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domingo, 5 de abril de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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ESPIRITUALIDADE
Ouvi um soneto do céu
Quando Deus nos chama para o ambiente da sensibilidade espiritual.

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação.

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DAVI FOI UM HOMEM EXTREMAMENTE PEDAGÓGICO em matéria de espiritualidade e, portanto, de relacionamento com Deus. Ele sabia ser ser humano quando errava e sabia se redimir com Deus com o coração completamente quebrantado. A lição que aprendemos com Davi é de que coração compungido e alma arrependida não tem pecado e, então, não tem rejeição divina. Tudo que acontecia entre ele, Deus e os homens se transformava em poesia. E não era qualquer poesia. Era uma poética sonora cuja letra e rima clarividenciavam a presença real do Espírito de Deus que o fortalecia em cada batalha travada. Isso ainda hoje não mudou. Pois o Deus de Davi é o mesmo nosso Deus que nos veste com a sua presença e nos capacita com dons e força para as ações do trabalho divino no mundo (cosmos).

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Sem dúvida, como nos dias de Davi, estamos vivendo tempos difíceis. O pânico põe em risco o autocontrole das emoções. Aos poucos renasce, com novas interfaces, o instinto de sobrevivência darwiniano no qual o mais forte e com capacidade de adaptação toma o primeiro lugar. Consequentemente, os idosos e os pobres correm o risco de serem descartados. Vivemos, enfim, uma espiritualidade seletiva. E o que é pior, sem sintonia com o céu. A espiritualidade do século 21 é uma espiritualidade aleatória, vivenciada entre o humano consigo mesmo. Os cultos, na maioria das vezes, é do homem para o próprio homem. Deus é colocado à margem e fica do lado de fora dos arraiais.

Por outro lado, antigas imagens de Deus renascem ao interno da comunidade cristã. Para entendê-las temos que recordar os momentos tristes da história.

Na segunda metade do século XIV, por exemplo, explodiu a Peste Negra (peste bubônica), dizimando um terço da população europeia. Como toda sociedade teocêntrica, acreditava-se que Deus estava revoltado, pregou-se demasiado a ira divina. Para aplacar tal fúria buscaram-se os bodes expiatórios: judeus foram perseguidos e bruxas foram queimadas em fogueiras impiedosas. Dizia-se que tudo estava acontecendo porque a gravidade de nossos pecados desagradava a Deus. Em nome de Deus, a igreja assassinou muita gente. Milhares e milhares. Era uma espiritualidade violenta e distorcida daquilo que entendemos ser o amor de Deus. Diferente daquilo que Davi nos ensinou ser relacionamento com o sagrado e busca da verdadeira espiritualidade.

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No plano humano, temos na história da literatura, uma referência clássica ao Soneto XIII (também conhecido como "Ouvir Estrelas") da obra Via Láctea, de Olavo Bilac.

O poema é um dos marcos do Parnasianismo brasileiro e aborda a sensibilidade necessária para "ouvir" e entender o universo através do amor. O amor é o mais significativo pilar da busca pela espiritualidade. O poema de Bilac diz:

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo / Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, / Que, para ouvi-las, muita vez desperto / E abro as janelas, pálido de espanto...

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O  significado disto passa pelo "eu lírico" defendendo que a capacidade de "ouvir estrelas" — ou seja, compreender a beleza e os mistérios do mundo, inclusive do mundo sensível à espiritualidade — não é loucura, mas um privilégio de quem ama. Davi sabia amar a Deus e tinha os ouvidos abertos para o Senhor. Ele vivia o tempo todo sob proteção divina. Logo, o Deus que inspirou a poética de Davi é o mesmo que inspirou a poética de Bilac. Deus não é um Deus exclusivo de um homem. Deus é o Deus intraplanetário, presente em cada parte do Universo. Ele é o Senhor das grandes e pequenas coisas.

Voltando ao exemplo da sensibilidade da espiritualidade humana, o soneto de Bilac termina com a célebre afirmação: "Direis agora: 'Tresloucado amigo! / Que conversas com elas? Que sentido / Tem o que dizem, quando estão contigo?' / E eu vos direi: 'Amai para entendê-las! / Pois só quem ama tem ouvido capaz / De ouvir e de entender estrelas'".

Dizem que a arte, inclusive a arte poética, é pura espiritualidade. Decerto. No contexto cultural, é comum encontrar esse poema de Bilac associado a músicas e interpretações de artistas como Belchior e em homenagens à poesia brasileira.

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O que aprendemos com isso no contexto da literatura bíblica? Davi nos ensina que relacionamento com Deus passa pela sensibilidade espiritual que pode vir em forma de poesia e que o coração humano é o laboratório onde o Senhor trabalha a construção ou a reconstrução do homem enquanto ser espiritual, social e relacional. Isso pode acontecer em forma de arte.  Cantada ou escrita. Música, poesia, pintura ou romance. Cada dom tem a sua expressividade propriamente dita.

Davi nos ensina, então, que a sensibilidade espiritual é a capacidade de perceber, discernir e responder às realidades espirituais e à direção divina. Isto nós aprendemos nos salmos construídos por ele. Envolve discernimento aguçado sobre ambientes e pessoas, sendo considerada um dom para compreender o mundo invisível. Logo, a sensibilidade espiritual pode ser cultivada através de oração, meditação e piedade, exigindo equilíbrio para não gerar confusão.

Assim, como vemos, os principais aspectos da sensibilidade espiritual são pontuáveis.

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Primeiramente, temos o discernimento. O discernimento é a alta capacidade de perceber o ambiente, sentindo o "peso espiritual" de lugares ou pessoas. Depois, temos conexão divina. Entendida como uma ferramenta divina, permitindo ouvir a voz do Espírito e agir conforme Seus propósitos. Então vivenciamos sinais e sintomas. E aí pode incluir intuição aguçada, sonhos vívidos ou percepção de odores, muitas vezes acompanhando o que é descrito como dons.

Dons são dádivas ou habilidades especiais concedidas gratuitamente pelo Espírito Santo aos cristãos, não por merecimento, mas para o serviço ou a laboridade divina na terra, visando a edificação da igreja e a glorificação de Deus. Os dons diferenciam-se de talentos naturais (genéticos) por serem capacitações espirituais sobrenaturais, como profecia, ensino, cura e sabedoria, fundamentadas no Novo Testamento. E aí entram a música e a poética como peças espirituais de alto valor sobrenatural. Se projetado com absoluta santificação e dedicação ao Senhor, o portador de dons se torna brasa viva nas mãos de Deus.

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Mas há riscos de sobrecarga. Indivíduos com alta sensibilidade espiritual podem sofrer de exaustão, estresse ou angústia ao absorver energias cósmicas negativas, exigindo práticas de proteção e autoconhecimento. Veja que há dois mundos: o mundo de energias cósmicas negativas, e o mundo de energias cósmicas positivas. O bem e o mal. O bem é o reino de Deus. O mal é o reino de Satanás.

Como desenvolver e preservar a operacionalidade dos dons (dicas práticas). Com pausas e relaxamento. Reservar momentos para oração, meditação ou silêncio para acalmar a mente e o corpo é necessário. Filtro de conteúdo e higienização mental. Reduzir o consumo de notícias e informações que geram ansiedade e sobrecarga energética. Momentos de intimidade com Deus. Viver momentos a sós com Ele, para uma conversa íntima e honesta entre Pai e filho, Criador e criatura.

É preciso registrar sonhos e intuições para identificar padrões de comportamentos espirituais. Definição de limites. Aprender a dizer "não" para proteger sua energia. Estudo e piedade. Ler textos sagrados, frequentar locais de adoração e manter práticas de fé como orações diárias. A falta de compreensão sobre esse dom pode torná-lo um fardo, mas, quando bem guiada, a sensibilidade espiritual proporciona crescimento, paz e maior conexão com o sagrado.

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A poesia de Davi, majoritariamente encontrada nos Salmos bíblicos, é marcada por intensa expressão emocional, confiança em Deus, confissão de pecados e louvor. Suas composições refletem sua vida como pastor e rei, abordando temas como refúgio no perigo, gratidão e a beleza da criação.

Podemos mencionar, aqui, alguns exemplos notáveis da poesia de Davi nos Salmos por ele escritos. Refúgio e oração (Salmo 142). "Clamo a ti, Senhor, e digo: Tu és o meu refúgio; pois estou muito abatido; pois são mais fortes do que eu."

Confiança e guia (Salmo 32.8). "O Senhor Deus me disse: 'Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir; eu vou guiá-lo e orientá-lo.'". Sobre a criação (Salmo 8), Davi contrasta a pequenez humana com a grandeza da criação de Deus. E move o coração de Deus para si.

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Davi tinha muita gratidão pelo seu Senhor (Salmo 145.1). "Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre."

Em relação às características da poesia de Davi, podemos apontar a linguagem de deserto. Ele utiliza metáforas do ambiente árido e pastoril. Usa também acrósticos, em que alguns salmos, como o 34, utilizam letras sucessivas do alfabeto hebraico para cada versículo. A intimidade expressa uma relação pessoal e direta com Deus, alternando entre sofrimento e exaltação. Davi, finalmente, tinha uma sensibilidade espiritual definitivamente afinada com Deus. Ele estava o tempo todo com seus ouvidos ligados ao céu, ouvindo e escrevendo as poéticas sopradas pelo seu Espírito. Deus, finalmente, fala com o homem da forma que Ele quer.

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sábado, 4 de abril de 2026

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

Mical Damasceno se filia ao Republicanos e fortalece pré-candidatura à Câmara Federal
A parlamentar oficializa filiação e partido se consolida para eleger dois deputados federais no Maranhão

Mical Damasceno e Aluísio Mendes agora juntos na corrida para a Câmara Federal | Foto: Divulgação.

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A DEPUTADA ESTADUAL MICAL DAMASCENO (PSD) anunciou, neste sábado (4), sua filiação ao partido Republicanos. A decisão marca um novo momento em sua trajetória política e reforça sua pré-candidatura a deputada federal nas eleições de 2026.

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O anúncio foi feito nas redes sociais, ao lado do presidente estadual da sigla, o deputado federal Aluísio Mendes.

Durante a declaração, Aluísio destacou a importância da chegada de Mical ao partido.

“Mical agora é 10. Estamos recebendo uma das deputadas mais combativas e competentes do Maranhão. Uma grande representante do segmento evangélico. Tenho certeza que, em breve, estaremos juntos na Câmara Federal, fazendo a diferença”, afirmou o parlamentar.

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Mical Damasceno também celebrou a filiação. “É um prazer estar no Republicanos. Creio que será uma chapa vitoriosa em 2026. Venho com fé, coragem e com esse desafio de avançar como pré-candidata a deputada federal”, declarou.

Reconhecida como uma das principais vozes conservadoras do Maranhão, Mical chega ao Republicanos com forte apoio do público evangélico, da base cristã e das famílias no estado.

A deputada amplia sua articulação política e se consolida como uma das favoritas para conquistar uma vaga na Câmara Federal.

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A filiação também reforça o posicionamento de Mical Damasceno como uma liderança em crescimento no cenário político maranhense, com foco na defesa da fé, da família e da liberdade religiosa.

Com esse movimento, o Republicanos se posiciona como uma das principais forças políticas do Maranhão na disputa e deve garantir pelo menos duas vagas na Câmara dos Deputados em 2026.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

GERAL | por Battista Soarez

GERAL

Semana Santa: sacralidade cristã ou capitalismo sem  sagrado?


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A SEMANA SANTA é um período que une tradição religiosa católica e um intenso movimento mercantil, caracterizado pelo aumento do consumo de peixes e produtos relacionados à Páscoa. A tradição de evitar carne vermelha na Sexta-feira Santa impulsiona o comércio, fazendo com que as vendas de pescados aumentem significativamente.

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Aspectos mercantis da Semana Santa merecem ser pontuados. O aumento das vendas robustece o comércio. O mercado de peixes registra um volume de vendas muito superior ao normal, com bancas e mercados lotados na véspera da Sexta-feira Santa.

Tradição e economia se misturam. O consumo de peixe, especialmente bacalhau, fortalece hábitos culturais e gera oportunidades para produtores e comerciantes.

O balanço entre fé e comércio é fato marcante. A época é marcada pela reflexão religiosa, mas também por um forte apelo comercial que movimenta a economia local.

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A tradição religiosa assume um ponto significativo. A abstenção de carne também. A troca da carne vermelha por peixe simboliza o respeito ao sangue derramado por Jesus Cristo na cruz.

O período de reflexão torna-se evidente. A Semana Santa celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Mas as pessoas deveriam ser gratas a Deus e santas a cada dia do ano e não somente durante uma semana. Muita coisa sem sentido existe nessas tradições. É preciso refletir melhor sobre a relação homem-Deus.

Cultura e região não bastam. Além da religiosidade, a semana envolve procissões e encenações. Em suma, a Semana Santa representa uma fusão de fé e comércio, em que a tradição cristã de jejum de carne vermelha aquece o mercado de pescados e ovos de páscoa.

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Finalmente, a Semana Santa é a celebração cristã que relembra a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ponto alto do ano litúrgico. Inicia-se no Domingo de Ramos, com a entrada de Jesus em Jerusalém, e termina com a ressurreição no Domingo de Páscoa, passando pelo Tríduo Pascal (Quinta, Sexta e Sábado).

Os principais dias e significados. Domingo de Ramos celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelo povo com ramos de palmeiras, montado em um jumentinho. Quinta-feira Santa é a celebração da Última Ceia, a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e o lava-pés, simbolizando o serviço e o amor. Sexta-feira Santa é o dia de jejum e reflexão, marca a paixão, o julgamento e a crucificação de Jesus. Sábado Santo (ou de Aleluia) é Dia de silêncio e espera. À noite, realiza-se a Vigília Pascal, celebrando a luz de Cristo que vence as trevas. O Domingo de Páscoa é a celebração da Ressurreição de Jesus, a vitória da vida sobre a morte e o núcleo da fé cristã.

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História e Tradição. A Semana Santa consolidou-se na tradição cristã, com vestígios da Vigília Pascal já no século II. O Concílio de Niceia, em 325 d.C., contribuiu para a organização das celebrações, organizando os relatos evangélicos sobre os últimos dias de Jesus. Na tradição católica, é um tempo de oração, conversão e renovação da fé.

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terça-feira, 31 de março de 2026

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

CEADEMA define Mical Damasceno como principal nome evangélico para a Câmara Federal

Dep. Estadual Mical Damasceno | Foto: Divulgação.

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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) deve disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de outubro de 2026.

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A decisão foi tomada nesta terça-feira (31), durante reunião da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (CEADEMA).

A instituição definiu Mical como o principal nome do segmento evangélico para a disputa.

Atualmente, em seu segundo mandato, a deputada foi reeleita com 52.123 votos. Ela é considerada uma das principais lideranças evangélicas e da direita no Maranhão.

Missionária e parlamentar conservadora, Mical desenvolve um trabalho baseado na fé, na defesa da família e no cuidado com as pessoas.

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Na Assembleia Legislativa, a parlamentar atua com firmeza na defesa dos princípios cristãos e da liberdade religiosa. Também é autora de leis e projetos voltados à valorização da família.

Entre suas principais iniciativas estão os programas Semeando Saúde e Autoestima é Saúde, além do Festival Viva Esperança.

Com a indicação da CEADEMA, Mical Damasceno entra na disputa como uma das favoritas para conquistar uma vaga na Câmara Federal.

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ECONOMIA | por Battista Soarez

ECONOMIA
Economia do Maranhão mantém crescimento em 2026
A agropecuária e a indústria são os pilares principais, e a indústria de transformação vem crescendo acima de 20%.
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Por:
Battista Soarez
Foto:
Reprodução

Economia do Maranhão mantém crescimento em 2020.
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A ECONOMIA DO MARANHÃO, em 2026, mantém um ritmo forte de crescimento, superando as médias nacional e regional, impulsionada pela agropecuária, indústria de transformação e investimentos em infraestrutura. Com projeções de crescimento do PIB próximas a 3,5% ou mais, o estado foca na atração de empresas e no aumento da produção de grãos.

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Os destaques econômicos para 2026, na escala do crescimento setorial, vislumbram a agropecuária e a indústria como os pilares, com a indústria de transformação crescendo acima de 20%. Isso tem colocado o estado numa marcha progressiva que, se continuar assim, em breve o Maranhão sairá da posição de pobreza em que hoje se encontra.

No âmbito de investimentos, a expectativa é de alto volume no Nordeste, com destaque para transição energética, infraestrutura e inovação industrial.

Já com relação ao mercado de trabalho, o estado inicia 2026 com recorde de pessoas ocupadas, impulsionado pela atração de novas indústrias, como etanol de milho.

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Há um recorde no campo. O setor primário continua forte, com expectativas de produção de grãos recordes, como soja, milho, feijão, arroz e outros.

Existem fortes erspectivas de mercado. A indústria extrativista e de transformação, junto com serviços de utilidade pública (energia/água), mostram forte expansão. O Maranhão vem demonstrando grande potencial neste setor.

Enquanto isso, o setor de serviços demonstra recuperação e crescimento, o que pode acelerar ainda mais a economia no estado.

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Já no que tange ao comércio exterior, também o estado sorrir com bons ares. A agropecuária e o comércio exterior seguem fortes.

O Maranhão tem consolidado um cenário favorável com políticas de atração de investimentos e melhoria do ambiente de negócios. Isso demonstra que o estado pode estar começando a galopar, caso o governo melhore ainda os investimentos no setor agrário. Municípios como Alcântara e os da Baixada Maranhense são grandes potenciais nesse setor, começando pelos pequenos agricultores.

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sexta-feira, 27 de março de 2026

MARANHÃO | por Battista Soarez

MARANHÃO

Iracema Vale participa de agendas do governo em Barreirinhas
A programação integrou a agenda municipalista liderada pelo governador Carlos Brandão na região dos Lençóis Maranhenses, com ações também nos municípios de Paulino Neves e Humberto de Campos.

Por:
Agência Assembleia
(Texto e foto)

Gov. Brandão e deputada Iracema Vale em Barreirinhas.

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A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO, Iracema Vale (MDB), participou, nesta quinta-feira (26), da agenda institucional do Governo do Estado em Barreirinhas, que incluiu a abertura do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), a entrega de tablets a estudantes e a inauguração de obras de infraestrutura. A programação integrou a agenda municipalista liderada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na região dos Lençóis Maranhenses, com ações também nos municípios de Paulino Neves e Humberto de Campos.

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Participaram também dos eventos, o senador Weverton Rocha; o prefeito de Barreirinhas, Vinicius Vale; os deputados estaduais Antônio Pereira e Ana do Gás; o secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; o secretário adjunto de Educação, Assis Filho; o ex-deputado federal e estadual Edilázio Júnior e outras autoridades.

Em Barreirinhas, a agenda começou com a abertura da 149ª Assembleia Geral Ordinária do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho, realizada no auditório do Gran Lençóis Flat Residence. O evento reuniu gestores de todo o país para o debate de políticas públicas voltadas ao trabalho. Na sequência, o governo realizou a entrega de 2.631 tablets para estudantes da rede estadual, por meio do Programa Educação de Verdade, no eixo ‘Tô Conectado’.

Durante a agenda, a presidente da Assembleia Legislativa destacou a parceria entre os poderes e os investimentos na região. “A Assembleia sempre será parceira do Governo que é atuante e que tem trabalho em todo o estado do Maranhão. E hoje, claro, a minha região sendo contemplada: Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves. A gente sai daqui muito feliz, porque percebe a alegria da juventude de Barreirinhas com o programa ‘Tô Conectado’, que é um programa pensado pelo nosso secretário Orleans Brandão e executado pelo governador Carlos Brandão. Então, o nosso coração é só gratidão. Barreirinhas tá conectada!”, afirmou Iracema Vale.

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Durante a solenidade, também foram entregues 195 tablets e fardamentos para Agentes Comunitários de Saúde, além de 109 títulos de Reconhecimento de Domínio de Terra. A programação incluiu, ainda, a entrega de veículos para as secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, além do acompanhamento de obras executadas pela Prefeitura.

O governador também destacou o conjunto de ações realizadas ao longo do dia nos municípios da região. “Dando continuidade à nossa agenda municipalista, hoje, passamos por Paulino Neves entregando obras, depois fomos a Humberto de Campos e agora, em Barreirinhas, onde encerramos. Começamos com a entrega de tablets, no total mais de 10 mil tablets para toda a região. Entregamos títulos de terras da zona rural, mais de 250 tablets e uniformes para os agentes comunitários de saúde, fortalecendo essa parceria. E também, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, entregamos um veículo para a assistência social, um para a educação e uma caminhonete para auxiliar as atividades da Câmara Municipal”, disse Carlos Brandão.

Restaurantes populares e ações sociais

Ainda nesta quinta-feira (26), o Governo do Maranhão entregou dois novos Restaurantes Populares, ampliando a rede de segurança alimentar no estado. Em Paulino Neves, foi inaugurada a unidade 219 e, em Humberto de Campos, a unidade 220 da rede. Os equipamentos passaram a oferecer refeições a preços acessíveis, com café da manhã a R$ 0,50 e almoço e jantar a R$ 1,00, garantindo alimentação de qualidade à população.

Em Humberto de Campos, também foram entregues 482 óculos de grau para beneficiários do programa Maranhão Livre da Fome, em ação voltada à promoção da saúde e inclusão social.


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COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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Cultura e sociedade na igreja evangélica brasileira
Caminhos e descaminhos no contexto da espiritualidade comtemporânea e da contemporaneidade.

Grande parte dos cristãos é bitolada e expressa uma fé de pouco conhecimento | Foto: Divulgação 

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JÁ OUVI ALGUÉM DIZER que a igreja evangélica brasileira exerce forte influência na sociedade e na cultura, impactando o comportamento de consumo, a política e a produção artística, buscando, enfim, integrar os valores bíblicos às expressões culturais modernas. Não consigo ver isso da mesma maneira. Esse engajamento deveria envolver o uso de programação cultural para diálogo com o mundo humano e a necessidade de adaptação e alcance, priorizando a formação de discípulos, gerando um pensamento significante no âmbito social e a produção de uma cultura de impacto social. Mas, a bem da verdade, não é bem isso que acontece.

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O Senhor Jesus, certamente, faria isso se fisicamente vivesse entre nós nos dias de hoje. É claro que, espiritualmente, Ele está, de alguma forma, trabalhando em nós e entre nós (Mateus 28.20), mas são poucos os que dão ouvido e lugar para a operacionalidade do Espírito em sua vida espiritual, intelectual e cultural para transformação da sociedade. Temos uma igreja que não lê, não participa e não busca conhecimento. A grande maioria dos pastores prepara mal seus sermões e as escolas bíblicas dominicais estão vazias. Que lástima! Essa igreja nunca cumpriu, de fato, a ordem da grande comissão mundial dada por Jesus (em Mateus 28). Porque não consegue alcançar "todo o mundo", simplesmente por falta de conhecimento.

A contemporaneidade refere-se ao tempo presente, ao período atual ou à característica do que existe simultaneamente. Ela se define pela rápida evolução tecnológica, pela globalização e por profundas transformações sociais e culturais, representando o "hoje" na história. É marcada por conexões fluidas, diversidade cultural e reflexões pós-modernas. As intensas mudanças sociopolíticas deixam a igreja míope, reclusa entre quatro paredes e perturbada emocional e espiritualmente. Dessa maneira, ela tornou-se uma igreja improdutiva, inerte, despreparada, dividida (sem poder), preguiçosa e fraca intelectualmente. Ou seja, uma igreja que deixou de pensar e fazer.

Enquanto isso, a espiritualidade contemporânea é marcada pela busca individual por sentido e conexão, desvinculada de instituições religiosas tradicionais (desinstitucionalizada). E por isso se estagna mergulhada numa total palidez social e espiritual sem precedentes. A igreja contemporânea não consegue, de maneira alguma, transformar o mundo conforme a Bíblia ordena (Romanos 12.1-2).

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Em vez disso, ela foca no bem-estar de sua zona de conforto, na meditação vazia (uma espécie de  "yoga evangélia"), em terapias holísticas e experiências personalizadas, valorizando a experiência interior, intimista, sem unidade coletiva (deixou de ser corpo social em Cristo), pouca ética cristã e propósito de vida sem significado, muitas vezes integrando fé e prática numa vida cotidiana confusa e morna, sem a verdadeira chama do Espírito Santo de Deus. Ufa! Cadê a Igreja que, em Mateus 28.18-20, o Senhor Jesus Cristo comissionou a pregar o Evangelho a toda criatura (fora dos portões), ensinando as pessoas a guardarem o que Ele ensinou? Ora, se a igreja não estuda o evangelho de Jesus, ela não tem o que ensinar às criaturas, obviamente.

Por isso digo que as principais características e tendências da igreja moderna são desinstitucionalização e crescimento do "sem religião" ou "espiritual, mas não religioso", em que a busca espiritual é independente dos princípios bíblicos e das doutrinas da igreja cristã. Os desigrejados se declaram "casa de Deus", mas sem compromisso com igreja evangélica. Sem participar da fé comunitária, eles seguem a sua espiritualidade sem a fraterna comunhão com a coletividade no corpo de Cristo.

A experiência espiritual tornou-se totalmente individualista, em que "a paz do Senhor" deixou de ser valorizada coletivamente como dantes. E a espiritualidade, assim, torna-se uma jornada pessoal ("faça você por si mesmo"), em total desacordo com as Sagradas Escrituras. Assim, a espiritualidade contemporânea se desintegralizou, passando a habitar num abismo de religiosidade "solo" e caminhada insociável.

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Nesse sentido, a conexão com o cotidiano descortina uma espiritualidade que é expressa por meio de práticas intimistas como meditação sem reflexão na Palavra de Deus, meditação da atenção plena, e a busca por bem-estar físico, mental e financeiro.

Existe, estranhamente, de forma camuflada,  uma certa valorização da natureza e do corpo. Culto à terra, sustentabilidade e valorização do corpo como templo sem a verdadeira busca do Espírito de Deus. Temos, então, uma igreja atolada em manifestações emocionais dizendo que é mover do Espírito Santo. Puro engano.

Não há uma sapiente busca por propósito divino, nem foco no autoconhecimento relevante em renunciabilidade, na gratidão ao Senhor, no perdão e no serviço fraternal. O que se vê é um serviço desinteressado e sem nexo com a prática cristã. Os crentes carregam a Bíblia na mão mas viraram as costas para a Palavra de Deus. A espiritualidade moderna, enfim, mergulhou no modernismo frio e vazio de Deus.

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Parece evidente que a igreja moderna se abasteceu do espírito da Nova Era (New Age) e das espiritualidades alternativas de pouca significância socioexistencial. Há uma visível incorporação de elementos "esotéricos", misticismo e terapias alternativas, como se isso fosse coisa de Deus. A verdade é que sem estudo profundo da Palavra de Deus, sem santidade, sem oração, sem intimidade com o Senhor e sem comunhão com Deus e com o próximo não há espiritualidade verdadeira.

Hoje fala-se até em espiritualidade e saúde, reconhecimento da espiritualidade como fator de resiliência e saúde mental integrativa. Isto é bom e necessário, mas onde fica o verdadeiro relacionamento com Deus e entre os crentes? Onde fica a unidade do corpo de Cristo (João 17.20-23)?

Essas formas de espiritualidade buscam respostas para os dilemas humanos em um mundo secularizado, propondo uma "teologia encarnada" ou uma "ciência espiritual universal" que une corpo, mente e espírito. Mas tudo isso, nos dias atuais, está distante do contexto da Palavra de Deus. A teologia crítica tem ficado em silêncio, enquanto a igreja prossegue nos seus caminhos e descaminhos que oscilam entre horizontes ruins e piores, na contramão da vida cristã normal. Vivemos, então, uma contracultura da cultura do evangelho do Reino de Deus.

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A relação entre igreja e cultura socioespiritual é muito pobre, minguada e simplória. Não há produção como nos tempos dos reformadores como João Wesley, Martinho Lutero, João Calvino e outros que mudaram a história com a pregação do evangelho de Jesus.

Não há integração e transformação, por exemplo. A visão atual não busca superar a dicotomia "sagrado x secular", no que se pode equacionar compreendendo a cultura como uma esfera a ser cultivada sob autoridade divina.

Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) diz que trinta e um por cento dos brasileiros são evangélicos. Em dez anos, eles serão o maior percentual da população. O crescimento no número desses fiéis tem desdobramentos significativos na cultura, nos costumes, na política, nas artes e em várias atividades econômicas.

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Todavia, enfatiza o estudo, os evangélicos ainda são pouco compreendidos e motivo de preconceito por parcelas da sociedade mais bem aquinhoadas em termos econômicos e educacionais e por setores de tendências políticas.

Devido a essa falta de informação e ao preconceito, discutir a realidade evangélica é “como andar num pântano minado e potencializado pelo momento, quando há uma polarização no país, muitas vezes pautada pela questão, devido à participação de evangélicos na política”, segundo o antropólogo digital Juliano Spyer, pesquisador do Centro de Pesquisas em Consumo e Sociedade (Cecons) da UFRJ e colunista do jornal Folha de S.Paulo.

Para quem observa pelo lado de dentro da igreja evangélica, entretanto, a realidade é chocante. O número de gente que não busca a cultura do conhecimento é assustador. E, entre os poucos que buscam, uma parcela muito pequena tem uma fé de fato consciente e fervorosa. Quem é, de fato, cristão esclarecido? Quem realmente vive de acordo com os princípios bíblicos estabelecidos por Deus? 

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A igreja evangélica não tem uma exegese de cultura bíblica e teológica que possa dialogar com a sabedoria do mundo que cada vez mais se intelectualiza e se abastece de grandes desafios. Há uma grande necessidade de analisar a cultura à luz do evangelho do reino de Deus para entender a relação entre fé e as coisas ao nosso redor.

Deveríamos, então, laborar propositivamente um encontro essencial. A cultura (crenças, artes, valores) é um campo de atuação para a mensagem do evangelho de Jesus.

A igreja pode gerar impactos da cultura evangélica na sociedade e provocar mudança de paradigma. Incentivo a uma mudança do "consumismo" para uma "mentalidade de produtor", focando no impacto social e na maturidade emocional. O neopentecostalismo, por exemplo, tem sido um desastre na sociedade evangélica. A gente vê mais manifestações demoníacas do que operação do Espírito Santo de Deus. Há uma ação maligna dentro da igreja atual camuflada de espiritualidade. Isso mesmo: o satanismo está dentro da igreja e poucos percebem isso.

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No que concerne a ação social e a cultura, existe uma utilização de atividades lúdicas e culturais (música, arte) nas igrejas locais para aproximação com o público em geral. E qual é a relevância política disso? O crescimento evangélico tem gerado mudanças estruturais na política e no comportamento social no Brasil. Mas qual é a verdadeira contribuição que isso tem dado na mudança de pensamento e, consequentemente, na construção de uma sociedade mais justa e mais pacificadora?

O reconhecimento oficial mira instituições como a "Semana da Cultura Evangélica" (Lei 4714/2016) que celebram a contribuição histórica e a diversidade cultural. Mas qual é o efeito disso em meio a tantos problemas sociais?

Mudanças culturais necessárias (perspectiva teológica). A igreja deve pregar a diferença entre Reino de Deus e império humano. Deve ter foco na promoção do Reino de Deus em vez de "impérios" pessoais de líderes religiosos.

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Deve focar na formação de verdadeiros discípulos de Jesus. Deve dar prioridade em formar fiéis comprometidos ("mega influência") em detrimento do simples aumento de membros ("mega igreja").

Pra que pregar prosperidade? A prosperidade deve ser vista como meio de financiar os propósitos divinos e o impacto social. Não bancar patrimônio de grandes líderes.

O desafio contínuo é equilibrar o engajamento cultural com os valores bíblicos, buscando uma postura que influencie positivamente sem comprometer os fundamentos da fé cristã.

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