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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)


Para que servem os dominantes em quem votamos?
Os políticos se utilizam do voto da população para subirem ao poder e abocanharem o dinheiro público em prol de seu próprio enriquecimento.

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação.

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AFINAL, PARA QUE SERVEM OS POLÍTICOS em quem votamos?

Esta é uma pergunta que requer uma resposta extensa e complexa ao mesmo tempo. O povo confia, vota e sofre grande decepção, quando vê que elegeu ladrões para se apossarem do dinheiro público e não fazerem nada de benéfico pela nação. Além disso, passam quatro anos brigando como cães e gatos.

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Mas por que os políticos roubam? Como jornalista há quarenta anos, sempre trabalhando no meio político, percebo que, no Brasil, políticos roubam por uma combinação de ganância, poder, falta de fiscalização e sistemas que oferecem oportunidades, como licitações e privilégios, com a complacência ou o voto de eleitores desinformados, perpetuando, assim, um ciclo vicioso de corrupção em que o benefício próprio se sobrepõe ao bem público, facilitado por uma cultura de impunidade e estruturas que permitem trocas de favores. Todo ladrão foi mal instruído na sua formação familiar.

Por conseguinte, que fatores levam à corrupção? Incentivos e oportunidades. A gestão de grandes recursos públicos (orçamento, obras, licitações) cria oportunidades para desvio, especialmente em licitações, em que vantajosas propinas são oferecidas para garantir contratos na administração pública.

Depois, há um vício de cultura fraudulenta na estrutura social. Um histórico de clientelismo, nepotismo e favoritismo em redes de "velhos amigos" favorece práticas corruptas, em que o interesse pessoal e do grupo se sobrepõe ao coletivo.

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Falta de fiscalização e punição. Aliás, a leniência do sistema penal e a sensação de impunidade incentivam a corrupção, pois as punições não são severas ou rápidas o suficiente para coibir a prática criminosa.

Desinteresse e desinformação do eleitor. A descrença generalizada e o desinteresse político levam à falta de atenção nas eleições, permitindo que candidatos financiados por esquemas ilícitos se elejam e reelejam-se, perpetuando, assim, o ciclo vicioso.

Ambição e poder também clarividenciam algo que a justiça deixa de observa. A busca por riquezas, poder e privilégios, aliada a uma moralidade flexível, é um motor fundamental, muitas vezes impulsionada por "vícios privados" que afetam o governo.

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Mas, de fato, como o ciclo se mantém? Financiamento ilícito. Empresas pagam propinas ou apoiam campanhas milionárias em troca de futuros favores.

Eleição. Políticos eleitos usam o cargo para enriquecerem e retribuirem favores a financiadores. Escândalos e descrença. A corrupção gera escândalos, aumentando a descrença pública.

Reinício do ciclo. A descrença leva a menos fiscalização e votos desinformados, reiniciando o processo. Soluções apontadas. Aumento da transparência e accountability. Redução da intervenção estatal na economia.

Enfim, estão faltando leis mais severas e punição efetiva, bem como maior engajamento e informação do eleitorado. O sistema, fanalmente, é uma rede mundial de dominantes e opressores corruptos, instruídos numa cultura de falsa democracia.

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