debate à Ação: Construindo Novos Caminhos na Proteção das Mulheres” foi na tarde desta quinta-feira (12)

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Por:
Agência Assembleia
Fotos:
Agência Assembleia 

Plenário da ALEMA discute estratégias de proteção à mulher no Maranhão.

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A PROCURADORIA DA MULHER da Assembleia Legislativa do Maranhão promoveu, nesta quarta-feira (12), o encontro “Do Debate à Ação: Construindo Novos Caminhos na Proteção das Mulheres”, realizado no Auditório Gervásio Santos, o Plenarinho da Casa. A iniciativa foi conduzida pela deputada Dra. Vivianne (PDT) e reuniu representantes de diversas instituições para debater novas estratégias de prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher no estado.

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O evento teve como foco o diálogo, a escuta ativa e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento e ao bem-estar das mulheres maranhenses. Participaram do encontro representantes do Ministério Público do Maranhão, da Polícia Civil do Maranhão, da Defensoria Pública, do Tribunal de Justiça, além de integrantes do Poder Executivo e procuradoras municipais do interior do estado.

Durante o encontro, um dos principais temas discutidos foi a criação do Observatório contra o Feminicídio no Maranhão, iniciativa que pretende reunir e divulgar dados sobre a violência contra a mulher no estado, contribuindo para o planejamento de políticas públicas mais eficazes.

Presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale, destacou que o projeto já está em tramitação na Casa e que o momento atual é de debate e aperfeiçoamento da proposta

A presidente da Assembleia, Iracema Vale (MDB), destacou que o projeto já está em tramitação na Casa e que o momento atual é de debate e aperfeiçoamento da proposta.

Presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale, destacou que o projeto já está em tramitação na Casa e que o momento atual é de debate e aperfeiçoamento da proposta
“Tramita na Casa um projeto de lei em parceria com a Defensoria Pública para criação do Observatório contra o feminicídio. Como o projeto está em tramitação, esse momento é de debate e discussão. A procuradora da Mulher da Casa, Dra. Vivianne, está provocando muitos debates sobre o assunto para que o observatório contemple de fato o que as mulheres esperam saber sobre as causas do feminicídio no estado”, afirmou.

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A deputada Dra. Vivianne explicou que a proposta do observatório é ampliar a transparência e facilitar o acesso da sociedade às informações sobre violência de gênero.

“Hoje, vamos fazer um debate sobre a criação do Observatório contra o feminicídio no Maranhão. É preciso que esses dados sejam transparentes, estejam compilados e atualizados mensalmente em uma plataforma. Que todos tenham acesso, principalmente legisladores e órgãos de proteção à mulher. Nosso papel hoje é discutir essa lei para que possamos implantá-la e, em um futuro próximo, ter acesso facilitado aos dados sobre a violência contra a mulher na palma da mão de todo cidadão”, destacou.

A diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, também ressaltou a importância da Procuradoria da Mulher dentro do Legislativo estadual para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres. “É muito importante falar da importância de uma Procuradoria da Mulher dentro da Casa Legislativa que representa o nosso estado. É aqui que se potencializa a luta por mais legislações que reflitam nossos direitos e que precisam ser efetivados todos os dias. Trazer quem executa as políticas públicas para discutir novas legislações e a articulação institucional é fundamental para melhorar os serviços”, pontuou.

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Além da discussão sobre o observatório, o encontro reforçou a necessidade de transformação das estruturas sociais, econômicas e políticas que ainda dificultam a igualdade de gênero. A iniciativa também destacou a atuação da educação, do empreendedorismo e das políticas públicas na ampliação de oportunidades, na promoção da autonomia feminina e na proteção dos direitos das mulheres.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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POLÍTICA VENAL
Caminhos da corrupção: uma complexa rede de crimes difícil de ser desvendada
Por que o problema da política brasileira não tem solução e uma incalculável quantidade do dinheiro público desce pelo esgoto da prevaricação. 

Foto: Divulgação

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NA COLUNA LEITURA LIVRE DE HOJE vou falar sobre os funcionamentos dos controles internos e externos dos poderes legislativos e executivos federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e demonstrados nas suas verdadeiras submissões, resultando em prejuízos inestimáveis para a população brasileira. Há mais de 40 anos, eu venho observando os caminhos da insidiosa doença corrupção, e observo que nunca se teve um governo que pudesse dar um basta nos absurdos tantos e tantos (incomensuráveis, até) desvios de recursos públicos como, por exemplo, os ocorridos nos últimos anos (como no caso do "petrolão" e outros crimes). O recente caso ocorrido na prefeitura de Turilândia, no Maranhão, é apenas um pingo-d'água em meio a um lastimoso oceano de desvios do dinheiro público.

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Em todos os casos (em municípios, estados e no governo federal) houve desvios de imensuráveis recursos, os quais poderiam ter sido evitados, bastando, para isso, que seguissem as propostas apresentadas por especialistas como consta em livros e matérias de vários jornalistas como eu e outros. Aliás, nós, jornalistas políticos, sempre fomos a favor de que é preciso que as autoridades brasileiras se conscientizem sobre a importância de adotar medidas preventivas contra a corrupção para que se possa transmitir às crianças, aos adolescentes e aos jovens brasileiros, uma herança digna de elogios e de uma pátria da qual possam se orgulhar e seguir. Eu, por exemplo, sempre passei e passo para meus filhos os princípios da honestidade de que devem se equipar os cidadãos de bem para que possam construir uma sociedade melhor. Mas quem está disposto a se candidatar, pegar a caneta e assinar verdadeiros projetos de mudanças e moralização do país? Será que os cidadãos de bem querem se envolver com isso? Ou estarão dispostos a sofrerem com a pérfida administração dos maus políticos que estão nas casas legislativas, judiciárias e executivas?

A bandeira de combate à corrupção já foi instrumentalizada, em diversos momentos da história, para objetivos que nada têm a ver com essa causa. São muitos os exemplos de governos autoritários, por exemplo, que encontraram na luta contra a corrupção um jeito de sensibilizar a população, angariando seguidores para suas plataformas políticas, sem que houvesse, contudo, o menor compromisso de fato com uma certa agenda de combate à corrupção.

Atualmente, no período eleitoral brasileiro, a palavra corrupção tem aparecido com muita frequência durante debates, propagandas eleitorais e discursos dos candidatos. Infelizmente, na maioria das vezes, ela é usada para atacar o oponente ou nutrir promessas de que, caso o candidato ganhe a eleição, esse problema será resolvido em um passe de mágica. Mas, a cada mandato, as decepções são majestosas e as coisas continuam da mesma forma de sempre e cada vez piores.

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A experiência do Brasil — que conta com o conhecimento acumulado de fatos globais sobre corrupção há décadas, e que hoje é uma rede que está presente em muitos países  mostra que esse problema é muito complexo e que soluções eleitoreiras ou populistas passam longe de resolvê-lo.

Além de complexo, este deveria ser um tema que deve ser entendido como suprapartidário. A história política do Brasil mostra que — não importando o governo ou a cor da ideologia que esteja à frente do país  a corrupção sempre encontra um jeito de assaltar o dinheiro público e, o que é pior, roubar direitos da população. Até igrejas e pastores evangélicos se jogaram nesse tenebroso mar de corrupção. Ou seja, a população brasileira é roubada em todos os setores da sociedade.

E é disso que se trata essencialmente, ou seja, o combate à corrupção é uma luta por direitos. Percebe-se que onde sobra corrupção sempre falta dinheiro para atender a sociedade, sobretudo àqueles, por exemplo, que mais precisam da saúde pública ou os inúmeros alunos que sofrem na pele a escassez de recursos para a educação.

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Por isso, apresentamos algumas propostas, pensadas a partir da nossa experiência no campo do jornalismo político, que podem efetivamente fortalecer uma possível agenda anticorrupção nos próximos anos, independente do partido ou candidato que estejam à frente do país.

Diante do cenário de constante enfraquecimento de importantes conquistas institucionais e de políticas públicas da sociedade brasileira, numa possível agenda anticorrupção, podemos falar de propostas de reformas legislativas e boas práticas institucionais para virar esse jogo que atualmente presenciamos no cenário político brasileiro.

São caminhos que o Brasil pode adotar para retomar o combate efetivo à corrupção e garantir, dessa maneira, uma sociedade que seja mais justa, próspera e garantidora de direitos a toda a população, sobretudo àqueles que mais dependem da ação do Estado e por isso sofrem cotidianamente os prejuízos causados por estruturas corruptas. O que entendemos que pode ser feito?

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Primeiramente, uma lista tríplice vinculante para a nomeação da PGR. Segundo, um rigoroso controle democrático do Ministério Público e do Poder Judiciário. Em terceiro lugar, uma quarentena para a candidatura eleitoral de membros do Poder Judiciário, Ministério Público, Forças Armadas e Polícias. Depois, uma quarentena para a nomeação de Advogado-Geral da União e Procurador-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

Em seguida, seria necessária uma política nacional de dados abertos e compatibilização com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), seguida da extinção do Orçamento Secreto ou Emendas do Relator-Geral do Orçamento (RP9). Outro passo importante seria a transparência parlamentar e devido processo legislativo participativo. Aí, viria uma política de democratização do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas e do Fundo Partidário, seguida pela transparência e democracia interna nos partidos políticos.

Outra coisa necessária seria a extinção da competência criminal da Justiça Eleitoral, por várias razões. Em seguida, enfatiza-se o controle democrático do sistema de inteligência nacional e inventário geral das ferramentas de vigilância estatais. Aí, seria importante a proteção total e absoluta do denunciante.

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Outra questão importantíssima seria a recuperação do sistema de conselhos participativos de políticas públicas e instituição de política nacional de controle social da integridade pública. Institucionalização da Lei Orgânica da Controladoria-Geral da União e fortalecimento do controle interno. Estabelecimento de critérios de seleção dos ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas. Redução do Foro Privilegiado. Regulamentação do lobby e criminalização da corrupção privada.

Outro ponto fundamental seria a regulamentação da advocacia privada em conformidade à Lei de Lavagem de Dinheiro. Transformação digital dos cadastros de terras e registros de imóveis. Recuperação do sistema de proteção ambiental e fortalecimento do combate à corrupção ambiental. Outra coisa fundamental seria uma séria Política Nacional contra conflito de interesses. Sabatina ou mecanismo compartilhado de escolha para chefia de órgãos de investigação, inteligência e controle estratégicos. Limitação das possibilidades legais de recebimento de verbas indenizatórias no Poder Judiciário e Ministério Público e, enfim, transparência do beneficiário final.

Essas políticas, de caráter público, devem ser debatidas e implementadas nas instituições públicas, sociais e no sistema social do Brasil em geral. Aliás, as instituições, as políticas públicas e legislações, voltadas ao enfrentamento da corrupção no Brasil, não são resultado da atuação de um grupo, partido político ou campo ideológico. Ao contrário de outras agendas duradouras da política, que são percebidas como tipicamente alinhadas a um campo ideológico da política brasileira como, por exemplo, a agenda de segurança pública, mais fortemente presente no campo conservador, ou a agenda de redução das desigualdades sociais, costumeiramente priorizada no campo progressista o discurso contra a corrupção é naturalmente cíclico. Partidos e grupos políticos, quando na oposição, tendem a reforçar sua preocupação com a corrupção, que invariavelmente se mostra presente em governos, em maior ou menor grau.

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Coalizões eleitas para governar, porém, nem sempre são indiferentes aos desafios dessas propostas, ainda que sua apropriação política seja mais comum por forças políticas de oposição. Ao longo dos últimos 34 anos, sob diferentes governos, o Brasil viu importantes inovações legais que contribuíram para aumentar a transparência do setor público, incentivar a adoção de políticas de integridade pelo setor privado, fortalecer mecanismos de detecção da corrupção e reduzir a impunidade. Algumas delas serão detalhadas em outra matéria desta coluna, com objetivo de evidenciar este longo processo de construção, que pode ser possível pela atuação conjunta das instituições democráticas brasileiras em torno desta pauta comum.

O amplo instrumental jurídico anticorrupção, disponível atualmente, é resultado de décadas de evolução legislativa e amadurecimento institucional. Sem dúvida, a Constituição Federal de 1988 representou o marco inicial nesse processo que, afinal, cimentou o regime democrático sem o qual nenhum esforço de prevenir e combater a corrupção pode ser bem sucedido. A pluralidade política, a separação e a independência dos três poderes, o fortalecimento das instituições de controle, a liberdade da imprensa são elementos basilares para a construção de um país menos corrupto e, portanto, mais justo.

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sexta-feira, 6 de março de 2026

PARLAMENTO | por Battista Soarez

PARLAMENTO

Por iniciativa de Mical Damasceno, sessão solene celebra Dia do Círculo de Oração, na Assembleia Legislativa do Maranhão
Presidida pela presidente da Casa, deputada Iracema Vale, a programação contou com orações, louvores e discursos de líderes religiosos.

Mical Damasceno e Isacema Vale falam ao plenário sobre a fé e o poder da oração | Foto: Ascom/Gabinete.

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CRISTÃOS DE DIVERSAS DENOMINAÇÕES evangélicas se reuniram na tarde desta sexta-feira (6) no plenário Nagib Haickel, da Assembleia Legislativa do Maranhão. O encontro celebrou o Dia do Círculo de Oração em uma sessão solene proposta pela deputada estadual Mical Damasceno (PSD).

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A cerimônia foi presidida pela presidente da Casa, a deputada Iracema Vale (MDB). O plenário, as galerias e o hall da Assembleia ficaram lotados de fiéis.

A programação contou com louvores, orações e discursos de líderes religiosos. As falas destacaram o poder da oração e o papel das mulheres que lideram os grupos do Círculo de Oração nas igrejas evangélicas.

A presidente da Assembleia, Iracema Vale, ressaltou a importância do movimento.
“São mulheres que fazem esse movimento. Para nossa felicidade, a data de sua fundação coincide com o mês das mulheres. Ver esta Casa cheia de pessoas que oram pelo Maranhão e pelas autoridades é muito bonito. Essa sessão é uma iniciativa da deputada Mical Damasceno, que representa o segmento evangélico no Parlamento”, afirmou.

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Autora da lei que reconheceu o Círculo de Oração como Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão, Mical Damasceno destacou o significado da celebração.
“Mais uma sessão solene em homenagem ao Círculo de Oração, um movimento que começou em Pernambuco e hoje se espalhou por todo o Brasil. Aqui vemos mulheres líderes que compreendem o poder da fé e do mover de Deus por meio da oração”, disse.

A sessão também contou com a participação especial da cantora gospel Alice Maciel, convidada pela deputada.
“É uma honra estar aqui para louvar e agradecer a Deus pelo Círculo de Oração. Nunca cantei em uma Assembleia Legislativa. Estar aqui ao lado dessas mulheres que servem a Deus na oração é uma grande bênção”, afirmou.

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a apresentação musical da cantora. Com sua sanfona, Alice Maciel animou o público com canções como “Sua Presença” e “A Ordem é para Marchar”. Os louvores foram acompanhados por um grande coral formado pelos participantes.

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Entre os presentes estava Sebastiana Correia da Silva, integrante do Círculo de Oração da área 55. “A oração é algo muito especial que Deus nos deixou. Ela transforma a nossa vida. Essa celebração é muito importante”, declarou.

A sessão solene reforçou a importância do Círculo de Oração como movimento de fé, união e intercessão, especialmente entre mulheres cristãs que dedicam suas vidas à oração pelo Maranhão e pelo Brasil.

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