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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CORRUPÇÃO | por Battista Soarez

 CORRUPÇÃO

Oito vereadores de Turilândia são presos ao descumprir medidas


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OITO VEREADORES do município de Turilânida, no Maranhão, foram presos após descumprirem medidas cautelares, nessa quarta-feira (11/2). Eles estavam cumprindo prisão domiciliar, investigados pela participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões de dinheiro público, e agora irão para o presídio enquanto aguardam a conclusão do julgamento.

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Em dezembro do ano passado, todos os 11 vereadores do município foram presos, além da vice-prefeita Tânia Mendes e o prefeito Paulo Curió (União Brasil), suspeito de liderar o esquema.

A Justiça maranhense acatou o pedido do Ministério Público do estado, e decretou a prisão dos políticos por descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal.

Quem são os vereadores presos

Turilândia, nas eleições municipais de 2024, elegeu vereadores de três partidos: União Brasil, Partido Renovação Democrática e Solidariedade.

Os oito que descumpriram medidas cautelares e irão para prisão aguardar o julgamento do processo são:

Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil);

Mizael Brito Soares (União sil);

José Ribamar Sampaio (União Brasil);

Nadianne Judith Vieira Reis (PRD);

Sávio Araújo e Araújo (PRD);

Josias Fróes (Solidariedade);

Carla Regina Pereira Chagas (PRD); e

Inailce Nogueira Lopes (União Brasil).

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), os vereadores Daniel Barbosa Silva (União Brasil) e José Luís Araújo Diniz (União Brasil) não violaram as restrições; por isso, não foram alvo de novo pedido de prisão.

José Luís, conhecido como Pelego (União Brasil), exerce interinamente o cargo de prefeito, mesmo em prisão domiciliar.

Em dezembro do ano passado, a Justiça havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares — monitoramento eletrônico e proibição de contato entre os investigados —, mas o Ministério Público do Maranhão identificou violações às medidas e pediu nova prisão preventiva.

O esquema de corrupção

Segundo as investigações, o esquema de corrupção em Turilândia ocorrida pela “venda” de notas fiscais por empresas de fachada que venciam licitações simuladas, pelo menos desde 2021. O prefeito e pessoas próximas a ele teriam recebido entre 82% a 90% dos valores pagos pela prefeitura

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

Os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em esquema de corrupção, assim como o prefeito e a vice-prefeita.

Em dezembro do ano passado, a Justiça havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares — monitoramento eletrônico e proibição de contato entre os investigados —, mas o Ministério Público do Maranhão identificou violações às medidas e pediu nova prisão preventiva.

Pessoas próximas ao prefeito Paulo Curió também são investigadas no caso, incluindo a esposa, o pai, irmãos, tios e cunhados.

MPMA ouve 11 vereadores acusados de esquema que desviou R$ 56 milhões

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

Na Justiça, o MPMA requer a condenação dos denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais. Além do ressarcimento integral do valor desviado, R$ 56.328.937,59

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