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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE |por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

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Pastores em política, política de pastores
Por que homens profetas de Deus trocam a ética do púlpito por tribuna de falácias e o poder do Espírito por façanhas de corrupção?

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HÁ ALGUM TEMPO, a igreja brasileira discutia a participação de pastores em política partidária e a política da Igreja como grupo social participativo. São coisas diferentes.


(Matéria em construção.... aguarde)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ESTADO | por Battista Soarez

 ESTADO

Estado entrega complexo esportivo e amplia investimentos em Penalva


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A PARCERIA ENTRE O GOVERNO DO ESTADO e os municípios continua levando benefícios à população do Maranhão. Na quarta-feira (11), acompanhado do prefeito Henrique Guerra, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, voltou a Penalva para inaugurar uma Areninha Esportiva no bairro Piçarreira, mais uma obra estadual que melhora a qualidade de vida dos penalvenses.

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“Estamos levando obras e serviços que estão melhorando a vida das pessoas, em todos os municípios. Vamos voltar à cidade de Viana para inaugurar pavimentação asfáltica e sistema de abastecimento d’agua, em Cajari para entregar ponte e levar mais pavimentação, assim como em toda a região. Gestão se faz com diálogo e parceria, por isso nosso trabalho tem garantido tantos benefícios para a população penalvense”, declarou Orleans Brandão.

Ele lembrou que o Governo do Estado já entregou importantes obras à população de Penalva: o Restaurante Popular, a Estação Tech, o Viva Procon, a primeira etapa de nove quilômetros da Estrada do Jacaré (que terá 18 quilômetros), a primeira etapa da revitalização completa da Beira Rio e a reforma da Delegacia da Polícia Civil, além de incluir centenas de famílias penalvenses no programa Maranhão Livre da Fome. “Já tiramos mais de 1 milhão da pobreza extrema e batemos recordes no número de pessoas ocupadas. O Maranhão está avançando, cuidando das pessoas. Esse é o resultado do trabalho que estamos realizando e que vai continuar”, afirmou o secretário.

O prefeito Henrique Guerra agradeceu pelo apoio do Governo do Estado, e pelo trabalho do secretário de Assuntos Municipalistas em favor de Penalva. “Só aqui o governador Carlos Brandão já veio seis vezes entregar benefícios à nossa população. E Orleans conquistou a credibilidade dos prefeitos, visitando os municípios, conhecendo as nossas necessidades e trazendo tantas obras e serviços para os maranhenses. Nós somos gratos por tudo o que tem sido feito pela nossa cidade”.


O deputado estadual Florêncio Neto agradeceu ao secretário de Assuntos Municipalistas por escutar gestores e lideranças, e estar atento a tudo que a população necessita: “Estamos vendo quantas obras estão virando realidade em Penalva. A boa política muda a vida de quem mais precisa”.

O ex-prefeito Ronildo Campos destacou a parceria, a compreensão e o comprometimento do secretário de Assuntos Municipalistas com as demandas de Penalva junto ao Governo do Estado. “Grande parte da aprovação popular que tem o governador Carlos Brandão se dá pela atenção dada por Orleans Brandão aos municípios”, afirmou ele.

O vice-prefeito Pierre Teixeira declarou que a entrega do complexo esportivo na Piçarreira mostra o compromisso que o Governo do Estado tem com a população de Penalva. “Esta Areninha trará muitos benefícios para o nosso bairro, principalmente para os nossos jovens”.


O morador Rikerlison Diniz agradeceu a Orleans Brandão pela obra inaugurada na Piçarreira:  ”O que está sendo entregue hoje é uma ponte para o futuro nas nossas crianças e jovens, que agora contam com um espaço adequado para a prática de esportes e lazer. Somos muito gratos por terem olhado com tanto carinho para o nosso bairro”.

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COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

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 Pastores e políticos no Brasil

Uma relação duvidosa em que a fé vira militância por dinheiro e cargos

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A RELAÇÃO ENTRE PASTORES E POLÍTICOS no Brasil é um fenômeno complexo e crescente, marcado pela influência de líderes evangélicos no voto de seus fiéis e pelo aumento de candidatos religiosos, com destaque para a bancada evangélica. Essa interseção varia entre a busca por representação de pautas morais e o alinhamento partidário, gerando debates sobre o uso da fé como ferramenta política.

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No que concerne a influência e polarização, pastores atuam como influenciadores políticos, frequentemente usando cultos para recomendar candidatos, o que tem gerado, por vezes, um forte alinhamento com a direita e críticas ao "patrulhamento" partidário. Em troca, cargos e dinheiro. Aliás, os apoios políticos nunca são pela causa pública, e sim por interesses particulares.

A Bancada Evangélica tem um papel pouco esclarecido que não se sabe como funciona ao certo. A presença de pastores e membros de igrejas (Assembleia de Deus, Universal, etc.) no Legislativo (vereadores, deputados) consolidou um grupo de pressão relevante, focado em pautas conservadoras.

Há visões divergentes nesse cenário. Enquanto alguns líderes defendem o envolvimento para defender valores cristãos na esfera pública (função profética), outros argumentam que a política partidária contamina a missão espiritual, criando "currais eleitorais".

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O voto evangélico é algo diferenciado, mas nem tanto consciente e pouco unânime. Entrementes, estudos mostram que a influência é maior em igrejas com lideranças carismáticas, onde os fiéis tendem a seguir orientações de voto, especialmente em contextos locais.

Não se podem negar os conflitos. A mistura de fé e política gerou tensões, com relatos de perseguição a fiéis que não apoiam os candidatos dos líderes e críticas à tentativa de monopolizar o eleitorado evangélico. 

Em suma, o cenário atual mostra uma disputa sobre se a igreja deve ser um espaço estritamente espiritual ou um agente de ação política. O certo é que a maioria dos crentes é alienada. Vota cegamente ou por dinheiro.

Considerando esses pontos, pergunta-se se o eleitor crente é capaz de explorar mais sobre a legislação brasileira em relação a igrejas na política ou a influência dos evangélicos nas eleições. Face a isso, poucos evangélicos são esclarecidos, mesmo em se tratando de pastores. A barganha por dinheiro e cargos está sempre na mesa da relação entre pastores e políticos. Enquanto isso, a relação com Deus esfria e a igreja sofre duras consequências espirituais.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CORRUPÇÃO | por Battista Soarez

 CORRUPÇÃO

Oito vereadores de Turilândia são presos ao descumprirem medidas cautelares

Os políticos estavam cumprindo prisão domiciliar, investigados pela participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões.

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OITO VEREADORES do município de Turilânida (a 157 km de São Luís), no Maranhão, foram presos após descumprirem medidas cautelares, nessa quarta-feira (11/2). Eles estavam cumprindo prisão domiciliar, investigados pela participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões de dinheiro público, e agora irão para o presídio enquanto aguardam a conclusão do julgamento.

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Em dezembro do ano passado, todos os 11 vereadores do município foram presos, além da vice-prefeita Tânia Mendes e o prefeito Paulo Curió (União Brasil), suspeito de liderar o esquema.

A Justiça maranhense acatou o pedido do Ministério Público do estado, e decretou a prisão dos políticos por descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal.

Quem são os vereadores presos

Turilândia, nas eleições municipais de 2024, elegeu vereadores de três partidos: União Brasil, Partido Renovação Democrática e Solidariedade.

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Os oito que descumpriram medidas cautelares e irão para prisão aguardar o julgamento do processo são:

Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil);

Mizael Brito Soares (União sil);

José Ribamar Sampaio (União Brasil);

Nadianne Judith Vieira Reis (PRD);

Sávio Araújo e Araújo (PRD);

Josias Fróes (Solidariedade);

Carla Regina Pereira Chagas (PRD); e

Inailce Nogueira Lopes (União Brasil).

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), os vereadores Daniel Barbosa Silva (União Brasil) e José Luís Araújo Diniz (União Brasil) não violaram as restrições; por isso, não foram alvo de novo pedido de prisão.

José Luís, conhecido como Pelego (União Brasil), exerce interinamente o cargo de prefeito, mesmo em prisão domiciliar.

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Em dezembro do ano passado, a Justiça havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares — monitoramento eletrônico e proibição de contato entre os investigados —, mas o Ministério Público do Maranhão identificou violações às medidas e pediu nova prisão preventiva.

O esquema de corrupção

Segundo as investigações, o esquema de corrupção em Turilândia ocorrida pela “venda” de notas fiscais por empresas de fachada que venciam licitações simuladas, pelo menos desde 2021. O prefeito e pessoas próximas a ele teriam recebido entre 82% a 90% dos valores pagos pela prefeitura

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

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Os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em esquema de corrupção, assim como o prefeito e a vice-prefeita.

Pessoas próximas ao prefeito Paulo Curió também são investigadas no caso, incluindo a esposa, o pai, irmãos, tios e cunhados.

MPMA ouve 11 vereadores acusados de esquema que desviou R$ 56 milhões

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

Na Justiça, o MPMA requer a condenação dos denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais. Além do ressarcimento integral do valor desviado, R$ 56.328.937,59.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

SAÚDE | por Battista Soarez

SAÚDE

MP cobrará da Prefeitura de São Luís liberação de recursos para o Hospital Aldenora Bello
Câmara Municipal diz que recorreu ao Ministério Público porque não conseguiu dialogar com a Prefeitura

Promotores instauram procedimentos contra Prefeitura de São Luís

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O PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA, Danilo Castro, determinou às Promotorias de Saúde e de Probidade Administrativa a instauração de procedimento administrativo para apurar o não pagamento de emendas dos vereadores de São Luís destinadas à área da saúde. Na manhã desta quinta-feira (05), ele recebeu um grupo de vereadores que cobram da Prefeitura de São Luís o repasse de R$ 12 milhões que eles destinaram para o Hospital do Câncer Aldenora Bello implantar uma ala pediátrica com 90 leitos.

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“Viemos pedir o acompanhamento do Ministério Público para garantir que as emendas destinadas a serviços de saúde, tão urgentes e necessários, sejam liberadas e a população não seja prejudicada pelo atraso do repasse dos recursos pela Prefeitura de São Luís. É urgente a liberação de R$ 12 milhões que vão possibilitar ao Aldenora Bello ampliar a assistência a crianças com câncer. É uma obra que não pode esperar”, declarou o vereador Raimundo Penha ao justificar ao procurador-geral de Justiça o motivo da Representação feita ao Ministério Público.

A vereadora Flávia Berthier acrescentou que a Câmara recorreu ao Ministério Público porque não conseguiu dialogar com a Prefeitura de São Luís e fazer com que os recursos fossem repassados ao Aldenora Bello. “A direção do hospital buscou nossa ajuda para poder atender mais e com mais qualidade crianças que estão com câncer. É uma causa nobre e emergencial. É um tratamento que não pode esperar”, enfatizou ela.

Acompanhado dos promotores de Justiça Ednarg Marques, secretário para Assuntos Institucionais, e Reginaldo Carvalho, secretário de Investigação, o procurador-geral ouviu os vereadores e informou ao grupo que encaminhou a Representação às Promotorias de Saúde e de Probidade Administrativa para que adotem as medidas cabíveis, como proceder a análise técnica necessária e requerer explicações da Prefeitura de São Luís para o não pagamento das emendas parlamentares.

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“O Ministério Público está sempre de portas abertas para a população de São Luís e, consequentemente, a quem a representa. O pagamento das emendas impositivas é um direito constitucional do parlamento, e se as instituições a que se destinam estão devidamente habilitadas elas têm que receber os recursos. Reconhecemos a urgência que essa questão requer e determinamos prioridade absoluta no encaminhamento dessa Representação e das medidas cabíveis, para que cheguemos a uma solução o mais breve possível”, afirmou o procurador Danilo Castro.

Para garantir a implantação da ala pediátrica do Hospital Aldenora Bello são necessários R$ 20 milhões. Desses, R$ 12 milhões foram indicados pelos vereadores em emendas ao orçamento de 2025, isto é, estão assegurados há meses, mas ainda não foram liberados pela Prefeitura de São Luís, prejudicando crianças com câncer. Eles se comprometeram a destinar mais R$ 8 milhões neste ano. 

Com a implantação da ala pediátrica, a capacidade do Hospital será ampliada em mais 100 leitos. O total de leitos para tratamento de crianças com câncer aumentará dos atuais 23 para 90 leitos, e haverá capacidade para instalar 32 novos leitos adultos. Se os recursos forem logo repassados ao hospital, a previsão é que o projeto seja concluído até o final de 2026.

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Estiveram presentes à reunião com o procurador os vereadores Raimundo Penha, Flávia Berthier, Octávio Soeiro, Nato Júnior, Concita Pinto, Marquinhos, Professora Magnólia, Clara Gomes, Marlon Botão, Marcos Castro, Anderson Borges, Beto Castro, Daniel Oliveira, Edson Gaguinho, Raimundo Júnior e Rommeo Amin. Também assinam o documento os vereadores Andrey Monteiro, Antônio Garcez, Astro de Ogum, André Campos, Fábio Filho, Marcelo Poeta, Thay Evangelista, Thyago Freitas e Wendell Martins.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

PARLAMENTO | por Battista Soarez

PARLAMENTO

ALEMA retorna aos trabalhos e deputada Mical Damasceno faz discurso veemente sobre planos para 2026
Em ano de eleições gerais, a parlamentar intensificará suas ações em favor de um Maranhão mais desenvolvido.

Dep. Mical Damasceno se mostra cada vez atuante | Foto: Divulgação.

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A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO deu início, nesta segunda-feira (02), aos trabalhos da 4ª Sessão Legislativa da 20ª Legislatura, durante sessão solene realizada no Plenário da Casa. A cerimônia marcou oficialmente a abertura do ano legislativo de 2026.

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Em seu discurso, a presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale (PSB), ressaltou a importância da resiliência, do diálogo e da estabilidade democrática, reafirmando o Parlamento como um dos principais pilares de sustentação do Estado do Maranhão.

A solenidade teve início com uma cerimônia militar, realizada em frente ao Palácio Manuel Beckman, que contou com o hasteamento das bandeiras e revista às tropas, conduzidas pela presidente Iracema Vale e pelo governador Carlos Brandão.

Durante o evento, a deputada Mical Damasceno (PSD) destacou a retomada dos trabalhos legislativos e pontuou uma mensagem de fé e esperança para o novo ano parlamentar. Mical ganha, cada vez mais, musculatura política no cenário maranhense.

“Estamos muito felizes. Quero aqui pedir a Deus que o ano de 2026 seja abençoado e que Ele abençoe cada um dos deputados e deputadas desta Casa”, afirmou.

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Na sequência, foram executados o Hino à Bandeira, o Hino de São Luís e o Hino do Maranhão, interpretados pela Banda da Academia Militar Gonçalves Dias, da Polícia Militar do Maranhão. Após o momento cívico, a presidente da Alema e o governador foram recepcionados sob escolta da Cavalaria Militar.

A sessão solene contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA), desembargador Froz Sobrinho; a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Administrativos do Ministério Público do Maranhão (MPMA), Maria Regina da Costa Leite; o vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), desembargador Gérson de Oliveira Costa Filho; o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Daniel Brandão; o secretário-geral da OAB Maranhão, Daniel Blume, representando o presidente Kaio Saraiva; além do presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e prefeito de Bacabal, Roberto Costa.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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A política de 2026 e os destinos do Brasil e do Maranhão
Como a sociedade é "tangida" e usada nas manobras eleitorais e de governabilidade.

As eleições de 2026 exigem articulação estratégica e integralidade na conjuntura política | Foto: Divulgação.

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HOJE LI UM ARTIGO ESCRITO por um blogueiro, cujo conteúdo defende a senadora Eliziane Gama, com uma falta de lógica sem explicação. Pelo que li, o nobre autor do artigo não entende muito de política nem de Bíblia, já que ele diz, no seu texto, que a senadora deve ser respeitada simplesmente pelo fato de ela ser autoridade, já que, segundo ele, a Bíblia menciona que toda autoridade é constituída por Deus (Romanos 13.1-7). Ele deixou de considerar, no entanto, que a frase bíblica indica que o princípio da autoridade governamental é instituído por Deus para manter a ordem e promover o bem, a justiça e a paz social. E não para gerar conformismo situacional e aceitação de indivíduos perversos e injustos governando sobre o povo.

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Talvez, em relação ao blogueiro defensor de Eliziane Gama, haja alguma barganha midiática — o que, por certo, é normal, uma vez que os comunicadores estudam e trabalham para ganhar dinheiro — que o levou a criar um discurso midiático controverso em favor da senadora, obscurecendo os fatos reais que justificam sua queda na preferência dos eleitores, inclusive perante a igreja. Enquanto isso, a deputada Mical Damasceno (PSD) desponta para uma vaga no Senado Federal, com nítida possibilidade de ser eleita. Aliás, todas as evidências indicam que ela será vitoriosa.

Preciso explicar que  embora o texto bíblico citado pelo referido blogueiro sugira obediência e respeito às leis e às autoridades (e não existe autoridade sem lei)  a interpretação não se pode aplicar em relação a governos injustos com suas ações maléficas e opressoras. Aqui, a ideia principal vem das cartas de Paulo e Pedro, que instruem a sujeição às autoridades, pois quem se rebela contra a autoridade, rebela-se contra a ordem estabelecida por Deus. As autoridades, propositalmente, são vistas como "ministros de Deus" para promover o bem, a justiça social, punir o mal e manter a ordem social. O problema é que a senadora Eliziane Gama se rebelou contra os princípios pregados pela igreja a que ela pertence. O caminho que ela optou seguir vai na contramão de tudo aquilo que a igreja defende.

Portanto, nem todos os governos ou governantes são divinamente escolhidos individualmente, mas a existência da estrutura de poder é permitida. Muitos até são chamos, mas se desviam pelo meio do caminho e passam a fazer tudo ao contrário. A obediência não é cega se a autoridade ordenar desobediência a Deus. Líderes piedosos devem exercer o poder com responsabilidade, não de forma arbitrária. Em resumo, a autoridade é constituída para garantir o bom funcionamento da sociedade, exigindo respeito à posição ocupada, independentemente de concordância com o governante. A autoridade, portanto, é o instituto legal (inclusive as leis) da administração pública e não a pessoa do indivíduo que está na cadeira do poder, sendo, muitas vezes, um mal administrador ou um péssimo operador da justiça. A Bíblia, como a palavra de Deus, não apoia a coexistência do mal, ou seja, aquilo que profana o Criador e sua ética na governança do mundo.

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Diante disso, quero ventilar que o ano de 2026 será, definitivamente, decisivo para os rumos políticos e institucionais do Brasil. E o mesmo princípio é válido para o Maranhão. Mas é preciso que as articulações sejam bem costuradas. Com a realização de eleições gerais, o país escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Assim, o calendário impõe uma dinâmica própria ao Legislativo e ao Executivo, marcada por uma polarização crescente, rearranjos políticos e agendas legislativas intermitentes, alternando períodos de baixa produtividade com semanas de esforço concentrado. No geral, a esquerda deverá combinar estratégias políticas, financeiras e judiciárias no âmbito dos tribunais eleitorais para garantir vantagens pretendidas. As pesquisas, na sua maioria compradas, já estão adiantando os resultados das eleições, para carimbar na cabeça dos eleitores a ideia das vantagens de quem o sistema quer eleger.

No centro da disputa estará a eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece hoje (com 39,8%) como favorito à reeleição, ancorado na força de sua presença nacional e na retomada recente de sua popularidade, segundo diversos institutos de pesquisa. A oposição, por sua vez, segue fragmentada. A figura do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda mobiliza um eleitorado expressivo, mas sua inelegibilidade dificulta a organização de uma candidatura unificadora no campo conservador e sua indicação para que Flávio Bolsonaro (PL), com 33,1%, seja candidato ainda não é unanimidade na direita. Depois de Lula e Flávio, vêm outros nomes de baixa expressividade. Sem muita importância. A tendência, no cenário geral, é de que a eleição de 2026 mantenha o traçado central da política brasileira nos últimos anos, isto é, a polarização como estrutura dominante, mesmo que sob novas roupagens, em uma disputa aberta para ambos os lados.

Por conseguinte, outro ponto de atenção será a disputa por vagas no Senado Federal. Dois terços da Casa estarão em jogo, e o pleito ganhará destaque em razão do movimento do governo de lançar diversos ministros como candidatos. Ao menos 20 nomes da Esplanada são cotados para disputar cargos eletivos, com foco especial nas vagas ao Senado. A estratégia busca ampliar a base de apoio no Congresso Nacional a partir de 2027, em um movimento que também mobiliza a oposição, que mira o Senado como espaço institucional prioritário para conter ou redirecionar agendas do Executivo e do Judiciário.

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A Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas estaduais também passarão por renovação. No Congresso Nacional, espera-se que 2026 seja um ano de funcionamento escalonado. A agenda legislativa deverá ser organizada em torno de semanas de esforço concentrado, voltadas à votação de matérias previamente articuladas pelas lideranças partidárias. Nesse cenário, as pautas com maior consenso político tendem a avançar, enquanto temas mais sensíveis deverão ser postergados ou negociados em ritmo mais lento. No Maranhão, alguns nomes não retornarão ao poder, como, por exemplo, a senadora Eliziane. Já o deputado Pastor Gil (PL) tem retorno garantido devido as prefeituras que o apoiam, graças à sua parceria articulada com Josimar Maranhãozinho (PL). Os dois são investigados por esquemas com emendas parlamentares, mas parece que isso não vai dar em nada, devido a acordos engendrados nos bastidores da política com o judiciário.

Entre os temas com maior probabilidade de destaque estão a PEC da segurança pública, o projeto de lei que trata do combate a facções criminosas, a regulação da inteligência artificial (com certa cautela) e a proposta de um regime tributário diferenciado para data centers, tema que mobiliza setores de infraestrutura digital e economia de inovação. No Senado, poderá entrar em pauta a sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, cujo processo ainda depende de articulação política para avançar, após resistência inicial à sua indicação por parte de lideranças da Casa.

O ambiente político de 2026 será, portanto, marcado por uma combinação de disputa intensa e negociações estratégicas. De um lado, o Executivo buscará preservar capital político e ampliar sua base legislativa. De outro, o Congresso operará com foco no calendário eleitoral, o que impõe desafios à aprovação de projetos estruturantes. Para o setor produtivo, 2026 será um ano de atenção redobrada. Embora os ciclos eleitorais imponham incertezas, também abrem espaço para reposicionamentos e oportunidades de médio prazo.

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Reunida nesta quinta-feira, 29, a Comissão Executiva Nacional do PT aprovou uma resolução em que define o ano de 2026 como decisivo para o futuro do país. “É o ano para reafirmar que o Brasil escolhe a democracia, a justiça social, a soberania nacional e o futuro. E essa escolha passa, necessariamente, pela reeleição do presidente Lula, pela eleição de muitos(as) governadores(as) e de uma maioria parlamentar na Câmara e no Senado comprometida com esse projeto e pela derrota definitiva do bolsonarismo como projeto de poder”, diz trecho do documento.

Os dirigentes partidários afirmam que a eleição presidencial deste ano será histórica e que a recondução de Lula é estratégia para derrotar o bolsonarismo, “vertente brasileira do fascismo”, que defende projetos antinacionais e antipovo. Em contrapartida, a reeleição de Lula é o caminho “para aprofundar as transformações iniciadas no Brasil, voltadas à superação das desigualdades e a um novo projeto de desenvolvimento nacional, soberano, sustentável e inclusivo”. “Nossa tarefa não é apenas eleitoral, mas política, social e organizativa”, concluiu a Comissão Executiva Nacional.

Além de alertar para a conexão da extrema direita brasileira a uma “rede internacional que combina desinformação em larga escala, manipulação algorítmica, mobilização pelo medo, ataques às instituições democráticas e financiamento transnacional”, o partido também aponta para a necessidade de manter o país “no rumo do crescimento com distribuição de renda, justiça social e responsabilidade fiscal” alcançados com Lula. A Executiva Nacional destaca, ainda, que sob Lula o Brasil retomou “protagonismo internacional”.

Se no cenário nacional corremos o risco de continuar com Lula ou eleger Flávio Bolsonaro, no Maranhão a disputa parece ir para o segundo turno com Eduardo Braide e Lahésio Bonfim. Lahésio parece ter mais possibilidade, já que Braide está assinando acordo sujo com a esquerda que parece empurrá-lo para baixo. A esquerda, não fosse o eleitorado pobre que sobrevive a contento de migalhas sociais e se conforma com isso, estaria sem chances. É esperar para ver.

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