Translate

segunda-feira, 2 de março de 2026

GUERRA NO ORIENTE | por Battista Soarez

GUERRA NO ORIENTE

O conflito no Oriente Médio tem explicação?
Quem são os aliados que sobraram ao Irã na região após ataques dos EUA e Israel.

Manifesta-se protestam contra a morte do aiatola Ali Khamenei | Foto: Divulgação.

________________________
O ORIENTE MÉDIO está à beira de uma grande guerra regional após Estados Unidos e Israel lançarem, neste sábado (28/2), um ataque contra o Irã, que reagiu bombardeando vários países da região onde os EUA mantêm bases militares.

PUBLICIDADE 

Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita, além de Israel, foram atingidos por mísseis iranianos. Os ataques aumentam o temor de que o conflito se estenda por toda a região.

Todos são países alinhados aos EUA que, além disso, mantêm relações tensas com o grande vizinho xiita.

Donald Trump e Ahmed al Shaara. Com a aproximação do novo líder sírio, Ahmed al Sharaa, aos EUA, o Irã perdeu um aliado importante na Síria | Foto: AP Internacional. 

Os ataques foram uma resposta do Irã aos bombardeios dos EUA e de Israel que destruíram instalações no país e mataram o aiatolá iraniano, Ali Khamenei, governante de 86 anos que detinha o poder há quase quatro décadas.

Ao longo dessas décadas, o Irã cultivou um "eixo de resistência" para "compensar" a influência dos EUA e de Israel no Oriente Médio e se tornar uma potência regional.

A aliança reúne grupos como Hamas, em Gaza; Hezbollah, no Líbano; houthis, grupo da minorita xiita no Iêmen; e outros no Iraque e na Síria. A maioria desses grupos é considerada organização terrorista por alguns países ocidentais. Durante anos, esses grupos foram um desafio para os serviços de inteligência e para o governo de Israel.

PUBLICIDADE 

No cenário internacional, o Irã também buscou alianças com países cujos governantes compartilhavam sua ideologia antiamericana, como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e os ex-presidentes Bashar al-Assad, da Síria, e Nicolás Maduro, da Venezuela.

Hoje, essa rede de alianças está mais fragilizada do que nunca.

Muitos dos grupos e líderes apoiados pelo Irã, financiados e treinados pelo regime, perderam força; alguns foram derrubados, e outros estão à beira do colapso.

Nicolás Maduro está preso nos EUA, e Bashar al-Assad foi obrigado a fugir de seu país após ser derrubado por oposicionistas sírios.

PUBLICIDADE 

O Hezbollah, mais importante grupo paramilitar que luta contra a ocupação israelense do sul do Líbano e que por muito tempo foi um dos inimigos mais temidos de Israel, foi enfraquecido após uma série de ataques israelenses contra suas instalações e sua cúpula. O Hamas também perdeu força depois da guerra contra Israel em Gaza.

A CNN Brasil fez um balanço dos aliados tradicionais do Irã na região e dos que ainda permanecem fiéis ao país.

Síria é o aliado perdido. O regime iraniano tinha na Síria de Bashar al-Assad um aliado estratégico, que servia de porta de entrada para sua influência no mundo árabe.

O Irã investiu milhões de dólares para sustentar o regime sírio. Com a queda de Assad no fim de 2024, após mais de uma década de guerra civil sangrenta, o Irã perdeu espaço no tabuleiro regional.

PUBLICIDADE 

O novo líder do país, Ahmed al Sharaa, ligado à órbita sunita salafista, se afastou do "eixo da resistência" e se alinhou aos EUA de Donald Trump, que o recebeu na Casa Branca e o descreveu como um homem "muito atraente".

O território sírio permitia ao Irã enviar armas, combatentes e recursos ao Hezbollah, a milícia islamista libanesa e um de seus principais aliados, com total liberdade.

Mas esse arco que ia do Líbano ao Irã, passando pela Síria e pelo Iraque, perdeu continuidade e enfraqueceu o Irã e os grupos que o apoiavam.

PUBLICIDADE 

O houthi

A milícia houthi, conhecida oficialmente como Ansar Allah (Partidários de Deus), é uma das principais aliadas do Irã na região e ganhou protagonismo após o enfraquecimento do Hezbollah no Líbano.

O grupo militar e político houthi é um movimento xiita que controla cerca de 30% do território do Iêmen, onde impôs um regime fundamentalista e repressivo, acusado de graves violações de direitos humanos.

O grupo foi formado na década de 1990 e é composto por membros dos zaiditas, a minoria muçulmana xiita do país, concentrada no norte do Iêmen e que representa cerca de um terço dos 33 milhões de habitantes.

Os ataques que o grupo realizou contra Israel e alvos dos EUA se intensificaram desde o início da guerra em Gaza, em 7/10/23.

PUBLICIDADE 

Os houthis também têm capacidade de atacar navios no estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem que liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao oceano Índico, por onde circula cerca de 12% do comércio marítimo mundial.

Mas o Ansar Allah não atacou apenas navios comerciais americanos ou de Israel nas águas próximas ao Iêmen; também lançou ofensivas contra embarcações militares americanas.

Periodicamente, o grupo também dispara mísseis ou drones que conseguem alcançar Israel, embora a maioria seja interceptada pelas defesas aéreas.

Em 2025, os EUA atingiram mais de mil alvos houthis no Iêmen em uma campanha que buscava acabar com a insurgência que estava bloqueando o comércio marítimo.

PUBLICIDADE 

Hezbollah

O Hezbollah, partido-milícia xiita libanês, era até 2024 o principal e mais forte aliado do Irã na região.

Fundado em 1982 como um grupo de resistência a Israel, o Hezbollah se transformou em uma força poderosa que conta — ou contava — com cerca de 30 mil combatentes e influência sobre áreas importantes do Líbano.

Durante décadas, recebeu financiamento e treinamento do regime iraniano, que o utilizou como principal frente de confronto contra seu arqui-inimigo regional, Israel.

No entanto, a guerra em Gaza alterou esse cenário e desestabilizou a região.

PUBLICIDADE 

Após o ataque do Hamas a Israel (7/10/23) e a resposta israelense com bombardeios intensos na Faixa de Gaza, o Hezbollah abriu uma segunda frente na fronteira com o Líbano.

O exército de Israel reagiu com ataques aéreos que mataram o líder do grupo, Hasan Nasrallah, e com uma ofensiva surpresa que neutralizou diversos dirigentes militares e políticos ao detonar milhares de dispositivos eletrônicos — como pagers e walkie-talkies — que eles portavam.

O enfraquecimento do Hezbollah contribuiu para a queda de Bashar al-Assad na Síria e ampliou o isolamento do Irã.

Ainda assim, o Hezbollah mantém um arsenal significativo, capaz de atingir Israel.

PUBLICIDADE 

Nos últimos dias, os EUA ordenaram a retirada de funcionários não essenciais da embaixada em Beirute, diante da avaliação de que o grupo xiita ainda tem capacidade de reação.

Milícias xiitas do Iraque

Sob esse guarda-chuva estão reunidas diversas milícias de identidade xiita com fortes vínculos com o Irã, que as financia e arma.

Conhecidas também como Forças de Mobilização Popular (FMP), as milícias são afiliadas ao Exército iraquiano, mas operam de forma independente. Alguns, inclusive, respondem diretamente ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

PUBLICIDADE 

Nos últimos anos, passaram a se apresentar também como Resistência Islâmica do Iraque e realizaram ataques com drones contra o norte de Israel.

Neste sábado (28/2), integrantes dessas milícias morreram e outros ficaram gravemente feridos em pelo menos quatro explosões ocorridas após ataques aéreos em Jurf al Sakhar, ao sul de Bagdá, segundo informou à agência Reuters um porta-voz das Forças de Mobilização Popular.

Uma dessas milícias, a Kataib Hezbollah, ordenou recentemente a seus combatentes que se preparassem para uma "guerra longa" caso o Irã fosse atacado pelos EUA.

PUBLICIDADE 

Um de seus comandantes disse à agência AFP que era "muito provável" que o grupo interviesse em caso de ataque, pois considera o Irã um país estratégico para seus próprios interesses e, portanto, qualquer ofensiva contra esse país "é uma ameaça direta".

O alvo podem ser as bases que os EUA ainda mantêm no Iraque e que esses grupos atacaram de forma esporádica durante a guerra entre Hamas e Israel nos últimos anos.

Hamas

Ainda segundo a CNN Brasil, a milícia palestina, que ao longo das décadas também recebeu financiamento e treinamento do Irã, está enfraquecida após mais de dois anos de guerra contra Israel em Gaza.

PUBLICIDADE 

Embora seja uma organização sunita, uma exceção dentro do "eixo da resistência", o Hamas foi outra grande frente aberta contra Israel na região.

Hoje, embora ainda controle parte da Faixa de Gaza e preserve algum apoio entre setores da população palestina, sua capacidade de lançar ataques em maior escala foi substancialmente reduzida.

Israel matou, ao longo desses dois anos, muitos líderes do Hamas, tanto militares quanto políticos. Entre eles está Ismail Haniya, chefe político do grupo, morto em um bombardeio em Teerã em 2024, e o ideólogo do ataque de 7/10/24, Yahia al Sinwar, em Gaza.

PUBLICIDADE 

No restante do mundo

O Irã aprofundou nos últimos anos seus laços econômicos e militares com a Rússia, de quem recebeu armamentos e tecnologia ao contornar o embargo internacional.

A Rússia criticou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã no sábado e afirmou que ambos estão "levando o Oriente Médio a um abismo de escalada descontrolada". Mas ela faz vista grossa para o comportamento desses regimes do ódio.

Ao mesmo tempo, a Rússia busca proteger seus vínculos com outros países importantes da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Israel.

PUBLICIDADE 

A recente reaproximação entre Rússia e EUA, após o retorno de Trump à Casa Branca, pode ser um fator que limite a resposta russa.

A China também exigiu um cessar-fogo imediato e pediu que se respeite a soberania iraniana. A China tem sido um parceiro comercial vital para o Irã e, em 2025, comprou uma fatia significativa do petróleo iraniano mesmo sob sanções impostas pelos EUA.

As sanções restringem o volume de comércio entre os dois países, razão pela qual o Irã recebeu menos investimentos chineses do que os países do Golfo.

PUBLICIDADE 

Apesar dos laços, a China é uma potência com interesses globais e tende a evitar que conflitos externos afetem sua conveniência geopolítica.

O Irã também manteve vínculos com a Coreia do Norte que se originaram na década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, embora as sanções a que ambos estão sujeitos limitem sua atuação.

Além disso, o Irã cultivou laços e simpatia com a Venezuela desde os anos 2000, quando Caracas e Teerã estabeleceram uma aliança estratégica e assinaram mais de 180 acordos bilaterais em diversas áreas, com um valor total estimado em US$ 17 bilhões (cerca de R$ 85 bilhões), a maioria dos quais não saiu do papel ou foi abandonada.

A captura de Nicolás Maduro (3/1) por parte dos EUA deixou a relação, cujos benefícios para o Irã sempre foram mais simbólicos do que materiais, em suspenso.

________________________

PUBLICIDADE 



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

________________________ 

O perfil do verdadeiro político
Ainda existe perspectiva de se ter homens e mulheres honestos para governar o país com justiça e lisura de caráter?

No Brasil, a maioria dos eleitores vota por paixão e fica longe da razão | Foto: Divulgação.

________________________
MEU JORNALISMO POLÍTICO começou em 1985, quando, no Jornal de Hoje do então senador João Castelo comecei escrever sobre o assunto e, logo depois, fazer reportagens sobre política. Na faculdade de comunicação social (habilitação em jornalismo) me interessei pelo jornalismo político devido a construção do discurso midiático que forma o pensamento da sociedade. Aprendi que a principal forma de fazer justiça social é através da política. E aqui começa um universo de problemas, soluções, ciência e grandes discussões que permeiam todas as entrâncias sociais a partir das bases estruturais que envolvem comunidades e classes. Leia esta matéria, compare, tire suas conclusões e vote com consciência e segurança nestas eleições de 2026.

PUBLICIDADE 

Neste artigo, a Coluna Leitura Livre desta semana discute o perfil do verdadeiro político, dando alguns exemplos típicos sobre a questão. Afinal, estamos em ano de eleições. “Político” é uma palavra derivada do latim politicus e do grego politikos. Como adjetivo, o termo é empregado para designar tudo que se refere ao governo ou ao poder público. Mas como substantivo designa o homem que exerce atividades públicas, ou seja, a arte de governar bem os povos. É óbvio que, no Brasil, a maioria dos políticos é corrupta e, portanto, eles prestam um mau serviço à sociedade, desviando o dinheiro público e deixando de fazer devidamente justiça à nação.

Aristóteles, no seu livro A política, definiu o homem, de modo geral, como ser político. Por que? Porque nós humanos vivemos em sociedade, dependentes de relações uns com os outros. Somos, de fato, grupo social e precisamos viver de forma organizada. E todas as formas de organização somente são possíveis por meio da política. Não somente Aristóteles, mas muitos outros estudiosos discutiram e discutem historicamente o ser humano como ser político.

Uma das principais e essenciais condições do ser humano é o fato de viver agregado a outros homens na intenção de realizar um fim ou de cumprir um objetivo de interesse comum, para o qual todos devem cooperar, ou trabalhar. Sendo assim, é inconcebível um homem viver sozinho ou ser chamado de auto-suficiente, pois assim ele deixa de ser homem, se torna um deus ou uma fera, ou simplesmente não-sobrevivente. As relações sociais são a tônica das ações políticas e os conflitos nessas relações  como as guerras, por exemplo  não deveriam existir.

PUBLICIDADE 

É importante a gente entender que a política é o estudo das formas como o homem se organiza no espaço público. Como ele busca a organização social ideal. Seu objetivo é estabelecer os princípios que se mostrem indispensáveis à realização de um governo. O homem deve, nessa lógica, trabalhar sua inteligência para tornar suas ideias aptas para colaborar com a evolução da humanidade, com honra, com honestidade, com respeito para com o próximo, isto é, com ética, com virtude e prudência. Assim, a política nos mostra doutrinas indispensáveis ao bom governo de um povo. E disso se deve extrair o perfil ideal do verdadeiro político que sabe desenvolver seu papel com sapiência, senso de justiça, respeito e honestidade.

Mas, de maneira inversa, outros se conformam em ser apenas espectadores da grandiosa conquista do pensamento e da ação. O político sábio é aquele que usa o conhecimento para o bom proveito do homem enquanto ser social, com bom caráter e inteligência eficaz (sempre produtiva), pois um sem o outro é apenas meia felicidade. Não basta ser um político inteligente. É preciso também ter o caráter devidamente apropriado para governar, legislar, executar e suprir. Os espectadores fracassam por desconsiderar sua condição, sua posição, sua origem e amizades. Nesse contexto, devemos ter uma nova postura diante da vida pública, com a ideia de que todos os homens são políticos. Uns para beneficiar e outros para serem beneficiados. Nessa dinâmica, temos que descartar o monótono, a mesmice, ou seja, tudo aquilo que nos ensinaram como correto e verdadeiro, mas que, de fato, não é. Assim, enfrentando novos desafios, quebrando barreiras e estabelecendo novas regras devemos ser agentes políticos de verdade, sem corrupção, sem inércia e sem tirania ideológica.

Para a compreensão do homem como um ser político, ele tem que experimentar sensações de dor e prazer, medo e coragem, justiça e injustiça, compreender uns aos outros, discernir o bem do mal, e assim todos os sentimentos desta ordem, cuja comunicação constitui a família do Estado e o Estado como família. Isto seria o ideal. Mas, infelizmente, estamos longe desse ideal.

PUBLICIDADE 

Conhecendo além dos aspectos superficiais das coisas no âmbito da política, principalmente a razão do ser, com certeza teremos uma condição de vida mais livre. Uma coisa é importante: não adianta nada compreendermos tudo isso, se não colocamos o Estado em primeiro lugar, antes da família, antes de cada indivíduo. Pois, como já foi dito, um homem que vive isolado não basta a si mesmo. Os homens devem viver em sociedade, praticando a política, respeitando o Estado, lutando pela dignidade humana, sabendo tolerar uns aos outros, agindo com virtude e prudência. Pois sem virtude, o homem é o ser mais incrédulo, sem fé, se tornando o mais feroz de todos os seres vivos. Nada mais sabe, para sua vergonha, que amar e comer. E apenas isso.

Com nossa nova visão do ser político, devemos ter, como fundamento, um Estado que possa garantir a felicidade de todos os seus habitantes, com a habilidade de dominar os diferentes tipos de paixão, livre do espírito da contradição. É preciso que o Estado tenha políticos com fidalguia de caráter, sabendo renovar esse mesmo caráter com naturalidade e com arte. Isto é alcançado quando as três partes do ser homem  corpo. alma e espírito   agem em conjunto, na busca do bem supremo, impulsionadas pelo amor que nos leva à verdade, à beleza e à justiça. Assim chegando a Ordem e Progresso.

No Brasil, sabemos, o voto é obrigatório. Por que? Simplesmente porque os políticos não se garantem conquistar a confiança do povo. Então eles fazem uso da força jurídica. Ninguém, todavia, deveria ser obrigado a votar ou confiar em políticos que se perdem em meio a revanchismos e discursos que violam direitos. Gerir o bem comum é para quem tem mais do que espírito de liderança. É para quem, de fato, considera o mundo como uma escola, que enxerga a vida como uma grande oportunidade de elevação moral.

PUBLICIDADE

Não há razão de se enxergar privilégios, porque ser político é contrair ônus, deveres para com a sociedade, e não um meio de conquistar vantagens particulares. É abdicação, desprendimento, cuidado, zelo para com o que é de todos. Talvez essa ideia sirva para nortear o entendimento e desbancar aventureiros e oportunistas de serem chamados de políticos.

Estar a serviço de um país continental como o Brasil nunca deveria ser confundido com status, divertimento ou devoção, pois a vaidade partidária segrega e diminui o divergente, retirando dele o direito de exercer a cidadania. Se há mesmo política, a bipolaridade é a desgraça e a multiplicidade de visões e posturas à esperança de dias prósperos.

Se assim não for, segue-se colocando o lixo debaixo do tapete, relativizando o sofrimento e maquiando a realidade em favor de quem sempre se propõe a fazer mais do mesmo para assegurar privilégios próprios e de toda a sua casta. Infelizmente, no Brasil, o político esbanja o dinheiro público e ainda esnoba da cara do eleitor, usando-o como massa de manobra e comprando seu voto por migalhas financeiras que encurralam o pobre ainda mais num oceano de miséria e palidez social.

________________________

PUBLICIDADE




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

PARLAMENTO | por Battista Soarez

PARLAMENTO 

Iracema Vale destina emenda parlamentar para criação do Observatório de Feminicídio no Maranhão

Presidente da Assembleia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente

Por:
Agência Assembleia
Foto:
J. Cardoso


________________________
NA TARDE DESTA SEGUNDA-FEIRA (23), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado do Maranhão para formalizar a destinação de emenda parlamentar que viabilizará a criação do Observatório de Feminicídio do Maranhão. Participaram do encontro o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora pública-geral, Cristiane Marques; e os defensores públicos do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio.

PUBLICIDADE 

Durante a reunião, foi ressaltado que o Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Embora tenha sido observada redução de 27,5%, em 2025, nos casos consumados, as tentativas cresceram 60%, evidenciando o agravamento do cenário de violência contra a mulher. 

“Esses números demonstram a necessidade de atuação responsável, técnica e estratégica. Não basta reagir; é fundamental prevenir. Hoje, cada instituição atua com seus próprios bancos de dados. O Observatório permitirá consolidar, compartilhar e transformar essas informações em políticas públicas mais eficazes”, ressaltou Iracema Vale.

Atualmente, o estado dispõe predominantemente de dados estatísticos quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, há lacunas na análise qualitativa das informações. “Sabemos quantas mulheres perdem a vida, mas ainda carecemos de dados sobre o contexto em que viviam, como: escolaridade, raça, renda, dependência econômica e acesso ao mercado de trabalho. A qualificação dessas informações é essencial para fortalecer a prevenção”, destacou.

PUBLICIDADE 


Iracema Vale reuniu-se com representantes da Defensoria Pública para tratar sobre a destinação de emenda parlamentar visando à criação do Observatório de Femicídio no Maranhão

Proteção à mulher

O Observatório será resultado de articulação institucional entre a Assembleia Legislativa e órgãos da rede de proteção à mulher, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria da Mulher. A iniciativa prevê a integração de boletins de ocorrência, processos judiciais, medidas protetivas e dados da rede de atendimento.

A Defensoria Pública ficará responsável pela coordenação técnica do projeto e pela prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos da emenda parlamentar, assegurando transparência e efetividade. Para o defensor-geral Gabriel Furtado, a parceria representa um marco institucional. “Com dados consolidados e qualificados, será possível direcionar políticas públicas com maior precisão e embasamento técnico”, afirmou.

PUBLICIDADE 


O Observatório de Feminicídio do Maranhão se propõe a ser uma ferramenta estratégica para subsidiar decisões, fortalecer ações preventivas e ampliar a proteção às mulheres. “O enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente. Nosso mandato está comprometido em transformar informação em ação e ação em proteção efetiva”, concluiu a presidente da Alema, Iracema Vale.

________________________

PUBLICIDADE 



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

GOVERNO DO ESTADO | por Battista Soarez

GOVERNO DO ESTADO

Brandão entrega equipamentos para o Centro de Especialidades Ninar, novas ambulâncias e inaugura novo CAPS-AD

O evento reuniu autoridades, profissionais de saúde, familiares e representantes da rede de atenção especializada.

________________________
EESTA QUINTA-FEIRA (19) foi dedicada a melhorias na rede estadual de saúde. O Governo do Maranhão promoveu um café da manhã para mães de crianças com microcefalia, em São Luís, durante o qual entregou dispositivos de mobilidade para crianças com síndrome congênita do Zika Vírus. Também foram entregues um novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD III) e 11 novas ambulâncias para reforçar o atendimento nas unidades da rede estadual de saúde. O governador Carlos Brandão participou dos três momentos.

PUBLICIDADE

A entrega do pacote de ações para reforço do sistema de saúde estadual começou durante um café da manhã institucional em alusão aos 10 anos da epidemia da Síndrome Congênita do Zika Vírus no estado, marcando uma década de cuidado, acompanhamento e políticas públicas voltadas às crianças e famílias impactadas pela síndrome. O evento aconteceu no Imperial Eventos, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís.

Durante o evento, que reuniu autoridades, profissionais de saúde, familiares e representantes da rede de atenção especializada, o Governo do Maranhão fez a entrega de dispositivos de mobilidade para crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus que são atendidas pelo Centro de Especialidades Ninar, referência no cuidado integral a esse público no Maranhão.

Nesta etapa, foram entregues 16 carrinhos de posicionamento, 24 cadeiras de rodas modelo Relax e três cadeiras de rodas modelo Jumper. A entrega é inédita no país e os equipamentos são fundamentais para a promoção da autonomia, do conforto e da segurança das crianças, contribuindo para o melhor alinhamento postural, suporte adequado de tronco e cabeça, além da prevenção de deformidades.

PUBLICIDADE 


O governador Carlos Brandão anunciou a entrega de um cartão de complemento ao Serviço Travessia para que as famílias tenham ainda mais mobilidade para atender as necessidades dos seus filhos. O cartão tem o valor de R$ 500,00 para ser utilizado em serviço de transporte por aplicativo.

O governador também destacou a importância do reforço no cuidado com crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus no estado. “É importante dizer que fizemos isso tudo dialogando com as mães, com os pais, porque são equipamentos adaptados. Então, nada melhor do que fazer isso em uma escuta com todas essas pessoas que precisam desses equipamentos. Isso vai trazer mais conforto, mais segurança e, acima de tudo, dignidade. Esse é um trabalho que tem que ter um acompanhamento contínuo, é uma garantia de que o governo está presente dando todas as condições para que possam ter uma vida mais digna”, observou Brandão.

O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, informou que as entregas feitas hoje ampliam os investimentos feitos para melhorar o atendimento na rede de saúde estadual.

PUBLICIDADE

“É mais um ato do Governo do Maranhão de diálogo com essas famílias, com parceria também da Assembleia Legislativa, com a entrega desses primeiros 43 carrinhos de reposicionamento, são 151 famílias que vão receber esses equipamentos. É um investimento de mais de R$ 1,5 milhão, que visa, além da autonomia, o conforto, mas sobretudo a dignidade e a presença do Estado no acolhimento para essas crianças”, frisou.

Para as mães das crianças atendidas no Centro de Especialidades Ninar os equipamentos representam mais qualidade de vida para os filhos e as famílias. Elas lembraram que o suporte do poder público tem sido fundamental para o desenvolvimento dos filhos.

“O governo está abraçando a nossa causa, não só com as emendas parlamentares que conseguimos, mas pelo cuidado, o ouvir, a atenção. Não é uma simples entrega, tem muito amor envolvido, muita dedicação. Temos a porta aberta com a Secretaria de Saúde do Estado e isso facilita todos os trâmites que foram necessários para chegarmos onde estamos, eu quero agradecer por tudo isso”, afirmou Giuliana Dominices, mãe da Jade Helena.

PUBLICIDADE


Opinião compartilhada por Rayane Oliveira, mãe do Arthur Oliveira atendido pelo Ninar. “São 10 anos de muita luta, muitas batalhas. Somos mães resilientes e nossos filhos também. E o Governo do Estado tem nos proporcionado muitas melhorias para os nossos filhos”, comentou.

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas

Após a entrega dos equipamentos para o Centro de Especialidades Ninar, o governador Carlos Brandão esteve no bairro João Paulo para a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS-AD III).

A unidade funcionará em regime de 24 horas, inclusive no período noturno, finais de semana e feriados, conforme a modalidade III prevista nas normativas federais. O serviço atuará no manejo de crises, no acolhimento noturno e no acompanhamento longitudinal dos usuários, com fundamento no cuidado em liberdade, na atenção psicossocial territorial e na estratégia de redução de danos.

PUBLICIDADE 


A capacidade assistencial está dimensionada conforme o porte da modalidade CAPS-AD III, considerando acompanhamento nos regimes intensivo, semi-intensivo e não intensivo, definidos a partir de Projeto Terapêutico Singular (PTS) elaborado pela equipe multiprofissional.

“O CAPS AD III é fundamentado em dois pilares que vem sendo construído com muita dedicação e zelo da equipe multidisciplinar. O primeiro é a construção de um ambiente terapêutico e o segundo é a construção do PTS, que é a junção de toda a equipe multidisciplinar descobrindo um caminho para que esse paciente possa encontrar uma melhor qualidade de vida”, detalhou o diretor geral do CAPS AD III, Lonely Cavalcante.

A unidade dispõe de até oito leitos de acolhimento noturno, destinados exclusivamente a usuários em acompanhamento pelo serviço, com permanência de curta duração e mediante indicação clínica da equipe, não se caracterizando como internação hospitalar, mas como recurso terapêutico transitório no âmbito da atenção psicossocial.

PUBLICIDADE 


A unidade atuará de forma articulada e intersetorial com a Atenção Primária à Saúde, serviços de urgência e emergência, assistência social, sistema de justiça e demais pontos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), observadas as competências de cada ente federativo.

A estrutura física é formada por 8 leitos de acolhimento noturno, posto de enfermagem, farmácia, salas de atendimento individual e multiprofissional, sala de acolhimento inicial, sala para atendimento familiar e em grupo, sala para oficinas terapêuticas, sala multimídia para recursos terapêuticos, refeitório, área de convivência, banheiros adaptados e espaços administrativos.

A equipe é multiprofissional, composta por médicos (clínico e psiquiatra), psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de profissionais administrativos e de apoio, em conformidade com os parâmetros da modalidade.

PUBLICIDADE 


O coordenador clínico do CAPS AD III, Philip Sanches, informou que além dos cuidados e da capacitação do corpo técnico, a unidade também tem compromisso com o atendimento humanizado.

“O nosso objetivo é ser uma extensão da política nacional de saúde mental, com o objetivo primeiro de acolher essas pessoas e oferecer um tratamento adequado de reabilitação. Nesse processo, buscamos um atendimento humanizado para respeitar a singularidade e individualidade de cada pessoa”, comentou.

Mais ambulâncias para a rede de saúde

Finalizando o dia de entregas para o sistema estadual de saúde, também foram entregues 11 novas ambulâncias para unidades de saúde estaduais. Foram contempladas unidades estratégicas da Grande Ilha e do interior, fortalecendo o transporte sanitário e garantindo mais agilidade, segurança e resolutividade no atendimento à população.

PUBLICIDADE 


Receberão os novos veículos as UPAs Araçagy, Parque Vitória e Cidade Operária e o Hospital Presidente Vargas, na Grande Ilha. Também foram contemplados o Hospital de Grajaú, Hospital de Balsas, Hospital de Santa Inês, Hospital de Pinheiro, Hospital de Peritoró, Hospital de Timbiras e a UPA de Coroatá.

A diretora do Hospital Presidente Vargas, Rilma Nunes, explicou que a ambulância garante a celeridade nos atendimentos, o que faz total diferença para salvar vidas. A unidade funciona na capital maranhense no bairro João Paulo. 

“Hoje não recebemos somente a chave de um veículo, ela representa cuidado, respeito, agilidade, socorro. Eu tenho certeza que nós vamos cuidar melhor da nossa população e salvar muitas vidas. Então eu deixo o meu agradecimento e o meu muito obrigada ao governo”, disse.

PUBLICIDADE 


Para o diretor geral do Hospital Regional de Timbiras, Marco Boba, afirmou que o veículo ajudará no transporte de pacientes não apenas do município, mas de toda a região.

“Esse veículo é um instrumento importante para salvamento de vidas para uma região que necessita muito, que é a região dos Cocais. Então como diretor geral só tenho a agradecer ao governo por esse instrumento que chega para salvar vidas ajudando no transporte de pacientes”, relatou.

As ambulâncias são do tipo Suporte Básico Tipo B, equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica ou elétrica, cilindros de oxigênio, maca retrátil, prancha rígida, cadeira de rodas e kit de primeiros socorros. Os veículos também podem ser adaptados para Suporte Avançado (USA), ampliando a capacidade de atendimento conforme a necessidade do serviço.

PUBLICIDADE 


Com esta entrega, a gestão do governador Carlos Brandão alcança a marca de 300 ambulâncias entregues entre 2022 e 2026, consolidando um dos maiores investimentos na renovação e ampliação da frota da saúde no Maranhão.

________________________

PUBLICIDADE



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

________________________ 

Pastores em política, política de pastores
Por que homens profetas de Deus trocam a ética do púlpito por tribuna de falácias e o poder do Espírito por façanhas de corrupção?



________________________
HÁ ALGUM TEMPO, a igreja brasileira discutia a participação de pastores em política partidária e a política feita pela igreja como grupo social participativo. Política partidária e a política social, comunitária e participativa praticada pela igreja  como corpo de Cristo e grupo social — é outra coisa. São coisas diferentes. Desde a minha juventude, tenho acompanhado os movimentos sociais das relações entre a igreja evangélica e a política feita pelos políticos e cheguei a uma conclusão: pastores envolvidos em política, o resultado é uma multidão de ovelhas perdidas e currais eleitorais, onde se observam fortes ganâncias por dinheiro e poder. Tenho conversado com muitos pastores e percebo que a grande maioria deles vê a barganha por cargos, dinheiro e poder como vantagens e não como pecado.

PUBLICIDADE 

Quero deixar claro que não tenho nada contra o pastor trabalhar na vida pública, ser participativo e ganhar seu dinheiro. Desde que seja dignamente. Eu, por exemplo, sou jornalista, assistente social, pedagogo e tenho outras formações. Portanto, sou habilitado para trabalhar nas áreas nas quais me formei, posso ganhar meu dinheiro e sobreviver como qualquer cidadão de bem. Estudei para isto, afinal. Mas usar a prerrogativa e o título de pastor ou usar os votos da igreja como moeda de troca para obter cargos, dinheiro e outras vantagens ilícitas, além de ser crime é pecado. Por outro lado, o pastor é um homem público e deve, sim, participar da vida pública, política e social, não para se autobeneficiar (com o voto da igreja de Jesus), mas para contribuir para o bem da coletividade, defendendo a justiça social e anunciando o reino de Deus na terra entre os homens de boa vontade. Portanto, de maneira alguma o pastor deve ser alienado.

Lembro que, há algumas décadas, no Brasil, a política era demonizada por muitos evangélicos. Hoje, para a maioria deles, a participação política da igreja é o caminho para implantação do Reino de Deus, do qual os pastores são os maiores representantes. Por conseguinte, não é pouco o número de pastores que ultimamente têm ingressado na carreira política em “nome de Deus” e da fé evangélica, se candidatando a cargos públicos. A mudança de mentalidade, ainda em andamento no Brasil, no meio evangélico, concernente ao cristão e à vida política, não é pecado. Aliás, é até benéfica. Não podemos estar alheios à política, e devemos participar da sociedade e da vida pública. Afinal de contas, somos cidadãos dos céus e cidadãos do mundo ao mesmo tempo. E a Bíblia não proíbe os homens de Deus de participarem da atividade governativa da nação. Mas o que pensar sobre pastores que estão ingressando em carreiras políticas e envolvidos até o pescoço em façanhas de corrupção? Muito triste e pecaminoso.

Muitos pastores que se candidataram nas últimas eleições afirmaram o estar fazendo devido a uma vocação divina. E essa é a justificativa utilizada por eles como trampolim para envolvimento com corrupção. O que percebemos hoje em dia é que a maior parte deles não conseguiu ser eleita. Diante desse fato, concluímos: ou Deus mentiu para eles ou eles mentiram para a igreja. Admitir que Deus os chamou para serem políticos mas não permitiu que eles fossem eleitos é extremamente contraditório e paradoxal.

PUBLICIDADE 

Esses homens estão no ministério, segundo eles, pela vontade de Deus. No entanto, muitos têm abandonado a carreira eclesiástica para serem homens do governo. Qual a vontade de Deus para eles afinal?

Em sua mentalidade está a certeza de que podem conciliar o ofício pastoral com a vida política. Pensam que estar no ministério é pregar aos finais de semana e administrar a igreja à distância. Ao contrário, o ministério exige disponibilidade de tempo e entrega de vida. Um sermão não é uma palavra “inspirada” na hora, nem fruto apenas de uma boa ideia, é resultado de um estudo sério das Escrituras e de um caráter forjado por Deus. E isto demanda tempo para estudar, elaborar e orar. Pastorear é estar com as ovelhas e para isso é necessário tempo. Ter uma função parlamentar não é apenas cumprir os horários e participar das votações e reuniões, mas viver uma vida árdua e com uma agenda extensa. Logo, a concomitância nas duas carreiras levará à mediocridade em ambas.

Tais indivíduos profanam o serviço pastoral por duas razões. Primeiro por abandonarem a graça sublime do ministério pastoral, pois abdicam da vontade original de Deus por interesses pessoais. Segundo, por fazerem da igreja, direta ou indiretamente, um curral eleitoral.

PUBLICIDADE 

Em princípio, estamos falando, nesse contexto, sobre pastores, mas não é pequeno o número de lobos e falsos profetas infiltrados no rebanho. Assim que as eleições chegam, eles retiram suas vestes de pastores e revelam seus reais interesses: angariar os votos dos fiéis e usá-los como difusores de sua campanha eleitoral em nome da fé e em troca de interesses pessoais.

Seria bom ver, nas próximas eleições, cristãos capacitados concorrendo a cargos públicos. Seria bom vê-los ganhar com a graça de Deus. Pastor jamais deve deixar de ouvir a voz Deus e só deve entrar na vida pública como candidato se Deus o chamar para isso. Do contrário, o melhor favor que o crente faz ao seu pastor que se iludiu com os poderes desse mundo tenebroso é não votar nele. A igreja deve ajudá-lo a lembrar do propósito para o qual Deus o escolheu.

_________________________

PUBLICIDADE