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terça-feira, 31 de março de 2026

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

CEADEMA define Mical Damasceno como principal nome evangélico para a Câmara Federal

Dep. Estadual Mical Damasceno | Foto: Divulgação.

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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) deve disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de outubro de 2026.

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A decisão foi tomada nesta terça-feira (31), durante reunião da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (CEADEMA).

A instituição definiu Mical como o principal nome do segmento evangélico para a disputa.

Atualmente, em seu segundo mandato, a deputada foi reeleita com 52.123 votos. Ela é considerada uma das principais lideranças evangélicas e da direita no Maranhão.

Missionária e parlamentar conservadora, Mical desenvolve um trabalho baseado na fé, na defesa da família e no cuidado com as pessoas.

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Na Assembleia Legislativa, a parlamentar atua com firmeza na defesa dos princípios cristãos e da liberdade religiosa. Também é autora de leis e projetos voltados à valorização da família.

Entre suas principais iniciativas estão os programas Semeando Saúde e Autoestima é Saúde, além do Festival Viva Esperança.

Com a indicação da CEADEMA, Mical Damasceno entra na disputa como uma das favoritas para conquistar uma vaga na Câmara Federal.

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ECONOMIA | por Battista Soarez

ECONOMIA
Economia do Maranhão mantém crescimento em 2026
A agropecuária e a indústria são os pilares principais, e a indústria de transformação vem crescendo acima de 20%.
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Por:
Battista Soarez
Foto:
Reprodução

Economia do Maranhão mantém crescimento em 2020.
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A ECONOMIA DO MARANHÃO, em 2026, mantém um ritmo forte de crescimento, superando as médias nacional e regional, impulsionada pela agropecuária, indústria de transformação e investimentos em infraestrutura. Com projeções de crescimento do PIB próximas a 3,5% ou mais, o estado foca na atração de empresas e no aumento da produção de grãos.

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Os destaques econômicos para 2026, na escala do crescimento setorial, vislumbram a agropecuária e a indústria como os pilares, com a indústria de transformação crescendo acima de 20%. Isso tem colocado o estado numa marcha progressiva que, se continuar assim, em breve o Maranhão sairá da posição de pobreza em que hoje se encontra.

No âmbito de investimentos, a expectativa é de alto volume no Nordeste, com destaque para transição energética, infraestrutura e inovação industrial.

Já com relação ao mercado de trabalho, o estado inicia 2026 com recorde de pessoas ocupadas, impulsionado pela atração de novas indústrias, como etanol de milho.

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Há um recorde no campo. O setor primário continua forte, com expectativas de produção de grãos recordes, como soja, milho, feijão, arroz e outros.

Existem fortes erspectivas de mercado. A indústria extrativista e de transformação, junto com serviços de utilidade pública (energia/água), mostram forte expansão. O Maranhão vem demonstrando grande potencial neste setor.

Enquanto isso, o setor de serviços demonstra recuperação e crescimento, o que pode acelerar ainda mais a economia no estado.

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Já no que tange ao comércio exterior, também o estado sorrir com bons ares. A agropecuária e o comércio exterior seguem fortes.

O Maranhão tem consolidado um cenário favorável com políticas de atração de investimentos e melhoria do ambiente de negócios. Isso demonstra que o estado pode estar começando a galopar, caso o governo melhore ainda os investimentos no setor agrário. Municípios como Alcântara e os da Baixada Maranhense são grandes potenciais nesse setor, começando pelos pequenos agricultores.

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sexta-feira, 27 de março de 2026

MARANHÃO | por Battista Soarez

MARANHÃO

Iracema Vale participa de agendas do governo em Barreirinhas
A programação integrou a agenda municipalista liderada pelo governador Carlos Brandão na região dos Lençóis Maranhenses, com ações também nos municípios de Paulino Neves e Humberto de Campos.

Por:
Agência Assembleia
(Texto e foto)

Gov. Brandão e deputada Iracema Vale em Barreirinhas.

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A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO, Iracema Vale (MDB), participou, nesta quinta-feira (26), da agenda institucional do Governo do Estado em Barreirinhas, que incluiu a abertura do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), a entrega de tablets a estudantes e a inauguração de obras de infraestrutura. A programação integrou a agenda municipalista liderada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na região dos Lençóis Maranhenses, com ações também nos municípios de Paulino Neves e Humberto de Campos.

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Participaram também dos eventos, o senador Weverton Rocha; o prefeito de Barreirinhas, Vinicius Vale; os deputados estaduais Antônio Pereira e Ana do Gás; o secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; o secretário adjunto de Educação, Assis Filho; o ex-deputado federal e estadual Edilázio Júnior e outras autoridades.

Em Barreirinhas, a agenda começou com a abertura da 149ª Assembleia Geral Ordinária do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho, realizada no auditório do Gran Lençóis Flat Residence. O evento reuniu gestores de todo o país para o debate de políticas públicas voltadas ao trabalho. Na sequência, o governo realizou a entrega de 2.631 tablets para estudantes da rede estadual, por meio do Programa Educação de Verdade, no eixo ‘Tô Conectado’.

Durante a agenda, a presidente da Assembleia Legislativa destacou a parceria entre os poderes e os investimentos na região. “A Assembleia sempre será parceira do Governo que é atuante e que tem trabalho em todo o estado do Maranhão. E hoje, claro, a minha região sendo contemplada: Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves. A gente sai daqui muito feliz, porque percebe a alegria da juventude de Barreirinhas com o programa ‘Tô Conectado’, que é um programa pensado pelo nosso secretário Orleans Brandão e executado pelo governador Carlos Brandão. Então, o nosso coração é só gratidão. Barreirinhas tá conectada!”, afirmou Iracema Vale.

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Durante a solenidade, também foram entregues 195 tablets e fardamentos para Agentes Comunitários de Saúde, além de 109 títulos de Reconhecimento de Domínio de Terra. A programação incluiu, ainda, a entrega de veículos para as secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, além do acompanhamento de obras executadas pela Prefeitura.

O governador também destacou o conjunto de ações realizadas ao longo do dia nos municípios da região. “Dando continuidade à nossa agenda municipalista, hoje, passamos por Paulino Neves entregando obras, depois fomos a Humberto de Campos e agora, em Barreirinhas, onde encerramos. Começamos com a entrega de tablets, no total mais de 10 mil tablets para toda a região. Entregamos títulos de terras da zona rural, mais de 250 tablets e uniformes para os agentes comunitários de saúde, fortalecendo essa parceria. E também, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, entregamos um veículo para a assistência social, um para a educação e uma caminhonete para auxiliar as atividades da Câmara Municipal”, disse Carlos Brandão.

Restaurantes populares e ações sociais

Ainda nesta quinta-feira (26), o Governo do Maranhão entregou dois novos Restaurantes Populares, ampliando a rede de segurança alimentar no estado. Em Paulino Neves, foi inaugurada a unidade 219 e, em Humberto de Campos, a unidade 220 da rede. Os equipamentos passaram a oferecer refeições a preços acessíveis, com café da manhã a R$ 0,50 e almoço e jantar a R$ 1,00, garantindo alimentação de qualidade à população.

Em Humberto de Campos, também foram entregues 482 óculos de grau para beneficiários do programa Maranhão Livre da Fome, em ação voltada à promoção da saúde e inclusão social.


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COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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Cultura e sociedade na igreja evangélica brasileira
Caminhos e descaminhos no contexto da espiritualidade comtemporânea e da contemporaneidade.

Grande parte dos cristãos é bitolada e expressa uma fé de pouco conhecimento | Foto: Divulgação 

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JÁ OUVI ALGUÉM DIZER que a igreja evangélica brasileira exerce forte influência na sociedade e na cultura, impactando o comportamento de consumo, a política e a produção artística, buscando, enfim, integrar os valores bíblicos às expressões culturais modernas. Não consigo ver isso da mesma maneira. Esse engajamento deveria envolver o uso de programação cultural para diálogo com o mundo humano e a necessidade de adaptação e alcance, priorizando a formação de discípulos, gerando um pensamento significante no âmbito social e a produção de uma cultura de impacto social. Mas, a bem da verdade, não é bem isso que acontece.

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O Senhor Jesus, certamente, faria isso se fisicamente vivesse entre nós nos dias de hoje. É claro que, espiritualmente, Ele está, de alguma forma, trabalhando em nós e entre nós (Mateus 28.20), mas são poucos os que dão ouvido e lugar para a operacionalidade do Espírito em sua vida espiritual, intelectual e cultural para transformação da sociedade. Temos uma igreja que não lê, não participa e não busca conhecimento. A grande maioria dos pastores prepara mal seus sermões e as escolas bíblicas dominicais estão vazias. Que lástima! Essa igreja nunca cumpriu, de fato, a ordem da grande comissão mundial dada por Jesus (em Mateus 28). Porque não consegue alcançar "todo o mundo", simplesmente por falta de conhecimento.

A contemporaneidade refere-se ao tempo presente, ao período atual ou à característica do que existe simultaneamente. Ela se define pela rápida evolução tecnológica, pela globalização e por profundas transformações sociais e culturais, representando o "hoje" na história. É marcada por conexões fluidas, diversidade cultural e reflexões pós-modernas. As intensas mudanças sociopolíticas deixam a igreja míope, reclusa entre quatro paredes e perturbada emocional e espiritualmente. Dessa maneira, ela tornou-se uma igreja improdutiva, inerte, despreparada, dividida (sem poder), preguiçosa e fraca intelectualmente. Ou seja, uma igreja que deixou de pensar e fazer.

Enquanto isso, a espiritualidade contemporânea é marcada pela busca individual por sentido e conexão, desvinculada de instituições religiosas tradicionais (desinstitucionalizada). E por isso se estagna mergulhada numa total palidez social e espiritual sem precedentes. A igreja contemporânea não consegue, de maneira alguma, transformar o mundo conforme a Bíblia ordena (Romanos 12.1-2).

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Em vez disso, ela foca no bem-estar de sua zona de conforto, na meditação vazia (uma espécie de  "yoga evangélia"), em terapias holísticas e experiências personalizadas, valorizando a experiência interior, intimista, sem unidade coletiva (deixou de ser corpo social em Cristo), pouca ética cristã e propósito de vida sem significado, muitas vezes integrando fé e prática numa vida cotidiana confusa e morna, sem a verdadeira chama do Espírito Santo de Deus. Ufa! Cadê a Igreja que, em Mateus 28.18-20, o Senhor Jesus Cristo comissionou a pregar o Evangelho a toda criatura (fora dos portões), ensinando as pessoas a guardarem o que Ele ensinou? Ora, se a igreja não estuda o evangelho de Jesus, ela não tem o que ensinar às criaturas, obviamente.

Por isso digo que as principais características e tendências da igreja moderna são desinstitucionalização e crescimento do "sem religião" ou "espiritual, mas não religioso", em que a busca espiritual é independente dos princípios bíblicos e das doutrinas da igreja cristã. Os desigrejados se declaram "casa de Deus", mas sem compromisso com igreja evangélica. Sem participar da fé comunitária, eles seguem a sua espiritualidade sem a fraterna comunhão com a coletividade no corpo de Cristo.

A experiência espiritual tornou-se totalmente individualista, em que "a paz do Senhor" deixou de ser valorizada coletivamente como dantes. E a espiritualidade, assim, torna-se uma jornada pessoal ("faça você por si mesmo"), em total desacordo com as Sagradas Escrituras. Assim, a espiritualidade contemporânea se desintegralizou, passando a habitar num abismo de religiosidade "solo" e caminhada insociável.

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Nesse sentido, a conexão com o cotidiano descortina uma espiritualidade que é expressa por meio de práticas intimistas como meditação sem reflexão na Palavra de Deus, meditação da atenção plena, e a busca por bem-estar físico, mental e financeiro.

Existe, estranhamente, de forma camuflada,  uma certa valorização da natureza e do corpo. Culto à terra, sustentabilidade e valorização do corpo como templo sem a verdadeira busca do Espírito de Deus. Temos, então, uma igreja atolada em manifestações emocionais dizendo que é mover do Espírito Santo. Puro engano.

Não há uma sapiente busca por propósito divino, nem foco no autoconhecimento relevante em renunciabilidade, na gratidão ao Senhor, no perdão e no serviço fraternal. O que se vê é um serviço desinteressado e sem nexo com a prática cristã. Os crentes carregam a Bíblia na mão mas viraram as costas para a Palavra de Deus. A espiritualidade moderna, enfim, mergulhou no modernismo frio e vazio de Deus.

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Parece evidente que a igreja moderna se abasteceu do espírito da Nova Era (New Age) e das espiritualidades alternativas de pouca significância socioexistencial. Há uma visível incorporação de elementos "esotéricos", misticismo e terapias alternativas, como se isso fosse coisa de Deus. A verdade é que sem estudo profundo da Palavra de Deus, sem santidade, sem oração, sem intimidade com o Senhor e sem comunhão com Deus e com o próximo não há espiritualidade verdadeira.

Hoje fala-se até em espiritualidade e saúde, reconhecimento da espiritualidade como fator de resiliência e saúde mental integrativa. Isto é bom e necessário, mas onde fica o verdadeiro relacionamento com Deus e entre os crentes? Onde fica a unidade do corpo de Cristo (João 17.20-23)?

Essas formas de espiritualidade buscam respostas para os dilemas humanos em um mundo secularizado, propondo uma "teologia encarnada" ou uma "ciência espiritual universal" que une corpo, mente e espírito. Mas tudo isso, nos dias atuais, está distante do contexto da Palavra de Deus. A teologia crítica tem ficado em silêncio, enquanto a igreja prossegue nos seus caminhos e descaminhos que oscilam entre horizontes ruins e piores, na contramão da vida cristã normal. Vivemos, então, uma contracultura da cultura do evangelho do Reino de Deus.

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A relação entre igreja e cultura socioespiritual é muito pobre, minguada e simplória. Não há produção como nos tempos dos reformadores como João Wesley, Martinho Lutero, João Calvino e outros que mudaram a história com a pregação do evangelho de Jesus.

Não há integração e transformação, por exemplo. A visão atual não busca superar a dicotomia "sagrado x secular", no que se pode equacionar compreendendo a cultura como uma esfera a ser cultivada sob autoridade divina.

Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) diz que trinta e um por cento dos brasileiros são evangélicos. Em dez anos, eles serão o maior percentual da população. O crescimento no número desses fiéis tem desdobramentos significativos na cultura, nos costumes, na política, nas artes e em várias atividades econômicas.

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Todavia, enfatiza o estudo, os evangélicos ainda são pouco compreendidos e motivo de preconceito por parcelas da sociedade mais bem aquinhoadas em termos econômicos e educacionais e por setores de tendências políticas.

Devido a essa falta de informação e ao preconceito, discutir a realidade evangélica é “como andar num pântano minado e potencializado pelo momento, quando há uma polarização no país, muitas vezes pautada pela questão, devido à participação de evangélicos na política”, segundo o antropólogo digital Juliano Spyer, pesquisador do Centro de Pesquisas em Consumo e Sociedade (Cecons) da UFRJ e colunista do jornal Folha de S.Paulo.

Para quem observa pelo lado de dentro da igreja evangélica, entretanto, a realidade é chocante. O número de gente que não busca a cultura do conhecimento é assustador. E, entre os poucos que buscam, uma parcela muito pequena tem uma fé de fato consciente e fervorosa. Quem é, de fato, cristão esclarecido? Quem realmente vive de acordo com os princípios bíblicos estabelecidos por Deus? 

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A igreja evangélica não tem uma exegese de cultura bíblica e teológica que possa dialogar com a sabedoria do mundo que cada vez mais se intelectualiza e se abastece de grandes desafios. Há uma grande necessidade de analisar a cultura à luz do evangelho do reino de Deus para entender a relação entre fé e as coisas ao nosso redor.

Deveríamos, então, laborar propositivamente um encontro essencial. A cultura (crenças, artes, valores) é um campo de atuação para a mensagem do evangelho de Jesus.

A igreja pode gerar impactos da cultura evangélica na sociedade e provocar mudança de paradigma. Incentivo a uma mudança do "consumismo" para uma "mentalidade de produtor", focando no impacto social e na maturidade emocional. O neopentecostalismo, por exemplo, tem sido um desastre na sociedade evangélica. A gente vê mais manifestações demoníacas do que operação do Espírito Santo de Deus. Há uma ação maligna dentro da igreja atual camuflada de espiritualidade. Isso mesmo: o satanismo está dentro da igreja e poucos percebem isso.

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No que concerne a ação social e a cultura, existe uma utilização de atividades lúdicas e culturais (música, arte) nas igrejas locais para aproximação com o público em geral. E qual é a relevância política disso? O crescimento evangélico tem gerado mudanças estruturais na política e no comportamento social no Brasil. Mas qual é a verdadeira contribuição que isso tem dado na mudança de pensamento e, consequentemente, na construção de uma sociedade mais justa e mais pacificadora?

O reconhecimento oficial mira instituições como a "Semana da Cultura Evangélica" (Lei 4714/2016) que celebram a contribuição histórica e a diversidade cultural. Mas qual é o efeito disso em meio a tantos problemas sociais?

Mudanças culturais necessárias (perspectiva teológica). A igreja deve pregar a diferença entre Reino de Deus e império humano. Deve ter foco na promoção do Reino de Deus em vez de "impérios" pessoais de líderes religiosos.

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Deve focar na formação de verdadeiros discípulos de Jesus. Deve dar prioridade em formar fiéis comprometidos ("mega influência") em detrimento do simples aumento de membros ("mega igreja").

Pra que pregar prosperidade? A prosperidade deve ser vista como meio de financiar os propósitos divinos e o impacto social. Não bancar patrimônio de grandes líderes.

O desafio contínuo é equilibrar o engajamento cultural com os valores bíblicos, buscando uma postura que influencie positivamente sem comprometer os fundamentos da fé cristã.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

Mical Damasceno critica projeto que criminaliza misoginia
A parlamentar se referiu ao PL 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA)

Dep. Mical Damasceno 
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Por:
Assecom/Dep. Mical Damasceno 
(Texto e foto)
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NA SESSÃO PLENÁRIA desta quinta-feira (26), a deputada Mical Damasceno (PSD) criticou o Projeto de Lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), em discussão no Congresso Nacional, que propõe a criminalização da misoginia, equiparando-a ao crime de racismo.

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O projeto define misoginia como atitudes de ódio ou aversão contra mulheres e altera a legislação para que essas condutas passem a ser punidas como crime. Para Mical, a matéria é um “absurdo”.

“Para que criar mais um crime no Brasil? Nós já temos instrumentos legais suficientes para proteger as mulheres. Existe a Lei Maria da Penha, uma das legislações mais rigorosas do mundo no combate à violência contra a mulher. O Código Penal já prevê punições como injúria, ameaça, difamação, perseguição, e existe, ainda, o feminicídio, que pune com rigor máximo o assassinato de mulheres”, frisou Mical Damasceno.

Na opinião da deputada, não há necessidade de criar uma nova tipologia penal, o que levaria a diversas interpretações, haja vista a amplitude e subjetividade do conceito de misoginia. Segundo Damasceno, diferentes interpretações poderiam gerar insegurança jurídica e abrir margem para enquadramentos controversos.

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“Dependendo da interpretação, amanhã podem tentar enquadrar como crime uma crítica política. Eu vejo aqui, por exemplo, alguns deputados da esquerda que fazem críticas ferozes contra a administração da presidente da Assembleia, Iracema Vale. Logo, se esse projeto de lei for aprovado, esse comportamento poderá ser enquadrado no crime de misoginia”, exemplificou.

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terça-feira, 24 de março de 2026

BRASIL | por Battista Soarez

BRASIL
Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro
A decisão atende ao pedido da defesa apresentado antes mesmo do início do cumprimento da pena, em novembro de 2024

Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Divulgação

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O MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira, 24, a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a pedido da defesa apresentado antes mesmo do início do cumprimento da pena, em novembro de 2024, quando Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

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Posição do PGR e decisão do STF

Na última sexta-feira, 20, Moraes solicitou formalmente a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A resposta chegou na segunda-feira, 23, com parecer favorável à concessão da medida.

Gonet argumentou que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.

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Internação e quadro clínico

Bolsonaro, que completou 71 anos no sábado, 21, está internado em UTI de um hospital em Brasília desde 13 de março, após apresentar febre, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios em sua cela na Papudinha — batalhão da Polícia Militar situado ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, onde permanecia preso desde 15 de janeiro.

segunda-feira, 23 de março de 2026

CORRUPÇÃO | por Battista Soarez

CORRUPÇÃO
Município de Santa Helena entra na mira de investigação do MPMA por crime contra a administração pública
A suspeita é de que funcionários fantasmas estão recebendo sem sequer morarem na cidade

Joãozinho Pavão, prefeito de Santa Helena (MA) | Foto: Divulgação. 
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O MINISTÉRIO PÚBLICO DO MARANHÃO (MPMA) acionou envolvidos em um esquema de "servidores fantasmas" na Prefeitura de Santa Helena, no Maranhão, incluindo o afastamento de gestores como Zezildo Almeida Júnior e João Jorge Jinkings Pavão Filho (conhecido como Joãozinho Pavão e atual prefeito do município), devido ao pagamento de salários a pessoas que moravam fora, incluindo influenciadora digital. Tem gente morando até em São Paulo que recebe pagamento da prefeitura. Trata-se de pessoas que são parentes e amigos dos gestores, ligados à família João Jorge Pavão.

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O atual prefeito, Joãozinho Pavão, é filho de João Jorge Pavão e Helena Pavão, ambos já foram prefeitos do município, e continuam mandando na política local. Isso significa que só ganha para prefeito quem eles querem. João Jorge Pavão é conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão e já foi presidente do órgão. Há suspeita de que ele utiliza a influência do cargo para proteger o filho, evitando que ele sofra as devidas consequências pelos crimes cometidos na administração pública.

Os pontos principais da investigação, segundo o MPMA, é o esquema de servidores fantasmas, que recebem pagamento integral de vencimentos a servidores que não exerciam atividades na cidade, com destaque para a atuação de influenciadora digital residente em São Luís.

Os gestores envolvidos estão sendo investigados. A ação mira diretamente Zezildo Almeida Júnior e João Jorge Jinkings Pavão Filho, atual prefeito da cidade, que mantiveram os pagamentos em troca de votos.

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Os pedidos do MPMA incluem condenação para perda de bens, valores ilícitos e funções públicas, suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, além de multas, para os envolvidos, incluindo Everlany Corrêa, Safira Roland, Wariston Dias, João Paulo Lopes, Wedy Pinheiro, Yane Lobato, Adenrouse Dias, Fábio Freitas e Madair Dias.

O caso destaca a persistência de fraudes na administração pública municipal no interior do Maranhão, com foco na contratação irregular e uso de recursos públicos para benefício próprio.

A informação reflete investigações e ações judiciais, não constituindo sentença transitada em julgado para todos os envolvidos. Os detalhes ainda não podem ser divulgados para não atrapalhar as investigações.

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Além disso, a Polícia Federal também investiga a atual gestão municipal de Santa Helena, assim como em outros municípios do Maranhão, por desvios do dinheiro público na educação e na saúde. Existe, também, suspeita de irregularidades em licitações em que as empresas contratadas devolvem parte do dinheiro de projetos e programas aos gestores. Há indícios de superfaturamento e outros crimes na administração pública que provavelmente serão elucidados pelas autoridades competentes.

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