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sexta-feira, 4 de abril de 2025

POLÍTICA | por Battista Soarez

P O L Í T I C A

Deputada Mical Damasceno denuncia perseguição política e defende patriotas presos

A parlamentar destacou o caso Eliene Amorim, detida após o 8 de janeiro de 2023.


Dep. Mical Damasceno denuncia abuso do judiciário no caso do 8 de janeiro | Foto: Divulgação.
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A DEPUTADA ESTADUAL MICAL DAMASCENO (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais em defesa dos patriotas presos e perseguidos pelo Judiciário. No vídeo, ela cita um versículo bíblico que ensina a lembrar dos presos como se estivéssemos presos com eles.

P U B L I C I D A D E


A parlamentar destacou que, há um ano e oito meses, tem sido a voz de Eliene Amorim, uma das pessoas detidas após o 8 de janeiro de 2023.

“Tivemos a oportunidade, na semana passada, de visitar uma patriota que está presa há cinco meses na Penitenciária Feminina de Pedrinhas. Ela foi presa injustamente, acusada de um suposto crime contra a democracia, sem nunca ter sequer empunhado uma arma”, declarou.

Mical relatou que, ao saber da prisão, tomou medidas imediatas para ajudar Eliene.

“Fizemos tudo ao nosso alcance. Descobrimos que ela estava entre detentas de alta periculosidade e buscamos uma solução. Estive pessoalmente com Eliene, oferecemos assessoria jurídica e lutamos para garantir seus direitos”, afirmou.

Segundo a deputada, Eliene não é a única vítima. Outros cinco patriotas seguem presos na Penitenciária de Pedrinhas por crimes que, segundo ela, jamais cometeram.

P U B L I C I D A D E


Mical também celebrou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que trouxe visibilidade para a causa.

“Agora não sou mais uma só voz. O presidente Bolsonaro trouxe atenção para essa injustiça. Hoje, milhares de brasileiros estão unidos nesse clamor por liberdade”, disse a parlamentar.

A deputada garantiu que seguirá na luta pela liberdade dos presos.

“Não vamos parar! Vamos continuar firmes, orando e lutando por Eliene e por todos que estão sofrendo com o autoritarismo do Judiciário. A Deus seja a glória!”, finalizou.


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terça-feira, 1 de abril de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

O Rei Jesus e a geopolítica
Os dias atuais são de reflexão e lamento, mas o aumento da iniquidade tem impedido os seres humanos de terem um encontro com Deus, fora do engodo da política e das religiões.

A geopolítica global caminha para um governo mundial único | Foto: Divulgação. 

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GEORGE KENNAN DISSE, certa vez, que "povo nenhum é suficientemente poderoso para estabelecer uma hegemonia mundial”. Mas até que ponto isso pode ser verdade a ponto de as pessoas acreditarem que uma nova ordem mundial estará impedida de ser estabelecida? A velha ordem mundial é o cristianismo e seus princípios de justa justiça. A nova ordem mundial é, por sua vez, o luciferianismo e seus engodos ideológicos vendidos politicamente como democracia. Só que é uma democracia falsária, corrupta, fria e violenta.

P U B L I C I D A D E

Minha visão sociológica a respeito desta temática vem sendo, desde os anos de 1990, a de focar o tema da geopolítica global conforme o conceito clássico e a linha de sentido que a sociologia emprega nos bastidores da política internacional, desde os antecedentes da 2ª Guerra Mundial até o clímax da Guerra Fria. A narrativa dos fatos, pela ótica perspicaz de muitos autores e protagonistas políticos da história mundial, permite a compreensão das raízes do cenário atual em que vivemos. Por isso o ministro do STF, Alexandre de Moraes, age como age. Por isso o Brasil está caminhando em revez, desde que o presidente Lula da Silva assumiu.

Há uma poderosa força secreta do sistema global orientando tudo. Por isso existe um esforço descomunal para por nas instituições governamentais líderes que não creem em Deus, pessoas sem compromisso com a fé cristã. Na verdade, os grandes líderes dessas instituições governamentais no mundo inteiro são participantes das sociedades secretas, como a maçonaria e outras que professam devoção oculta a Sataniel ou Satanael, conforme a filosofia de orientação dessas forças secretas.

Geopolítica é a aplicação da política aos espaços geográficos, sob a inspiração da História mundial. É a ciência que faz a interface entre a geografia, a política e a história. Logo, do ponto de vista pragmático, geopolítica é a geografia política aplicada.

Os fatos geopolíticos sempre ocorreram desde os antigos gregos e romanos, mas o termo "geopolítica" nasceu no século XX, herdando duas tendências sociológicas do século XIX, isto é, o nacionalismo e o imperialismo. Baseado nisso, os globalistas estão se organizando para tomar o poder no mundo.

Nas últimas décadas, esta ciência foi relativizada no Brasil, ganhando um viés ideológico que lhe restringe a utilidade. O enfoque acadêmico passou a contemplar aspectos éticos e variáveis ambientais e sociais estranhas ao escopo científico original, colidindo com o pensamento predominante no restante do mundo. Neste sentido, a luta pela liberdade de ação é a essência da estratégia.

A velha ordem, findamentada na cosmologia cristã, prega uma democracia justa pelo viés de que todo poder emana do povo. Enquanto a nova ordem apresenta, assustadoramente, uma democracia oculta nos institutos unilaterais e caminha para uma unificação de natureza autocrática. Isso é lastimoso e amedronta o mundo pelas suas formas de administração das políticas públicas e sociais enganosas e autoritaristas.

Os globalistas mentem ao dizerem que a nova ordem mundial é o resultado do equilíbrio de poder. À lei internacional falta objetividade para substituir o poder como força indutora da estabilidade. Vejamos que a estrutura legal tem validade, tão somente, como forma e referência moral. A segurança internacional ainda depende das realidades do poder. Isso norteou a política de segurança ocidental durante a Guerra Fria. A proposta visava à contenção política do bloco comunista, mas a repercussão na opinião pública americana terminou evoluindo o conceito para contenção militar, e levou à criação da OTAN e à consequente militarização da Alemanha, que era contraindicada com veemência pelas estruturas de poder da época.

Alguém disse que a vida política internacional é algo orgânico e não mecânico. Sua essência é a mudança. São as sombras das coisas (e não a substância) que movem o coração e dirigem as ações dos estadistas.

Em sequência de análise, a teoria de Carl Jung ressalta que os povos do mundo desenvolvem a própria personalidade coletiva e agem de modo semelhante à da personalidade individual. O enfoque junguiano humaniza os atores coletivos e explica as suas tendências comportamentais no contexto das relações internacionais.

O cenário global caracteriza-se pela atuação dos Estados mais poderosos, hoje encarnados, principalmente, por americanos, chineses e russos. Fazendo uso das memórias citadas, podemos destacar as citações mais elucidativas sobre a psicologia social desses atores, começando pelos Estados Unidos.

"Os mais consistentes traços da ação de estado americana são: egocentrismo e introversão neuróticos, uma tendência para tomar atitudes levando em conta não o efeito sobre a cena internacional, mas sim sobre a opinião pública americana, em especial a dos congressistas. Portanto, a pergunta sempre é: como fico no espelho da opinião interna americana, fazendo isso?”.



quinta-feira, 27 de março de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

Julgado pela maldade
Primeira Turma do STF torna réus o ex-presidente Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe. Tudo combinado. Uma "arquitetagem" cheia de manobras.


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O JULGAMENTO DA DENÚNCIA da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa oito pessoas de tentativa de golpe de Estado em 2022 e aconteceu na última terça-feira (25), no Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre sob a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, que foi sancionada, com vetos, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021.


Em 2 de setembro daquele ano, Jair Bolsonaro, enquanto presidente da República, sancionou a Lei 14.197/21, que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN) e define crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A legislação foi aprovada pelo Senado Federal em agosto daquele ano e, pela Câmara dos Deputados, em maio. A lei é oriunda do Projeto de Lei 2462/91, de autoria do ex-deputado e jurista Hélio Bicudo.

A lei acrescenta, no Código Penal, um novo título, tipificando crimes contra o Estado Democrático, como: crimes contra a soberania nacional (atentado à soberania e à integridade nacional), e espionagem; crimes contra as instituições democráticas (abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado); crimes contra o funcionamento das instituições democráticas no processo eleitoral (interrupção do processo eleitoral e violência política); crimes contra o funcionamento dos serviços essenciais (sabotagem).


Na verdade, essa primeira turma do STF, que julgou o ex-presidente Bolsonaro, não deveria ser composta pelos indivíduos que a compuseram. O ordenamento jurídico brasileiro não permite que juízes que têm algum tipo de problema pessoal com o acusado julguem casos a ele referente. No caso Bolsonaro, tudo é uma questão política carregada de intencionalidade, partidarismo e perseguição.

Tudo está muito claro. Todas as motivações são políticas e a intenção, cheia de malignidade, é impedir que Bolsonaro seja candidato em 2026. O pior é que Bolsonaro está sendo julgado com base numa lei federal que ele mesmo sancionou em 2021, como já mencionei acima. A 14.197/21 — que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN) — define crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A injustiça praticada pelo STF é tirana e coloca o judiciário brasileiro em descrédito. Tipos psicológicos como Alexandre de Moraes e Flávio Dino jamais eram para estarem ocupando um tribunal tão importante como esse da suprema corte. Deixou de ser uma coisa séria.


Alexandre de Moraes tem uma mente insana e Flávio Dino, igualmente, carrega, em si, pensamentos leninistas  que são altamente subversivos. E isso, portanto, torna o ministro inadequado para julgar casos como esse que envolve Bolsonaro e os demais acusados por crimes que não cometeram.

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terça-feira, 25 de março de 2025

P O L Í T I C A
Deputada Mical Damasceno defende anistia a manifestantes de 8 de janeiro e apresenta moção de aplausos na Alema
A parlamentar diz que a liberdade de expressão é um pilar essencial da democracia no Brasil

Deputada Mical Damasceno defende anistia ao 8 de janeiro de 2023 | Foto: Divulgação.
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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) apresentou, nesta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), uma Moção de Aplausos ao Projeto de Lei Federal nº 5064/2023, de autoria do senador Hamilton Mourão, que propõe anistia para acusados e condenados pelos crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

P U B L I C I D A D E

O Projeto de Lei (PL), em tramitação no Congresso Nacional, tem dividido opiniões. A parlamentar maranhense argumenta que a medida busca "equidade processual" e proteção de direitos fundamentais.

“Nosso país é democrático, e a liberdade de expressão é um pilar essencial. Muitos brasileiros participaram das manifestações de forma pacífica, sem envolvimento em atos violentos ou criminosos. Não podemos permitir que a criminalização generalizada retire o direito legítimo de se manifestar”, afirmou a deputada.

A Moção de Aplausos apresentada na Assembleia Legislativa do Maranhão reforça o apoio ao PL 5064/2023 e busca sensibilizar parlamentares e a sociedade sobre a importância da anistia para evitar injustiças e pacificar o cenário político nacional.

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quinta-feira, 20 de março de 2025

POLÍTICA | por Battista Soarez

P O L Í T I C A
Mical Damasceno entra em defesa do deputado Dalton Arruda, que agrediu ex-esposa
A parlamentar, em sua fala, recorre aos princípios bíblicos e diz que é preciso considerar o fato de que todos são pecadores.

Deputada Mical Damasceno entra em defesa do deputado Dalton Arruda | Foto: Divulgação.

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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) usou, nesta quarta-feira (19), a tribuna da Assembleia Legislativa para defender o deputado Dalton Arruda, que é acusado de violência doméstica, descumprimento de medidas protetivas e ameaças de morte contra sua ex-esposa, além de ofensas direcionadas a uma juíza de direito.

P U B L I C I D A D E

Em sua fala, Mical fez referência às palavras do apóstolo João sobre o pecado, ressaltando que a sociedade muitas vezes condena sem lembrar que todos são pecadores.

“Estamos em um mundo onde o julgamento humano muitas vezes é implacável. A sociedade em toda a história, aponta o dedo, condena sem dar espaço para o arrependimento e a transformação”, disse a parlamentar.

Mical disse que seu posicionamento se baseia em princípios cristãos e no respeito ao devido processo legal. "O deputado Dalton Arruda tem sido alvo de julgamentos públicos por erros do passado, mas até o momento não há uma condenação judicial contra ele", asseverou.

A deputada ainda disse defender o fato de que, enquanto há vida, há esperança para a transformação, e "acredito que ninguém pode ser reduzido aos seus erros, especialmente quando há reconhecimento e mudança", esclareceu a parlamentar.

P U B L I C I D A D E

Para Mical, que foi criada em berço evangélico, "o Evangelho nos ensina sobre justiça, mas também sobre perdão e restauração". Isso, segundo ela, não significa passar por cima da lei, mas sim lembrar que todos merecem a oportunidade de recomeçar.

Mical Damasceno tem sido a política da maior confiança ligada à igreja evangélica. Antes dela, nenhum político evangélico teve a integridade que ela tem perante a instituição cristã da qual faz parte. Muitos pastores, inclusive da Assembleia de Deus, dizem estarem satisfeitos com o desempenho da parlamentar.

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quarta-feira, 19 de março de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

Os infernos da Sapucaí e os demônios da religião
O Rio de Janeiro consagrou-se o centro de provocação à fé cristã e certamente sofrerá as consequências espirituais


As imagens do carnaval carioca são fortes e dá margem para uma interpretação depreciativa sobre a fé cristã, pelo fato de o diabo sair vencedor | Foto: Divulgação.

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O CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO vem se projetando, a cada ano, como um forte cenário de depreciação da fé cristã, em que o diabo tem aparecido como vencedor contra Cristo nos desfiles das escolas de samba, como a Unidos de Vila Isabel e a Gaviões da Fiel. Essas representações provocam reações de conservadores e processos judiciais. Processos judiciais que geralmente dão em nada, haja vista que o sistema mundano odeia tudo o que se refere a Deus, o Criador dos céus e da terra e de tudo quanto neles há.

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A coisa está num nível tão satânico que até pastores desfilaram no Carnaval do Rio de Janeiro e um deles disse até que estava emocionado em estar participando da festa junto com a sua esposa. Sem dúvida, um escândalo para a fé evangélica.

Na Unidos de Vila Isabel, em 2025, o ator José Loreto desfilou como o diabo na comissão de frente. O enredo era "Quanto Mais Eu Rezo, Mais Assombração Me Aparece". A comissão de frente foi intitulada "O homem que enganou o Diabo... virou assombração!".

Na Gaviões da Fiel, em 2019, a comissão de frente representou a luta contra o pecado e a traição. A encenação mostrou um Lúcifer vencendo Jesus Cristo. Isso atinge diretamente a igreja cristã — sal da terra e luz do mundo — e provoca uma aversão sentimental naqueles que se santificam para salvar as pessoas da perdição eterna, orando pela vida de todos que precisam de salvação. A representação, em 2019, foi considerada desrespeitosa por entidades cristãs e virou até processo na Justiça.

A Justiça paulista, no entanto, decidiu que a escola de samba Gaviões da Fiel não cometeu abuso, no desfile do carnaval de 2019, ao exibir uma coreografia na qual um ator, representando Jesus Cristo, foi arrastado, empurrado e pisoteado por um outro caracterizado como o diabo. O processo foi aberto pela Liga Cristã Mundial, uma entidade católica, que acusou a Gaviões de cometer "blasfêmia" e de "vilipendiar" a imagem de Jesus. As imagens chocaram o povo brasileiro, conforme afirmou a associação, que chamou os passistas e o coreógrafo da escola de "bárbaros" e exigiu o pagamento de uma indenização de R$ 5 milhões. Mas essa indenização foi negada pela justiça. E, assim, o diabo sempre ganha no enredo carnavalesco e no judiciário, de acordo com a mentalidade do mundo que odeia a Deus.

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O carnaval carioca, por sua vez, é uma festa mundialmente conhecida que é celebrada por diversas manifestações como, por exemplo, desfiles de escola de samba, bailes, blocos e bandas. Tudo é uma questão cultural que, por tradição, o carnaval dos dias atuais é inspirado em tradições que vêm desde as festas sincréticas do antigos gregos e romanos com suas manifestações da carne na época da helenização de Roma.

Orixás, atabaques, ancestralidade e outros ingredientes da cultura africana foram amplamente celebrados pelas escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo no Carnaval de 2025. Pelo menos três agremiações de São Paulo e oito do Rio cantaram na avenida temas diretamente ligados à África ou a religiões de matriz africana. De fato, a africanização do Brasil, vendo a coisa pelo lado satânico, se consuma em cultos aos orixás e com eles. Mas o que são orixás? Literalmente, são espíritos ocultos prontos para escravizar as almas dos seres humanos que se mantêm distante de Deus.

A temática africanidade também já foi abordada na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com o tema “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”, a prova promoveu a reflexão sobre a importância de reconhecer e valorizar a contribuição africana na formação da identidade cultural do Brasil. A África tem tanta coisa boa noutros aspectos da sua cultura, como na literatura, no artesanato e na música, por que que o Brasil promove somente a cultura de louvor ao diabo? Por que grande parte dos brasileiros prefere se entregar ao demônio do que a Deus, Criador e Senhor do Céu e da Terra?

A revista Veja divulgou que, para o assessor de História do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, André Marcos, a profusão de sambas-enredo que falam sobre a africanidade é uma característica do carnaval brasileiro desde seus primórdios. “Esses temas estão sempre presentes nas escolas de samba, pelo próprio samba ter raízes na cultura dos negros africanos que foram trazidos à força para o Brasil. É relevante que as agremiações estejam sempre falando sobre essas raízes e reverenciando o passado que permitiu que o Carnaval se tornasse o que ele é hoje em nosso país”, ressaltou ele.

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Escolas como a Acadêmicos do Salgueiro têm desfilado na Sapucaí e sempre dão show de horrorização e louvor ao mundo do malígno. Em 2023, o enredo escolhido pela Acadêmicos do Salgueiro foi Delírios de um paraíso vermelho. Chamou a atenção do público e dividiu opiniões nas redes sociais.

A figura do diabo estava presente nos carros alegóricos e em fantasias, o que, obviamente, sempre desagrada católicos e evangélicos. A verdade é que os que promovem essas escolas de samba não têm noção do mundo espiritual que estão evocando. Depois, quando as forças da natureza vêm e destroem bairros e casas, as pessoas não entendem por que está acontecendo. Os homens brincam com Deus sem compreenderem as complicações catastróficas que isso gera em torno das cidades que, como Sodoma e Gomorra, protagonizam injustiças e zombaria contra Deus. Nos shows de mediocridade que essas escolas promovem, as pessoas não percebem o tamanho de sua pequenez. É trista. Simplesmente triste.

A Bíblia, em Gálatas 6.7, diz: "Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois aquilo que o homem semear isso também ceifará". E a história tem mostrado que todos que intentaram contra Deus colheram severas consequências, inclusive os imperadores romanos que perseguiram a igreja.

Festa pagã no palácio do Imperador Nero | Foto: Desenho de Ulbiano Checa, em 1920.

O Carnaval, enfim, veio evoluindo das festas tradicionais antigas, tanto da Grécia quanto de Roma. As festas da Roma antiga, por exemplo, eram grandiosas, com um peru enorme, recheio de duas maneiras, presunto, os acompanhamentos necessários e pelo menos meia dúzia de tortas e bolos. Tudo isso era muito grandioso ante as exibições extravagantes do antigo banquete romano.

Os membros das classes altas romanas participavam regularmente daquelas festas suntuosas, que duravam horas, e que serviam para divulgar a sua riqueza e estatuto de uma forma que eclipsava as nossas noções de uma refeição resplandecente. Comer era o ato supremo de civilização e celebração da vida. Mas tinham também os rituais. Mas essa é uma longa história que, inclusive, já escrevi na revista Geração JC (Editora CPAD, RJ).

Para resumir tudo, a origem do Carnaval é tradicionalmente ligada ao catolicismo. Celebração tradicional na cultura popular brasileira, o Carnaval foi trazido ao Brasil pelos portugueses durante o período da colonização, sendo um costume tradicional na Europa. Lá, o carnaval era uma festa que antecedia a Quaresma, sendo um momento de zombaria e de devassidão. Festa da carne, como acontecia na Roma Antiga.

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O carnaval, na verdade, remonta a costumes da Idade Antiga, sobretudo, às festas de Dioniso na Grécia e à Saturnália e à Lupercália, em Roma. Essas celebrações eram muito populares, sendo alvo de iniciativas da Igreja Católica para cristianizar e moralizar as celebrações. Um sinal disso foi a inclusão do carnaval no calendário litúrgico.

A origem do Carnaval, nesse caso, é tradicionalmente ligada ao catolicismo, sendo uma festa que faz do calendário litúrgico católico, além de ser uma celebração que marca a aproximação da Quaresma. Os pesquisadores desse assunto apontam, contudo, que, apesar disso, os costumes estabelecidos durante o Carnaval possuem origens históricas anteriores ao cristianismo.

Entendido como uma festa da carne, na qual as obrigações morais desaparecem, o caos se estabelece e o mundo se inverte, o Carnaval pode remontar às festas de diferentes povos da Idade Antiga. Na Mesopotâmia mesmo, haviam as sáceas, celebrações nas quais um preso era vestido de rei e homenageado antes de ser executado. Os mesopotâmicos ainda tinham um ritual de humilhação do rei diante da estátua do deus Marduk.

Tanto as sáceas quanto a humilhação do rei demonstram um sentido presente no Carnaval: a inversão da ordem das coisas. O prisioneiro é homenageado na celebração, enquanto que o rei é humilhado na outra.

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Além disso, muitos pesquisadores apontam que o Carnaval também pode ter algumas de suas origens na cultura greco-romana. As celebrações a Baco (Dioniso, para os gregos) eram marcadas pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas e também pelos prazeres carnais. Havia também a Saturnália e a Lupercália, como já colocado.

Nas duas festas, as normas sociais eram suspensas, tornando-se momentos de diversão e de devassidão para as pessoas que participavam. O consumo de comidas e de bebidas alcoólicas era elevado nas duas festividades, sendo que a Saturnália era celebrada em dezembro e a Lupercália era celebrada em fevereiro.

Muitos pesquisadores também atribuem a essas celebrações o fato de que eram festividades que celebravam o fim do inverno e a chegada de dias mais ensolarados. Sendo assim, eram festas que tinham como objetivo “expulsar” o inverno e celebrar a chegada da primavera e de dias mais férteis.

Com o estabelecimento do cristianismo no continente europeu, a prática de celebrar tais festividades, sobretudo as de origem greco-romanas, desagradavam a Igreja Católica, uma vez que essas celebrações aconteciam em homenagem a deuses pagãos. Além disso, os exageros cometidos durante essas celebrações foram vistos como problemáticos.

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Então, a Igreja Católica deu início a um processo de cristianização dessas festividades, permitindo que elas ocorressem, mas tentando conter os excessos. Essas celebrações, em muitos locais, se estendiam do Natal até a Páscoa, e acredita-se que passaram a ser conhecidas como “carnis levale”, algo como uma festa de “adeus à carne.

O Carnaval foi colocado no calendário litúrgico católico como parte desse esforço para “cristianizar” a festa, sendo, posteriormente, acompanhado da Quaresma, o período de quarenta dias que se estabeleceram como um espaço de penitência e de devoção. Assim, o Carnaval dava adeus à carne para que o momento de devoção na Quaresma se iniciasse.

O Carnaval, em regra, surgiu a partir de celebrações pagãs que eram realizadas em diferentes locais. No caso da Europa, de onde a festa foi trazida para o Brasil, haviam celebrações marcadas pela zombaria, pela glutonaria e pela devassidão espalhadas por diversos locais, como entre os gregos, os romanos e os diversos povos de origem germânica. Essas celebrações podem ser a raiz histórica do costume de celebrar o Carnaval.

Além disso, as celebrações incomodavam a Igreja Católica por conta dos excessos que eram cometidos pelas pessoas e porque eram heranças de religiões pagãs que a Igreja Católica queria eliminar. Assim, as celebrações pagãs foram cristianizadas e se transformaram em uma festa cristã conhecida como “carnis levale”, que trazia a ideia de ser uma celebração que se estabelecia como um “adeus à carne".

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Com o surgimento da Quaresma, no século IV, o Carnaval se tornou uma festa que estabelece o último momento de celebração e de festividade antes que se inicie a rigidez da Quaresma e a preparação para a Páscoa.

No século XXI, no Rio de Janeiro e São Paulo, as alegorias vêm, cada vez mais, se tornando um ataque à fé cristã. Isso estabelece um caos de antipatia entre o movimento carnavalesco e a igreja cristã de modo geral. Embora seus promotores dizem que o objetivo dos exageros é apenas suscitar uma reflexão, a lógica não convence, dado à forma como acontece: mostra um Cristo fragilizado, e o diabo sempre vencedor. As consequências dessa provocação e desse escárnio são catástrofes, violência e criminalidade cada vez crescentes tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo. O mundo espiritual é real. E, como dizem as Escrituras Sagradas, de Deus não se zomba. O homem planta, provoca e, no fim de tudo, sempre colherá.

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sexta-feira, 14 de março de 2025

PARLAMENTO | por Battista Soarez

P A R L A M E N T O

Proposta por Mical Damasceno, sessão solene na Alema celebra o Dia do Círculo de Oração

A solenidade contou com a participação de pastores, membros e mulheres de oração da AD no Maranhão.

Deputada Mical Damasceno é autora da Lei que criou o Dia do Círculo de Oração | Foto: Divulgação.

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NA TARDE DESTA QUINTA-FEIRA (13), a Assembleia Legislativa do Maranhão realizou uma Sessão Solene em homenagem ao Dia do Círculo de Oração, comemorado em 6 de março. A solenidade, proposta pela deputada Mical Damasceno (PSD), autora da Lei nº 11.043/2019, que reconhece o Círculo de Oração como patrimônio cultural imaterial do Estado, reuniu evangélicos de diversas denominações religiosas. O evento contou com pregações, louvores e orações, além da presença de pastores, missionários e fiéis, sendo a maioria mulheres vestidas de branco.

P U B L I C I D A D E


A celebração destacou a importância do Círculo de Oração nas comunidades evangélicas, especialmente entre os assembleianos. O primeiro Círculo de Oração foi realizado em 6 de março de 1942, quando a irmã Albertina Bezerra Barreto, membro da Assembleia de Deus em Recife (PE), convidou algumas irmãs da congregação no bairro Casa Amarela para orar pela cura de sua filha Zuleide, que estava enferma. Daí por diante, as Assembleias de Deus noutros estados do Brasil foram organizando grupos de oração com o mesmo nome. Os círculos de oração se fortaleceram e se tornaram um dos mais importantes departamentos da AD brasileira.

Várias mulheres integrantes do Círculo de Oração participaram da sessão solene na Alema | Foto: Divulgação.


Para os assembleianos, o Círculo de Oração representa, em primeiro lugar, a graça de Deus na vida dos crentes. Seu principal propósito é manter uma unidade espiritual de evangelização, visitação, intercessão, clamor e louvor dentro da igreja. Através da oração, o trono da graça é alcançado, e muitas bênçãos são derramadas. É a oração que mantém viva a chama do fogo pentecostal dentro da igreja.

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