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terça-feira, 17 de junho de 2025

POLÍTICA | por Battista Soarez

 POLÍTICA 

Brandão anuncia reajuste salarial para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros

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Por:
Selma Figueiredo
Foto:
Divulgação 

Gov. Carlos Brandão anunciou ajuste salarial aos militares|Foto: Divulgação.
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O GOVERNADOR DO MARANHÃO, Carlos Brandão (PSB), anunciou, nesta terça-feira (17), um reajuste salarial para todos os níveis da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMA). A medida faz parte das comemorações pelos 189 anos da Polícia Militar do Estado.

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O anúncio do reajuste foi feito por meio das redes sociais. “Em celebração aos 189 anos da briosa Polícia Militar do Maranhão, anunciamos um aumento salarial para todos os níveis da PMMA e CBMMA, incluindo aposentados e pensionistas. Valorização de quem salva, protege e honra nosso estado. Parabéns aos nossos militares”, escreveu Brandão.

Segundo o governador, o aumento será implementado em duas etapas: a primeira em julho e a segunda em dezembro de 2025. A proposta com todos os detalhes será encaminhada à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) até o final deste mês.

Além do reajuste, o governador informou que o Estado também está autorizando promoções requeridas dentro das corporações, reforçando o compromisso com a valorização dos profissionais da segurança pública.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Maurício Martins, afirmou que ao conceder o incremento na remuneração, o governador Carlos Brandão reafirma o compromisso do governo com a segurança pública.

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“Este reajuste reforça as políticas do Governo do Maranhão para a valorização das forças policiais, que exercem uma atividade estratégica e essencial para a proteção e o bem-estar da população. A medida também garante mais motivação e melhores condições de vida aos agentes e suas famílias e, certamente, fará com que esses profissionais, já comprometidos, atuem nas ruas com ainda mais disposição e dedicação em favor da sociedade maranhense”, assinalou Maurício Martins.

Ao longo de sua gestão, o governador Carlos Brandão tem executado diversas ações para valorizar as forças de segurança, e já contabiliza a promoção de 3.500 policiais e bombeiros militares de 2022 até o momento.

As promoções foram concedidas por mérito e antiguidade, e integram os investimentos voltados para o aperfeiçoamento das atividades policiais e a garantia de maior segurança à população maranhense.

Além de promoções a oficiais e praças, o governador Carlos Brandão tem investido em uma série de melhorias para a segurança pública. Já foram entregues, por exemplo, aproximadamente 740 viaturas (carros e motocicletas), sendo cerca de 500 delas desde abril de 2023 até agora.

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domingo, 15 de junho de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

 COLUNA LEITURA LIVRE 

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

A igreja de Jesus e a Agenda 2030 da ONU

É triste o fato de a igreja ficar distante dos temas globais e ser engolida por eles, principalmente no que se refere à igreja evangélica e sua membresia como um todo.

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação
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A AGENDA 2030 DA ONU E A IGREJA de Jesus Cristo é um tema que merece um debate cauteloso e analítico. A Igreja, através de seus líderes, tem demonstrado relevância e, por vezes, até apoio à Agenda 2030, reconhecendo sua importância para o enfrentamento de desafios globais como a pobreza, a fome, as mudanças climáticas e a desigualdade social. Todavia, tem algo mais pertinente a uma consideração relevante que merece cautelosa análise do ponto de vista apocalíptico e geopolítico.

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Alguns grupos defendem a inclusão de um 18º ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) específico para a promoção da liberdade religiosa e combate à perseguição religiosa, argumentando que a liberdade de crença é um direito humano fundamental e essencial para o desenvolvimento social e a construção de sociedades pacíficas.

O Papa Francisco, por exemplo, em seus discursos na ONU, destacou a importância da "ecologia integral", que engloba o meio ambiente, o crescimento econômico, a justiça social e o bem-estar das pessoas, elementos que se alinham com os objetivos da Agenda 2030.

No entanto, a Igreja também tem levantado questões sobre a Agenda 2030, especialmente em relação à liberdade religiosa e à necessidade de incluir a dimensão religiosa no debate sobre o desenvolvimento sustentável. Mas é triste o fato de a igreja ficar distante desses temas e ser engolida por eles, principalmente no que se refere à igreja evangélica e sua membresia como um todo. Os evangélicos são absurdamente leigos (e, por vezes, até mesmo ignorantes) quanto aos assuntos relacionados aos interesses da sociedade global e o fim dos tempos.

A coisa fica mais ardente quando se trata da liberdade religiosa e a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. A liberdade religiosa é um direito humano fundamental que abrange a liberdade de crer, professar a fé, praticar o culto e manifestar as convicções religiosas, tanto individualmente quanto em comunidade.

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Por outro lado, alguns críticos da Agenda 2030 argumentam, entretanto, que a ausência de menção explícita à liberdade religiosa em seus objetivos pode levar a interpretações que negligenciam a importância da fé e da prática religiosa para o desenvolvimento social e a construção de sociedades justas e pacíficas.

A liberdade religiosa é vista como um elemento crucial para a construção de sociedades democráticas, pluralistas e tolerantes, e sua proteção é considerada essencial para a promoção da paz e da justiça social. A igreja de Jesus Cristo enfrentará uma grande batalha e sofrerá, pagando caro por sua ignorância e menosprezo a esta temática de interesse geral.

A inclusão de um 18º ODS sobre liberdade religiosa, portanto, é vista por alguns líderes cristãos como uma forma de garantir que a Agenda 2030 leve em consideração a dimensão religiosa do desenvolvimento sustentável e a importância de proteger a liberdade de crença em todas as suas dimensões.

Por fim, a relação entre a Agenda 2030 e a Igreja de Jesus é complexa e multifacetada. A Igreja apoia os objetivos de desenvolvimento sustentável, mas também levanta questões sobre a importância da liberdade religiosa como um direito humano fundamental e um elemento essencial para a construção de sociedades justas e pacíficas.

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Outro elemento crítico no singular progresso da humanidade é sumarizado em um fato surpreendente na sua inteireza em relação à sua expressão mundial e devoção no tramitar de uma espiritualidade praticamente irrelevante. Nós, como igreja comunidade de poder, não conseguimos, sequer, conquistar todas as nações para Cristo. Nossa luta ficou pela metade do caminho porque faltou estratégia de alcance.

A visão imprudente de uma sucessão de ditadores em países do Oriente Médio e da China, por exemplo, em relação ao cristianismo, foi o principal elemento de retaliação da igreja. Isso bloqueou muito da sua tarefa missionária. O resultado final dessa batalha é um desgaste cada vez mais evolutivo da força missionária da igreja de Jesus. A igreja simplesmente não fez o que Jesus ordenou no que se refere ao seu preparo social, político (no contexto da polis grega) e cultural. Ela se bitolou e se enrijeceu na tradição religiosa de uma maneira que sua comunicação com o mundo ficou limitada e, portanto, prejudicada. Particularizou sua comunicação quando criou doutrinas individuais e/ou denominacionais. Por conta disso, a igreja não consegue dialogar com o mundo, conforme a cosmologia social ensinada por Jesus, o Cristo (Marcos 16.15). Cristo propôs que a igreja tivesse uma dinâmica de relações sociais mais ousada com o mundo, favorável à sua atraência para o plano da salvação.

A expressão “a toda criatura” (ethnogènesis), usada por Jesus, inclui todas as culturas, personalidades e gêneros. As culturas que existem perto, ao redor, longe, as que existem no presente e as que ainda virão a existir. E, ainda, todo tipo de pecador. Evangelizar é conquistar e não combater. A igreja faz o inverso. Ela quer evangelizar combatendo, acusando, provocando e molestando o pecador, e não conquistando-o para Cristo. Portanto, ela mesma dificultou a sua atividade missionária e evangelizacional.

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Há uma manipulação de linguagem na Agenda 2030

Ao longo de todo este processo, a substância, os conteúdos, os próprios conceitos foram mudando. Já não se fala de saúde infantil e saúde materna. Agora fala-se de saúde e bem estar geral. No objetivo 4 fala-se em educação de qualidade. É apelativo. Mas o que se entende por educação de qualidade? No objectivo 5 já não se fala de igualdade entre homem e mulher. Fala-se agora em igualdade de gênero (gênero é um conceito essencialmente ideológico, com uma agenda oculta). Em 1994, na Conferência de População e Desenvolvimento, no Cairo, começou-se a falar de direitos sexuais e de saúde sexual e reprodutiva.

Alguns países opuseram-se, pois eram expressões “novas” que não estavam contempladas no Direito Internacional. Havia, por outro lado, acordos, contratos, cláusulas, tratados já assinados e confrontavam-se, agora, com os países, com uma nova linguagem, ambígua, desconhecida, enviesada. Não queriam, legitimamente,  vincular-se a obrigações perante algo que não estava bem explícito, claro e transparente. Os países estavam, então, muito preocupados com esta nova linguagem, a qual tinha sido “lançada” no início da década de 1990.

É muito comum, neste tipo de organizações como a ONU, a introdução de uma linguagem nova, “mascarada” (termos, expressões, vocábulos) que a pouco e pouco, de maneira mais ou menos forçada, mais ou menos “negociada”, vai acabar por impor uma agenda com certos interesses particulares, mais ou menos explícitos, mais ou menos perceptíveis, mais ou menos lógicos e racionais. E por que é que tudo isto não é uma mera e simples questão de linguagem? Porque, a partir daqui, na Conferência sobre População e Desenvolvimento em 1994, no Cairo, começaram-se a criar uns supostos novos direitos humanos. Aqui começa todo este processo.

Um ano depois, em 1995, na Conferência sobre a Mulher, em Beijing, lança-se a palavra “gênero”. Mais uma vez, ninguém sabia do que se tratava, não havia qualquer definição do conceito, mas, ainda assim, pelas razões referidas anteriormente, foi ficando. Os anos vão passando, a palavra vai sendo forçada, usada, manipulada, até que passa a ser normalizada, passa ser a linguagem acordada, convencionada, assente. Na prática, passa a fazer parte dos documentos internacionais.

Tal coisa não está correcta. É algo totalmente ilegal, pois está-se a violar a soberania e a vontade dos países quando se uniram a esses tratados.

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Todas estas novas ideias, novos conceitos, com origem nas conferências de 1994 e 1995 (Cairo e Beijing), eram muito recentes, não podendo ser propostas e implementadas de imediato e por isso mesmo não foram contempladas na agenda dos 8 objectivos do milênio definidos. Apenas 5 anos depois (em 2000). Era cedo demais. Era preciso ir devagar, a pouco a pouco. Era cedo para se falar de igualdade de gênero. Era cedo para se falar de educação sexual e saúde reprodutiva.

Ou seja, estes 8 objectivos do milênio, definidos inicialmente, foram uma espécie de “ponta de lança”. Eles vieram a constituir a base a partir da qual foi possível, então, evoluir para outro “patamar”. Já não se fala, agora, em igualdade entre homem e mulher. Fala-se em Igualdade de gênero. Já não se fala, agora, de educação em geral. Fala-se de uma educação em que a ideologia de gênero é um tema constante. É desta forma que toda esta agenda vem se desenvolvendo e implementando nos países. Claro que não nos opomos às grandes propostas e objectivos gerais da Agenda 2030, os quais são desejáveis para qualquer ser humano razoável. Mas, por detrás de toda esta linguagem, frequentemente manipulada e forjada, está toda uma agenda política e ideológica (e por isso mesmo tão criticável, como qualquer outra) à qual ninguém pode ser obrigado a submeter-se.

O que é liberdade religiosa na Agenda 2030?

Como nos alerta, numa recente conferência sobre o tema, o especialista em Direito Religioso, Thiago Vieira: “Como se explica a ausência do tema, liberdade religiosa, da Agenda 2030 da ONU? Num mundo onde 70% das pessoas sofrem de perseguição religiosa severa (não simbólica), China, Índia, Rússia, África, Médio Oriente, têm fortes restrições à liberdade religiosa. E, na Agenda da ONU, não existe qualquer preocupação em relação à liberdade religiosa”.

A liberdade de crença é diferente de liberdade religiosa. A liberdade de crença é algo do foro íntimo: eu creio. A pessoa acredita, catequiza-se, batiza-se e está a exercer o seu direito de crença. Outra coisa diferente é a liberdade religiosa. É o direito de colocar em prática, publicamente, aquilo em que se acredita. Dar uma palestra, uma conferência sobre o cristianismo, sobre Jesus Cristo, numa universidade, por exemplo.

O que é que tudo isto tem a ver com a agenda da ONU? “Em nenhum momento do documento”, continua Thiago Vieira, "se ouve a palavra religião". Nas 169 metas se vê a palavra “religião” apenas duas vezes, mas sempre como não podendo constituir um obstáculo à consecução da meta.

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A religião sempre foi considerada um dos núcleos centrais dos Direitos Humanos, como um dado e um pressuposto antropológico fundamental. Por isso mesmo, sempre foi considerada como sendo algo positivo, intrinsecamente bom para a promoção da paz e bem estar dos povos. Lamentavelmente, os documentos da Agenda 2030 de 2015 expressam uma visão redutora, parcial da religião, como sendo algo não conducente à  concórdia e à paz, mas como algo gerador de divisão e conflito. É assim considerada como uma ameaça ao sucesso da Agenda 2030.

Esta visão caricatural da religião está, contudo, em contradição com os próprios objetivos da Agenda 2030, pois, tendo esta como fim último o pleno desenvolvimento do potencial humano, jamais poderá este ser alcançado se houver uma amputação de uma das dimensões mais estruturantes do ser humano, isto é, a sua dimensão religiosa, a sua abertura à transcendência.

Constata-se, cada vez mais, nas políticas públicas e sociais, uma diminuição do tema da liberdade religiosa. A liberdade religiosa tenderá (e os sinais apontam nesse sentido) a estar limitada à liberdade de culto, a qual será progressivamente confinada ao espaço privado. Os líderes evangélicos, lamentavelmente, nada sabem sobre estas coisas.

Lamentavelmente, os países mais ricos, mais influentes, mais poderosos (e mais egoístas) vão instrumentalizando as estruturas, as reuniões, as assembleias que sustentam e alimentam estes organismos internacionais, acabando por ir impulsionando, promovendo e impondo as suas próprias agendas. São objectivos, metas e compromissos que, finalmente, mais os beneficia a si próprios e aos seus interesses particulares, do que propriamente às verdadeiras necessidades das pessoas e das sociedades como um todo.

As religiões, particularmente o catolicismo e a igreja evangélica, ainda vão sendo um contrapoder com peso global significativo, que é assim, preciso, fragilizar, neutralizar, tornar insignificante. A liberdade religiosa é uma temática à escala global, na ordem do dia. É urgente tratá-la como tal. Espero, com este artigo, estar mais uma vez contribuindo com a igreja cristã sobre o que está acontecendo no mundo e o que ainda vai acontecer no decorrer dos próximos cinco anos.

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sexta-feira, 13 de junho de 2025

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

Mical Damasceno pede retirada do nome de Felipe Camarão das pesquisas eleitorais

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Por:
Battista Soarez | Tarcísio Brandão 
Foto:
Divulgação

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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) fez um pronunciamento firme na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quinta-feira (12).

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Ela pediu publicamente que o nome do vice-governador Felipe Camarão seja retirado das pesquisas eleitorais realizadas no estado.

Segundo Mical, o apelo não é apenas como deputada, mas também como mulher, cidadã e representante de milhares de famílias maranhenses.

“Não é aceitável que o nome de alguém que desrespeitou publicamente uma mulher continue sendo tratado como opção viável ao Governo do Estado”, afirmou.

A parlamentar lembrou que Felipe Camarão foi exposto por declarações ofensivas e vulgares contra uma representante eleita pelo povo.

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Ela classificou o comportamento do vice-governador como indigno de qualquer cidadão, especialmente de alguém que ocupa um cargo público de alto nível.

“Se fosse um cidadão comum, talvez já estivesse enfrentando sérias consequências”, destacou.

Mical criticou o que chamou de tentativa de limpar a imagem de Camarão com o uso do poder e alertou para decisões judiciais que, segundo ela, priorizam conveniência política.

A deputada fez um apelo direto aos institutos de pesquisa, jornalistas, influenciadores digitais e comunicadores do Maranhão.

“Não se pode tratar como alternativa política alguém que desrespeita o povo e a liturgia do cargo”, declarou.

Ela finalizou pedindo que a sociedade reflita com responsabilidade.

“O Maranhão é maior do que isso. O povo maranhense merece respeito”, concluiu Mical.

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P U B L I C I D A D E




quarta-feira, 11 de junho de 2025

POLITICA | por Battista Soarez

POLÍTICA 

Deputada Mical Damasceno defende Programa “Igreja Legal” para regularizar igrejas no Maranhão
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Por:
Battista Soarez | Tarcísio Brandão
Foto:
Divulgação 

Dep. Mical Damasceno

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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (10), para tratar de uma pauta importante para o segmento evangélico: a regularização documental e fundiária das igrejas no Maranhão.

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A parlamentar destacou que muitas igrejas ainda não têm CNPJ, o que dificulta o acesso a contas bancárias, convênios e doações legalizadas.

Segundo Mical, a proposta será realizada por meio do Programa Igreja Legal, fruto de uma indicação de sua autoria ao Governo do Estado.

“O CNPJ não é apenas um número. Ele representa dignidade, segurança jurídica e respeito à liberdade religiosa”, afirmou.

Mical sugeriu que o Estado firme parcerias com cartórios, contadores e entidades civis para criar um programa gratuito de apoio e orientação, principalmente para igrejas em áreas rurais e com pouco acesso a serviços especializados.

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Outro ponto abordado foi a regularização fundiária dos templos. Muitas igrejas estão há décadas em terrenos sem escritura, o que traz riscos de perda do espaço e conflitos judiciais.

“Templos que há anos servem à fé e ao bem-estar da população precisam ter a segurança de que aquele solo lhes pertence”, disse Mical.

Ela reforçou seu compromisso com a liberdade religiosa e o fortalecimento das igrejas.

“Vamos lutar para garantir que toda igreja, seja numa grande cidade ou numa área rural distante, tenha o seu CNPJ e o seu título de propriedade em mãos”, completou.

A proposta deve abrir espaço para debates e ações conjuntas entre o Legislativo, o Governo do Estado e entidades civis.

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segunda-feira, 9 de junho de 2025

POLÍTICA

Brandão inaugura Viva/Procon, anuncia estrada e entrega equipamentos de segurança, saúde e desenvolvimento social em comemoração aos 61 anos de Cedral

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PARA AMPLIAR O ACESSO A SERVIÇOS de cidadania e a promoção da defesa dos consumidores, o governador Carlos Brandão inaugurou, nesta segunda-feira (9), a 95ª unidade do Viva/Procon do Maranhão, em Cedral, município localizado no litoral ocidental maranhense. O espaço contará com o Balcão do Cidadão, emissão de documentos como a Carteira de Trabalho Digital (CTPS), dentre outros serviços.

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A atividade é uma das diversas ações governamentais realizadas em celebração aos 61 anos de emancipação política da cidade, que foi elevada à categoria de município no dia 9 de junho de 1964. A agenda comemorativa também foi marcada pela autorização de obras de abastecimento, infraestrutura, desenvolvimento social, educação e tecnologia, além da entrega de uma ambulância, uma viatura da Polícia Militar e carrinhos entregues por meio dos programas sociais Mais Renda e Minha Renda.

Além disso, o governador aproveitou para assinar ordens de serviço autorizando o início de uma série de obras no município, como a implantação do Colégio Militar Tiradentes, do portal da cidade, do Restaurante Popular e da Estação Tech do município, bem como a implantação de Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água (SSAA) nos povoados Retiro e Pericaua e pavimentação no povoado Santaninha.

“Nós realizamos vários anúncios importantes para a cidade. Mas tem uma obra muito importante e muito desejada por muitos anos, que sai da sede da cidade até a Praia de Barreirão, no Povoado Pericaua. Com isso, a gente incentiva turismo, gerando emprego e renda, e melhorando a vida das pessoas. Parabéns, Cedral!”, pontuou Brandão.

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Fortalecimento do turismo

Um dos anúncios mais esperados foi a ordem de serviço para a implementação de 6,3 km de asfalto que liga a sede do município de Cedral à Praia do Barreirão, no povoado Pericaua. A obra será executada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) e tem como objetivo estimular o fortalecimento da atividade turística no litoral ocidental maranhense, como explicou o governador.

“Nós temos feito um grande trabalho para desenvolver o turismo na região da Baixada e no litoral ocidental do Maranhão. Outro dia inauguramos a estrada que vai do município de Guimarães até a estrada de Araoca. Foi um acerto muito grande, fortaleceu o turismo, gerou aquecimento da economia, muitos empregos e renda. Anunciamos aqui esse trecho novo, de Cedral até a praia de Pericaua. Uma praia belíssima que faltava o acesso”.

Ambulância, viatura policial e carrinhos do Mais Renda e Minha Renda

Os moradores de Cedral também foram contemplados com uma ambulância para o município. Com esta nova unidade, o estado atinge a marca de 135 ambulâncias distribuídas desde julho de 2022, reforçando a rede estadual de atenção à saúde e garantindo o transporte seguro de pacientes. A ambulância entregue é do modelo Suporte Básico Tipo B, com estrutura moderna, totalmente equipada e que pode ser adaptada para funcionar como Suporte Avançado (USA), ampliando sua capacidade de atendimento, inclusive para pacientes em estado crítico.

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A população cedralense também foi contemplada com a entrega de uma nova viatura da Polícia Militar, para reforçar os serviços de segurança ostensiva na cidade. Reforçando a agenda municipalista, marca da gestão Brandão, o governador destacou que as entregas e anúncios direcionados à Cedral são resultantes de diálogo direto com o prefeito do município, Danilo Moraes. “Isso aqui foi fruto de uma audiência que o prefeito teve com a gente. Nós já recebemos 100 prefeitos e essa audiência gerou esses frutos”, frisou Carlos Brandão.

O prefeito de Cedral, Danilo Moraes, comemorou as entregas e autorização de novas obras, destacando o perfil municipalista adotado pelo governador do estado. “Tudo que nós conversamos e alinhamos o governador atendeu prontamente. Ele tem um carinho imenso pela nossa terra e nós só temos a agradecer. Obrigado, governador, por ter atendido nossos pedidos e por ser esse homem íntegro que sempre atende a gente”, disse o prefeito.

A agenda de inaugurações e anúncio de novas obras em Cedral contou com a presença do deputado federal Duarte Júnior e do secretário de Estado de Assuntos Municipalistas (Seam), Orleans Brandão.

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domingo, 8 de junho de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

A nova corporação baseada em ideias
Mercados com rápido crescimento e o que realmente faz sentido no mundo de hoje para o do amanhã, icluindo a igreja.

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação.

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A EVOLUÇÃO DE NOVOS MERCADOS lucrativos em países em desenvolvimento com rápido crescimento está mudando a característica das corporações globais. Já estamos nos acostumando ver, na história econômica, mercados globais genuínos para a produção e o consumo de tudo, desde telefones celulares e produtos farmacêuticos até ferramentas para máquinas e serviços de informação. Esse novo aspecto da globalização amplia a atividade de negócios, produzindo um novo tipo de empresa global.

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A mudança mais óbvia é exatamente quão grandes as corporações se tornaram. A vasta expansão de mercados potenciais e a capacidade das empresas de atender a mercados mundiais enormes e complexos geram uma nova classe de megacorpoações. Há pouco mais de uma década, que foi quando a globalização ganhou proporções alarmantes na escala mundial, 60 países tinham renda nacional ou PIB de US$ 50 bilhões ou mais --- 121 empresas globais tinham receitas pelo menos tão grandes, incluindo 30 companhias com receitas excedendo US$ 100 bilhões. --- No topo, as receitas combinadas das 10 maiores corporações do mundo (dentre elas Walmart, Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e outras) chegaram a US$ 2,436 bilhões. Isso era mais do que a renda nacional de todas as nações, exceto quatro delas, isto é, Estados Unidos, Japão, Alemanha e China).

Somente nos Estados Unidos, a receita combinada das dez maiores corporações era maior do que o PIB de todos os países, exceto seis deles. Não importa essas receitas, pois, de certo, as corporações não têm o poder de países. Mas grande parte dessas receitas gigantescas é paga a trabalhadores e governos e a outros negócios por incontáveis bens e serviços. Portanto, quando as receitas são enormes e o país é razoavelmente pequeno, esse alinhamento, inevitavelmente, gera poder político e social.

Não surpreende o fato de a maioria das corporações advir das economias mais avançadas. Setenta e uma entre as 100 maiores corporações do mundo são dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido. Por vários motivos, as corporações britânicas e francesas, e, em menor grau, as norte-americanas, estão excessivamente representadas entre as 100 mais importantes, relativamente ao tamanho de sua economia.

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As companhias dos Estados Unidos, por exemplo, são mais fortes em produtos farmacêuticos, com cerca de metade de todas as maiores companhias de medicamentos do mundo, e softwares, com todas as quatro maiores do mundo. As fabricantes de computadores dos EUA também dividem o domínio desse mercado com empresas japonesas. As companhias europeias e japonesas representam a maior parcela dos principais fabricantes de automóveis no mundo e as empresas europeias dominam as gigantes de telecomunicações mundiais.

Em síntese, a globalização muda o que significa para uma companhia ser americana, francesa, suíça ou chinesa, mas não da maneira que muitas pessoas pensam. Duas décadas atrás o erudito político Robert Reich atraiu a atenção popular quando pronunciou que o rápido aumento nos investimentos e nas operações estrangeiras de companhias multinacionais separou a tomada de decisão do compromisso de fidelidade dos interesses de seus países e de seus trabalhadores. Tudo para enriquecer um pequeno número de acionistas globais.

Essa é uma formulação sedutora e fácil de alcançar, mas inadequada. Como se pode observar, mais de 70% das pessoas empregadas nas megacompanhias multinacionais dos EUA vivem e trabalham não em postos avançados na Europa ou em nações em desenvolvimento, mas nos Estados Unidos. E, por conseguinte, as parcelas de trabalhadores dessas empresas que ficam no próprio país, na Europa e no Japão são maiores.

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Reich também não entendeu corretamente a questão do acionista. Alguns lucros das operações externas certamente vão para os acionistas --- mas, novamente, para as multinacionais dos EUA. --- Cerca de 40% dos lucros distribuídos para todos os acionistas, americanos e de outras nações, vão para fundos de pensão e contas de aposentadoria mantidos por americanos comuns.

Com a expressão "a nova corporação baseada em ideias" eu quero me referir a várias ideias, dependendo do contexto. Me reporto a um conceito de empresa que prioriza a criatividade e a inovação, ou a um projeto de desenvolvimento que explora o poder das corporações. Isso inclui a instituição igreja. Vejo a igreja de Jesus como corpo espiritual, mas, também, como corpo social.

Uma empresa ou instituição (e aí a igreja está incluída) que se baseia em ideias, em vez de apenas em produtos ou serviços tangíveis, pode ser vista como uma nova forma de corporação. Ela pode se concentrar em soluções criativas, design inovador, ou em desenvolver novas tecnologias.

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Empresas que usam ideias como ponto de partida para a criação de produtos e serviços, e não apenas como uma função secundária, também podem ser consideradas uma nova forma de corporação. Mas também posso ver a corporação como uma "pessoa".

A corporação, como uma entidade legal, tem características de uma pessoa jurídica. O documentário "A Corporação" (The Corporation) explora essa ideia, questionando o tipo de "pessoa" que é a corporação e como isso afeta o seu comportamento.

Enfim, a expressão "a nova corporação baseada em ideias" pode referir-se a uma variedade de conceitos, desde empresas que valorizam a inovação e a criatividade até a crítica ao poder das corporações e sua capacidade de se adaptar às mudanças sociais. Se a igreja de Jesus fosse olhada como uma corporação mundial (e baseada em ideias), ela de fato seria uma comunidade global de poder: poder social, poder estruturante e poder espiritual.

A igreja, no entanto, e infelizmente, não tem poder de corpo social estruturante. E até mesmo de poder e autoridade espirituais a igreja está vazia. É preciso, então, rever todos os seus elementos estruturantes para que a igreja do Senhor, como corporação global, tenha o poderoso papel de conquista e transformação como projeto de Deus para o mundo.

Em uma breve conversa sobre o assunto com o meu amigo Lucas, aquele que eu mencionei no artigo anterior, surgiu a seguinte pergunta: onde a igreja se insere nesse contexto global? A resposta que ele deu foi: "a regularização de igreja, proposta pela deputada Mical Damasceno (PSD), seria algo para promover esse contexto global. À igreja evangélica falta unidade na condição de corpo social, o que sobra na igreja católica". A igreja católica, aliás, dá exemplo de unidade global, mas seria de extrema importância que a fé cristã, como um todo, tivesse essa compreensão.

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sábado, 7 de junho de 2025

POLÍTICA | por Battista Soarez

 POLÍTICA

Quando o balão é de Orleans, é escândalo. Quando é o outdoor de Camarão, é “cultura popular”

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Por:
Martin Varão
(Do Blog do Varão)
Foto:
Reprodução

Essa semana os dinistas entraram em modo “chororô de São João”. Tudo porque um aliado resolveu colocar um balão com o nome “Orleans Brandão” em um arraial privado. Isso mesmo: privado. Pronto, bastou isso para começar a gritaria, como se tivesse explodido um escândalo internacional na Ilha do Amor.

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Teve de tudo: denúncia fake, especulação, teoria da conspiração. Disseram que o balão era do governo, que o arraial era custeado com verba pública, que Orleans tinha mandado estampar o nome com verba secreta vinda diretamente de Marte. Teve até “especialista” analisando a curvatura do balão pra ver se aquilo configurava crime eleitoral. E olha que Orleans nem sabia da tal homenagem.

Mas eis que Felipe Camarão aparece com um mega outdoor bem na frente do Arraial do Ipem - esse sim, público. O povo ainda nem chegou pra dançar o xote e o vice-governador já tava com a cara dele estampada, com nome, ações de governo, hashtag, carimbo e, se brincar, até QR Code para o campanha.

Ou seja: o balão que ninguém pediu virou escândalo. O outdoor do vice-governador, na porta do arraial oficial do Estado, virou “apoio à cultura”. E, claro, os mesmos dinistas que choraram no primeiro caso, agora estão batendo palminha como se fosse fogueira de Santo Antônio.

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Vamos fazer um joguinho visual? Vamos colocar as duas fotos lado a lado: o balão de Orleans, em festa privada, sem rosto, sem slogan, sem dinheiro público. O outdoor de Camarão, em arraial do governo, com rosto, nome, selo e talvez até trilha sonora.

A pergunta que não quer calar: qual é propaganda antecipada? Qual beira abuso de poder político?

E a resposta, meus caros, vai depender de uma coisa só: de quem é o santo no altar. Se for da turma deles, é milagre. Se for dos outros, é heresia. É assim que funciona a régua da contradição na oposição.

No fim das contas, o São João passa, mas a hipocrisia dos dinistas parece que fica o ano inteiro. Ô arraial de incoerência danada!

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