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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

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O perfil do verdadeiro político
Ainda existe perspectiva de se ter homens e mulheres honestos para governar o país com justiça e lisura de caráter?

No Brasil, a maioria dos eleitores vota por paixão e fica longe da razão | Foto: Divulgação.

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MEU JORNALISMO POLÍTICO começou em 1985, quando, no Jornal de Hoje do então senador João Castelo comecei escrever sobre o assunto e, logo depois, fazer reportagens sobre política. Na faculdade de comunicação social (habilitação em jornalismo) me interessei pelo jornalismo político devido a construção do discurso midiático que forma o pensamento da sociedade. Aprendi que a principal forma de fazer justiça social é através da política. E aqui começa um universo de problemas, soluções, ciência e grandes discussões que permeiam todas as entrâncias sociais a partir das bases estruturais que envolvem comunidades e classes. Leia esta matéria, compare, tire suas conclusões e vote com consciência e segurança nestas eleições de 2026.

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Neste artigo, a Coluna Leitura Livre desta semana discute o perfil do verdadeiro político, dando alguns exemplos típicos sobre a questão. Afinal, estamos em ano de eleições. “Político” é uma palavra derivada do latim politicus e do grego politikos. Como adjetivo, o termo é empregado para designar tudo que se refere ao governo ou ao poder público. Mas como substantivo designa o homem que exerce atividades públicas, ou seja, a arte de governar bem os povos. É óbvio que, no Brasil, a maioria dos políticos é corrupta e, portanto, eles prestam um mau serviço à sociedade, desviando o dinheiro público e deixando de fazer devidamente justiça à nação.

Aristóteles, no seu livro A política, definiu o homem, de modo geral, como ser político. Por que? Porque nós humanos vivemos em sociedade, dependentes de relações uns com os outros. Somos, de fato, grupo social e precisamos viver de forma organizada. E todas as formas de organização somente são possíveis por meio da política. Não somente Aristóteles, mas muitos outros estudiosos discutiram e discutem historicamente o ser humano como ser político.

Uma das principais e essenciais condições do ser humano é o fato de viver agregado a outros homens na intenção de realizar um fim ou de cumprir um objetivo de interesse comum, para o qual todos devem cooperar, ou trabalhar. Sendo assim, é inconcebível um homem viver sozinho ou ser chamado de auto-suficiente, pois assim ele deixa de ser homem, se torna um deus ou uma fera, ou simplesmente não-sobrevivente. As relações sociais são a tônica das ações políticas e os conflitos nessas relações  como as guerras, por exemplo  não deveriam existir.

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É importante a gente entender que a política é o estudo das formas como o homem se organiza no espaço público. Como ele busca a organização social ideal. Seu objetivo é estabelecer os princípios que se mostrem indispensáveis à realização de um governo. O homem deve, nessa lógica, trabalhar sua inteligência para tornar suas ideias aptas para colaborar com a evolução da humanidade, com honra, com honestidade, com respeito para com o próximo, isto é, com ética, com virtude e prudência. Assim, a política nos mostra doutrinas indispensáveis ao bom governo de um povo. E disso se deve extrair o perfil ideal do verdadeiro político que sabe desenvolver seu papel com sapiência, senso de justiça, respeito e honestidade.

Mas, de maneira inversa, outros se conformam em ser apenas espectadores da grandiosa conquista do pensamento e da ação. O político sábio é aquele que usa o conhecimento para o bom proveito do homem enquanto ser social, com bom caráter e inteligência eficaz (sempre produtiva), pois um sem o outro é apenas meia felicidade. Não basta ser um político inteligente. É preciso também ter o caráter devidamente apropriado para governar, legislar, executar e suprir. Os espectadores fracassam por desconsiderar sua condição, sua posição, sua origem e amizades. Nesse contexto, devemos ter uma nova postura diante da vida pública, com a ideia de que todos os homens são políticos. Uns para beneficiar e outros para serem beneficiados. Nessa dinâmica, temos que descartar o monótono, a mesmice, ou seja, tudo aquilo que nos ensinaram como correto e verdadeiro, mas que, de fato, não é. Assim, enfrentando novos desafios, quebrando barreiras e estabelecendo novas regras devemos ser agentes políticos de verdade, sem corrupção, sem inércia e sem tirania ideológica.

Para a compreensão do homem como um ser político, ele tem que experimentar sensações de dor e prazer, medo e coragem, justiça e injustiça, compreender uns aos outros, discernir o bem do mal, e assim todos os sentimentos desta ordem, cuja comunicação constitui a família do Estado e o Estado como família. Isto seria o ideal. Mas, infelizmente, estamos longe desse ideal.

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Conhecendo além dos aspectos superficiais das coisas no âmbito da política, principalmente a razão do ser, com certeza teremos uma condição de vida mais livre. Uma coisa é importante: não adianta nada compreendermos tudo isso, se não colocamos o Estado em primeiro lugar, antes da família, antes de cada indivíduo. Pois, como já foi dito, um homem que vive isolado não basta a si mesmo. Os homens devem viver em sociedade, praticando a política, respeitando o Estado, lutando pela dignidade humana, sabendo tolerar uns aos outros, agindo com virtude e prudência. Pois sem virtude, o homem é o ser mais incrédulo, sem fé, se tornando o mais feroz de todos os seres vivos. Nada mais sabe, para sua vergonha, que amar e comer. E apenas isso.

Com nossa nova visão do ser político, devemos ter, como fundamento, um Estado que possa garantir a felicidade de todos os seus habitantes, com a habilidade de dominar os diferentes tipos de paixão, livre do espírito da contradição. É preciso que o Estado tenha políticos com fidalguia de caráter, sabendo renovar esse mesmo caráter com naturalidade e com arte. Isto é alcançado quando as três partes do ser homem  corpo. alma e espírito   agem em conjunto, na busca do bem supremo, impulsionadas pelo amor, que nos leva à verdade, à beleza e à justiça. Assim chegando a Ordem e Progresso.

No Brasil, sabemos, o voto é obrigatório. Por que? Simplesmente porque os políticos não se garantem conquistar a confiança do povo. Ninguém, todavia, deveria ser obrigado a votar ou confiar em políticos que se perdem em meio a revanchismos e discursos que violam direitos. Gerir o bem comum é para quem tem mais do que espírito de liderança. É para quem, de fato, considera o mundo como uma escola, que enxerga a vida como uma grande oportunidade de elevação moral.

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Não há razão de se enxergar privilégios, porque ser político é contrair ônus, deveres para com a sociedade, e não um meio de conquistar vantagens particulares. É abdicação, desprendimento, cuidado, zelo para com o que é de todos. Talvez essa ideia sirva para nortear o entendimento e desbancar aventureiros e oportunistas de serem chamados de políticos.

Estar a serviço de um país continental como o Brasil nunca deveria ser confundido com status, divertimento ou devoção, pois a vaidade partidária segrega e diminui o divergente, retirando dele o direito de exercer a cidadania. Se há mesmo política, a bipolaridade é a desgraça e a multiplicidade de visões e posturas a esperança de dias prósperos.

Se assim não for, segue-se colocando o lixo debaixo do tapete, relativizando o sofrimento e maquiando a realidade em favor de quem sempre se propõe a fazer mais do mesmo para assegurar privilégios próprios e de toda a sua casta. Infelizmente, no Brasil, o político esbanja o dinheiro público e ainda esnoba da cara do eleitor, usando-o como massa de manobra e comprando seu voto por migalhas financeiras que encurralam o pobre ainda mais num oceano de miséria e palidez social.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

PARLAMENTO | por Battista Soarez

PARLAMENTO 

Iracema Vale destina emenda parlamentar para criação do Observatório de Feminicídio no Maranhão

Presidente da Assembleia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente

Por:
Agência Assembleia
Foto:
J. Cardoso


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NA TARDE DESTA SEGUNDA-FEIRA (23), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado do Maranhão para formalizar a destinação de emenda parlamentar que viabilizará a criação do Observatório de Feminicídio do Maranhão. Participaram do encontro o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora pública-geral, Cristiane Marques; e os defensores públicos do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio.

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Durante a reunião, foi ressaltado que o Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Embora tenha sido observada redução de 27,5%, em 2025, nos casos consumados, as tentativas cresceram 60%, evidenciando o agravamento do cenário de violência contra a mulher. 

“Esses números demonstram a necessidade de atuação responsável, técnica e estratégica. Não basta reagir; é fundamental prevenir. Hoje, cada instituição atua com seus próprios bancos de dados. O Observatório permitirá consolidar, compartilhar e transformar essas informações em políticas públicas mais eficazes”, ressaltou Iracema Vale.

Atualmente, o estado dispõe predominantemente de dados estatísticos quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, há lacunas na análise qualitativa das informações. “Sabemos quantas mulheres perdem a vida, mas ainda carecemos de dados sobre o contexto em que viviam, como: escolaridade, raça, renda, dependência econômica e acesso ao mercado de trabalho. A qualificação dessas informações é essencial para fortalecer a prevenção”, destacou.

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Iracema Vale reuniu-se com representantes da Defensoria Pública para tratar sobre a destinação de emenda parlamentar visando à criação do Observatório de Femicídio no Maranhão

Proteção à mulher

O Observatório será resultado de articulação institucional entre a Assembleia Legislativa e órgãos da rede de proteção à mulher, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria da Mulher. A iniciativa prevê a integração de boletins de ocorrência, processos judiciais, medidas protetivas e dados da rede de atendimento.

A Defensoria Pública ficará responsável pela coordenação técnica do projeto e pela prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos da emenda parlamentar, assegurando transparência e efetividade. Para o defensor-geral Gabriel Furtado, a parceria representa um marco institucional. “Com dados consolidados e qualificados, será possível direcionar políticas públicas com maior precisão e embasamento técnico”, afirmou.

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O Observatório de Feminicídio do Maranhão se propõe a ser uma ferramenta estratégica para subsidiar decisões, fortalecer ações preventivas e ampliar a proteção às mulheres. “O enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente. Nosso mandato está comprometido em transformar informação em ação e ação em proteção efetiva”, concluiu a presidente da Alema, Iracema Vale.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

GOVERNO DO ESTADO | por Battista Soarez

GOVERNO DO ESTADO

Brandão entrega equipamentos para o Centro de Especialidades Ninar, novas ambulâncias e inaugura novo CAPS-AD

O evento reuniu autoridades, profissionais de saúde, familiares e representantes da rede de atenção especializada.

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EESTA QUINTA-FEIRA (19) foi dedicada a melhorias na rede estadual de saúde. O Governo do Maranhão promoveu um café da manhã para mães de crianças com microcefalia, em São Luís, durante o qual entregou dispositivos de mobilidade para crianças com síndrome congênita do Zika Vírus. Também foram entregues um novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD III) e 11 novas ambulâncias para reforçar o atendimento nas unidades da rede estadual de saúde. O governador Carlos Brandão participou dos três momentos.

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A entrega do pacote de ações para reforço do sistema de saúde estadual começou durante um café da manhã institucional em alusão aos 10 anos da epidemia da Síndrome Congênita do Zika Vírus no estado, marcando uma década de cuidado, acompanhamento e políticas públicas voltadas às crianças e famílias impactadas pela síndrome. O evento aconteceu no Imperial Eventos, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís.

Durante o evento, que reuniu autoridades, profissionais de saúde, familiares e representantes da rede de atenção especializada, o Governo do Maranhão fez a entrega de dispositivos de mobilidade para crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus que são atendidas pelo Centro de Especialidades Ninar, referência no cuidado integral a esse público no Maranhão.

Nesta etapa, foram entregues 16 carrinhos de posicionamento, 24 cadeiras de rodas modelo Relax e três cadeiras de rodas modelo Jumper. A entrega é inédita no país e os equipamentos são fundamentais para a promoção da autonomia, do conforto e da segurança das crianças, contribuindo para o melhor alinhamento postural, suporte adequado de tronco e cabeça, além da prevenção de deformidades.

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O governador Carlos Brandão anunciou a entrega de um cartão de complemento ao Serviço Travessia para que as famílias tenham ainda mais mobilidade para atender as necessidades dos seus filhos. O cartão tem o valor de R$ 500,00 para ser utilizado em serviço de transporte por aplicativo.

O governador também destacou a importância do reforço no cuidado com crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus no estado. “É importante dizer que fizemos isso tudo dialogando com as mães, com os pais, porque são equipamentos adaptados. Então, nada melhor do que fazer isso em uma escuta com todas essas pessoas que precisam desses equipamentos. Isso vai trazer mais conforto, mais segurança e, acima de tudo, dignidade. Esse é um trabalho que tem que ter um acompanhamento contínuo, é uma garantia de que o governo está presente dando todas as condições para que possam ter uma vida mais digna”, observou Brandão.

O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, informou que as entregas feitas hoje ampliam os investimentos feitos para melhorar o atendimento na rede de saúde estadual.

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“É mais um ato do Governo do Maranhão de diálogo com essas famílias, com parceria também da Assembleia Legislativa, com a entrega desses primeiros 43 carrinhos de reposicionamento, são 151 famílias que vão receber esses equipamentos. É um investimento de mais de R$ 1,5 milhão, que visa, além da autonomia, o conforto, mas sobretudo a dignidade e a presença do Estado no acolhimento para essas crianças”, frisou.

Para as mães das crianças atendidas no Centro de Especialidades Ninar os equipamentos representam mais qualidade de vida para os filhos e as famílias. Elas lembraram que o suporte do poder público tem sido fundamental para o desenvolvimento dos filhos.

“O governo está abraçando a nossa causa, não só com as emendas parlamentares que conseguimos, mas pelo cuidado, o ouvir, a atenção. Não é uma simples entrega, tem muito amor envolvido, muita dedicação. Temos a porta aberta com a Secretaria de Saúde do Estado e isso facilita todos os trâmites que foram necessários para chegarmos onde estamos, eu quero agradecer por tudo isso”, afirmou Giuliana Dominices, mãe da Jade Helena.

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Opinião compartilhada por Rayane Oliveira, mãe do Arthur Oliveira atendido pelo Ninar. “São 10 anos de muita luta, muitas batalhas. Somos mães resilientes e nossos filhos também. E o Governo do Estado tem nos proporcionado muitas melhorias para os nossos filhos”, comentou.

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas

Após a entrega dos equipamentos para o Centro de Especialidades Ninar, o governador Carlos Brandão esteve no bairro João Paulo para a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS-AD III).

A unidade funcionará em regime de 24 horas, inclusive no período noturno, finais de semana e feriados, conforme a modalidade III prevista nas normativas federais. O serviço atuará no manejo de crises, no acolhimento noturno e no acompanhamento longitudinal dos usuários, com fundamento no cuidado em liberdade, na atenção psicossocial territorial e na estratégia de redução de danos.

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A capacidade assistencial está dimensionada conforme o porte da modalidade CAPS-AD III, considerando acompanhamento nos regimes intensivo, semi-intensivo e não intensivo, definidos a partir de Projeto Terapêutico Singular (PTS) elaborado pela equipe multiprofissional.

“O CAPS AD III é fundamentado em dois pilares que vem sendo construído com muita dedicação e zelo da equipe multidisciplinar. O primeiro é a construção de um ambiente terapêutico e o segundo é a construção do PTS, que é a junção de toda a equipe multidisciplinar descobrindo um caminho para que esse paciente possa encontrar uma melhor qualidade de vida”, detalhou o diretor geral do CAPS AD III, Lonely Cavalcante.

A unidade dispõe de até oito leitos de acolhimento noturno, destinados exclusivamente a usuários em acompanhamento pelo serviço, com permanência de curta duração e mediante indicação clínica da equipe, não se caracterizando como internação hospitalar, mas como recurso terapêutico transitório no âmbito da atenção psicossocial.

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A unidade atuará de forma articulada e intersetorial com a Atenção Primária à Saúde, serviços de urgência e emergência, assistência social, sistema de justiça e demais pontos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), observadas as competências de cada ente federativo.

A estrutura física é formada por 8 leitos de acolhimento noturno, posto de enfermagem, farmácia, salas de atendimento individual e multiprofissional, sala de acolhimento inicial, sala para atendimento familiar e em grupo, sala para oficinas terapêuticas, sala multimídia para recursos terapêuticos, refeitório, área de convivência, banheiros adaptados e espaços administrativos.

A equipe é multiprofissional, composta por médicos (clínico e psiquiatra), psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de profissionais administrativos e de apoio, em conformidade com os parâmetros da modalidade.

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O coordenador clínico do CAPS AD III, Philip Sanches, informou que além dos cuidados e da capacitação do corpo técnico, a unidade também tem compromisso com o atendimento humanizado.

“O nosso objetivo é ser uma extensão da política nacional de saúde mental, com o objetivo primeiro de acolher essas pessoas e oferecer um tratamento adequado de reabilitação. Nesse processo, buscamos um atendimento humanizado para respeitar a singularidade e individualidade de cada pessoa”, comentou.

Mais ambulâncias para a rede de saúde

Finalizando o dia de entregas para o sistema estadual de saúde, também foram entregues 11 novas ambulâncias para unidades de saúde estaduais. Foram contempladas unidades estratégicas da Grande Ilha e do interior, fortalecendo o transporte sanitário e garantindo mais agilidade, segurança e resolutividade no atendimento à população.

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Receberão os novos veículos as UPAs Araçagy, Parque Vitória e Cidade Operária e o Hospital Presidente Vargas, na Grande Ilha. Também foram contemplados o Hospital de Grajaú, Hospital de Balsas, Hospital de Santa Inês, Hospital de Pinheiro, Hospital de Peritoró, Hospital de Timbiras e a UPA de Coroatá.

A diretora do Hospital Presidente Vargas, Rilma Nunes, explicou que a ambulância garante a celeridade nos atendimentos, o que faz total diferença para salvar vidas. A unidade funciona na capital maranhense no bairro João Paulo. 

“Hoje não recebemos somente a chave de um veículo, ela representa cuidado, respeito, agilidade, socorro. Eu tenho certeza que nós vamos cuidar melhor da nossa população e salvar muitas vidas. Então eu deixo o meu agradecimento e o meu muito obrigada ao governo”, disse.

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Para o diretor geral do Hospital Regional de Timbiras, Marco Boba, afirmou que o veículo ajudará no transporte de pacientes não apenas do município, mas de toda a região.

“Esse veículo é um instrumento importante para salvamento de vidas para uma região que necessita muito, que é a região dos Cocais. Então como diretor geral só tenho a agradecer ao governo por esse instrumento que chega para salvar vidas ajudando no transporte de pacientes”, relatou.

As ambulâncias são do tipo Suporte Básico Tipo B, equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica ou elétrica, cilindros de oxigênio, maca retrátil, prancha rígida, cadeira de rodas e kit de primeiros socorros. Os veículos também podem ser adaptados para Suporte Avançado (USA), ampliando a capacidade de atendimento conforme a necessidade do serviço.

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Com esta entrega, a gestão do governador Carlos Brandão alcança a marca de 300 ambulâncias entregues entre 2022 e 2026, consolidando um dos maiores investimentos na renovação e ampliação da frota da saúde no Maranhão.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

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Pastores em política, política de pastores
Por que homens profetas de Deus trocam a ética do púlpito por tribuna de falácias e o poder do Espírito por façanhas de corrupção?



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HÁ ALGUM TEMPO, a igreja brasileira discutia a participação de pastores em política partidária e a política feita pela igreja como grupo social participativo. Política partidária e a política social, comunitária e participativa praticada pela igreja  como corpo de Cristo e grupo social — é outra coisa. São coisas diferentes. Desde a minha juventude, tenho acompanhado os movimentos sociais das relações entre a igreja evangélica e a política feita pelos políticos e cheguei a uma conclusão: pastores envolvidos em política, o resultado é uma multidão de ovelhas perdidas e currais eleitorais, onde se observam fortes ganâncias por dinheiro e poder. Tenho conversado com muitos pastores e percebo que a grande maioria deles vê a barganha por cargos, dinheiro e poder como vantagens e não como pecado.

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Quero deixar claro que não tenho nada contra o pastor trabalhar na vida pública, ser participativo e ganhar seu dinheiro. Desde que seja dignamente. Eu, por exemplo, sou jornalista, assistente social, pedagogo e tenho outras formações. Portanto, sou habilitado para trabalhar nas áreas nas quais me formei, posso ganhar meu dinheiro e sobreviver como qualquer cidadão de bem. Estudei para isto, afinal. Mas usar a prerrogativa e o título de pastor ou usar os votos da igreja como moeda de troca para obter cargos, dinheiro e outras vantagens ilícitas, além de ser crime é pecado. Por outro lado, o pastor é um homem público e deve, sim, participar da vida pública, política e social, não para se autobeneficiar (com o voto da igreja de Jesus), mas para contribuir para o bem da coletividade, defendendo a justiça social e anunciando o reino de Deus na terra entre os homens de boa vontade. Portanto, de maneira alguma o pastor deve ser alienado.

Lembro que, há algumas décadas, no Brasil, a política era demonizada por muitos evangélicos. Hoje, para a maioria deles, a participação política da igreja é o caminho para implantação do Reino de Deus, do qual os pastores são os maiores representantes. Por conseguinte, não é pouco o número de pastores que ultimamente têm ingressado na carreira política em “nome de Deus” e da fé evangélica, se candidatando a cargos públicos. A mudança de mentalidade, ainda em andamento no Brasil, no meio evangélico, concernente ao cristão e à vida política, não é pecado. Aliás, é até benéfica. Não podemos estar alheios à política, e devemos participar da sociedade e da vida pública. Afinal de contas, somos cidadãos dos céus e cidadãos do mundo ao mesmo tempo. E a Bíblia não proíbe os homens de Deus de participarem da atividade governativa da nação. Mas o que pensar sobre pastores que estão ingressando em carreiras políticas e envolvidos até o pescoço em façanhas de corrupção? Muito triste e pecaminoso.

Muitos pastores que se candidataram nas últimas eleições afirmaram o estar fazendo devido a uma vocação divina. E essa é a justificativa utilizada por eles como trampolim para envolvimento com corrupção. O que percebemos hoje em dia é que a maior parte deles não conseguiu ser eleita. Diante desse fato, concluímos: ou Deus mentiu para eles ou eles mentiram para a igreja. Admitir que Deus os chamou para serem políticos mas não permitiu que eles fossem eleitos é extremamente contraditório e paradoxal.

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Esses homens estão no ministério, segundo eles, pela vontade de Deus. No entanto, muitos têm abandonado a carreira eclesiástica para serem homens do governo. Qual a vontade de Deus para eles afinal?

Em sua mentalidade está a certeza de que podem conciliar o ofício pastoral com a vida política. Pensam que estar no ministério é pregar aos finais de semana e administrar a igreja à distância. Ao contrário, o ministério exige disponibilidade de tempo e entrega de vida. Um sermão não é uma palavra “inspirada” na hora, nem fruto apenas de uma boa ideia, é resultado de um estudo sério das Escrituras e de um caráter forjado por Deus. E isto demanda tempo para estudar, elaborar e orar. Pastorear é estar com as ovelhas e para isso é necessário tempo. Ter uma função parlamentar não é apenas cumprir os horários e participar das votações e reuniões, mas viver uma vida árdua e com uma agenda extensa. Logo, a concomitância nas duas carreiras levará à mediocridade em ambas.

Tais indivíduos profanam o serviço pastoral por duas razões. Primeiro por abandonarem a graça sublime do ministério pastoral, pois abdicam da vontade original de Deus por interesses pessoais. Segundo, por fazerem da igreja, direta ou indiretamente, um curral eleitoral.

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Em princípio, estamos falando, nesse contexto, sobre pastores, mas não é pequeno o número de lobos e falsos profetas infiltrados no rebanho. Assim que as eleições chegam, eles retiram suas vestes de pastores e revelam seus reais interesses: angariar os votos dos fiéis e usá-los como difusores de sua campanha eleitoral em nome da fé e em troca de interesses pessoais.

Seria bom ver, nas próximas eleições, cristãos capacitados concorrendo a cargos públicos. Seria bom vê-los ganhar com a graça de Deus. Pastor jamais deve deixar de ouvir a voz Deus e só deve entrar na vida pública como candidato se Deus o chamar para isso. Do contrário, o melhor favor que o crente faz ao seu pastor que se iludiu com os poderes desse mundo tenebroso é não votar nele. A igreja deve ajudá-lo a lembrar do propósito para o qual Deus o escolheu.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ESTADO | por Battista Soarez

 ESTADO

Estado entrega complexo esportivo e amplia investimentos em Penalva


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A PARCERIA ENTRE O GOVERNO DO ESTADO e os municípios continua levando benefícios à população do Maranhão. Na quarta-feira (11), acompanhado do prefeito Henrique Guerra, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, voltou a Penalva para inaugurar uma Areninha Esportiva no bairro Piçarreira, mais uma obra estadual que melhora a qualidade de vida dos penalvenses.

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“Estamos levando obras e serviços que estão melhorando a vida das pessoas, em todos os municípios. Vamos voltar à cidade de Viana para inaugurar pavimentação asfáltica e sistema de abastecimento d’agua, em Cajari para entregar ponte e levar mais pavimentação, assim como em toda a região. Gestão se faz com diálogo e parceria, por isso nosso trabalho tem garantido tantos benefícios para a população penalvense”, declarou Orleans Brandão.

Ele lembrou que o Governo do Estado já entregou importantes obras à população de Penalva: o Restaurante Popular, a Estação Tech, o Viva Procon, a primeira etapa de nove quilômetros da Estrada do Jacaré (que terá 18 quilômetros), a primeira etapa da revitalização completa da Beira Rio e a reforma da Delegacia da Polícia Civil, além de incluir centenas de famílias penalvenses no programa Maranhão Livre da Fome. “Já tiramos mais de 1 milhão da pobreza extrema e batemos recordes no número de pessoas ocupadas. O Maranhão está avançando, cuidando das pessoas. Esse é o resultado do trabalho que estamos realizando e que vai continuar”, afirmou o secretário.

O prefeito Henrique Guerra agradeceu pelo apoio do Governo do Estado, e pelo trabalho do secretário de Assuntos Municipalistas em favor de Penalva. “Só aqui o governador Carlos Brandão já veio seis vezes entregar benefícios à nossa população. E Orleans conquistou a credibilidade dos prefeitos, visitando os municípios, conhecendo as nossas necessidades e trazendo tantas obras e serviços para os maranhenses. Nós somos gratos por tudo o que tem sido feito pela nossa cidade”.

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O deputado estadual Florêncio Neto agradeceu ao secretário de Assuntos Municipalistas por escutar gestores e lideranças, e estar atento a tudo que a população necessita: “Estamos vendo quantas obras estão virando realidade em Penalva. A boa política muda a vida de quem mais precisa”.

O ex-prefeito Ronildo Campos destacou a parceria, a compreensão e o comprometimento do secretário de Assuntos Municipalistas com as demandas de Penalva junto ao Governo do Estado. “Grande parte da aprovação popular que tem o governador Carlos Brandão se dá pela atenção dada por Orleans Brandão aos municípios”, afirmou ele.

O vice-prefeito Pierre Teixeira declarou que a entrega do complexo esportivo na Piçarreira mostra o compromisso que o Governo do Estado tem com a população de Penalva. “Esta Areninha trará muitos benefícios para o nosso bairro, principalmente para os nossos jovens”.

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O morador Rikerlison Diniz agradeceu a Orleans Brandão pela obra inaugurada na Piçarreira:  ”O que está sendo entregue hoje é uma ponte para o futuro nas nossas crianças e jovens, que agora contam com um espaço adequado para a prática de esportes e lazer. Somos muito gratos por terem olhado com tanto carinho para o nosso bairro”.

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COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

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 Pastores e políticos no Brasil

Uma relação duvidosa em que a fé vira militância por dinheiro e cargos

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A RELAÇÃO ENTRE PASTORES E POLÍTICOS no Brasil é um fenômeno complexo e crescente, marcado pela influência de líderes evangélicos no voto de seus fiéis e pelo aumento de candidatos religiosos, com destaque para a bancada evangélica. Essa interseção varia entre a busca por representação de pautas morais e o alinhamento partidário, gerando debates sobre o uso da fé como ferramenta política.

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No que concerne a influência e polarização, pastores atuam como influenciadores políticos, frequentemente usando cultos para recomendar candidatos, o que tem gerado, por vezes, um forte alinhamento com a direita e críticas ao "patrulhamento" partidário. Em troca, cargos e dinheiro. Aliás, os apoios políticos nunca são pela causa pública, e sim por interesses particulares.

A Bancada Evangélica tem um papel pouco esclarecido que não se sabe como funciona ao certo. A presença de pastores e membros de igrejas (Assembleia de Deus, Universal, etc.) no Legislativo (vereadores, deputados) consolidou um grupo de pressão relevante, focado em pautas conservadoras.

Há visões divergentes nesse cenário. Enquanto alguns líderes defendem o envolvimento para defender valores cristãos na esfera pública (função profética), outros argumentam que a política partidária contamina a missão espiritual, criando "currais eleitorais".

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O voto evangélico é algo diferenciado, mas nem tanto consciente e pouco unânime. Entrementes, estudos mostram que a influência é maior em igrejas com lideranças carismáticas, onde os fiéis tendem a seguir orientações de voto, especialmente em contextos locais.

Não se podem negar os conflitos. A mistura de fé e política gerou tensões, com relatos de perseguição a fiéis que não apoiam os candidatos dos líderes e críticas à tentativa de monopolizar o eleitorado evangélico. 

Em suma, o cenário atual mostra uma disputa sobre se a igreja deve ser um espaço estritamente espiritual ou um agente de ação política. O certo é que a maioria dos crentes é alienada. Vota cegamente ou por dinheiro.

Considerando esses pontos, pergunta-se se o eleitor crente é capaz de explorar mais sobre a legislação brasileira em relação a igrejas na política ou a influência dos evangélicos nas eleições. Face a isso, poucos evangélicos são esclarecidos, mesmo em se tratando de pastores. A barganha por dinheiro e cargos está sempre na mesa da relação entre pastores e políticos. Enquanto isso, a relação com Deus esfria e a igreja sofre duras consequências espirituais.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CORRUPÇÃO | por Battista Soarez

 CORRUPÇÃO

Oito vereadores de Turilândia são presos ao descumprirem medidas cautelares

Os políticos estavam cumprindo prisão domiciliar, investigados pela participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões.

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OITO VEREADORES do município de Turilânida (a 157 km de São Luís), no Maranhão, foram presos após descumprirem medidas cautelares, nessa quarta-feira (11/2). Eles estavam cumprindo prisão domiciliar, investigados pela participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões de dinheiro público, e agora irão para o presídio enquanto aguardam a conclusão do julgamento.

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Em dezembro do ano passado, todos os 11 vereadores do município foram presos, além da vice-prefeita Tânia Mendes e o prefeito Paulo Curió (União Brasil), suspeito de liderar o esquema.

A Justiça maranhense acatou o pedido do Ministério Público do estado, e decretou a prisão dos políticos por descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal.

Quem são os vereadores presos

Turilândia, nas eleições municipais de 2024, elegeu vereadores de três partidos: União Brasil, Partido Renovação Democrática e Solidariedade.

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Os oito que descumpriram medidas cautelares e irão para prisão aguardar o julgamento do processo são:

Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil);

Mizael Brito Soares (União sil);

José Ribamar Sampaio (União Brasil);

Nadianne Judith Vieira Reis (PRD);

Sávio Araújo e Araújo (PRD);

Josias Fróes (Solidariedade);

Carla Regina Pereira Chagas (PRD); e

Inailce Nogueira Lopes (União Brasil).

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), os vereadores Daniel Barbosa Silva (União Brasil) e José Luís Araújo Diniz (União Brasil) não violaram as restrições; por isso, não foram alvo de novo pedido de prisão.

José Luís, conhecido como Pelego (União Brasil), exerce interinamente o cargo de prefeito, mesmo em prisão domiciliar.

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Em dezembro do ano passado, a Justiça havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares — monitoramento eletrônico e proibição de contato entre os investigados —, mas o Ministério Público do Maranhão identificou violações às medidas e pediu nova prisão preventiva.

O esquema de corrupção

Segundo as investigações, o esquema de corrupção em Turilândia ocorrida pela “venda” de notas fiscais por empresas de fachada que venciam licitações simuladas, pelo menos desde 2021. O prefeito e pessoas próximas a ele teriam recebido entre 82% a 90% dos valores pagos pela prefeitura

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

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Os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em esquema de corrupção, assim como o prefeito e a vice-prefeita.

Pessoas próximas ao prefeito Paulo Curió também são investigadas no caso, incluindo a esposa, o pai, irmãos, tios e cunhados.

MPMA ouve 11 vereadores acusados de esquema que desviou R$ 56 milhões

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

Na Justiça, o MPMA requer a condenação dos denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais. Além do ressarcimento integral do valor desviado, R$ 56.328.937,59.

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