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quinta-feira, 14 de maio de 2026

BLOG LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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CORRUPÇÃO
Rede Master de corrupção
O banco que mais envolveu políticos e autoridades de alto escalão na malha de empréstimos e doações

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O INCRÍVEL PODER DA CORRUPÇÃO é uma coisa que tira a moral dos governantes e mancha a justiça que opera nos sistemas sociais do país. As últimas notícias dos meios de comunicação não são nada agradáveis, e parece que tá todo mundo na malha. O que não falta é pensamentos em articular a morte do ministro André Mendonça (STF) para que corruptos e corruptores se livrem das turbulências da justiça.

É um caso sério. Muito complicado para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), depois que do impacto dos áudios em que ele cobra do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para a produção de filme sobre seu pai, estrelado pelo ator Jim Caviezel. Isso pode representar um golpe arrasador na alma da sua candidatura.

O total de R$ 61 milhões virou munição letal. Os áudios que vazaram fazem “sangrar” a pré-candidatura de Flávio e podem até mesmo inviabilizar o seu projeto político para a presidência da República. Cobrar dinheiro de um tipo como Vorcaro pode fazer dele um fardo tóxico quando se aproximava do eleitorado moderado, segundo diz o jornalista Cláudio Humberto na sua coluna desta quinta-feira (14).

Nas diálogos, Flávio Bolsonaro cobra o cumprimento do contrato de financiamento de um banco de má fama para um projeto familiar de alto custo. Os áudios transformam a rejeição ao senador, herdada do ex-presidente, em indignação. Pedir dinheiro a Vorcaro é o tipo de imagem que cola. Mas parece que tem uma saída: Jair Bolsonaro não estava mas na presidência quando o dinheiro para o filme foi solicitado. Logo, o banco participou do projeto como qualquer outro banco.

O turbulento PT parece, também, esquecido ao ignorar que o filme “Lula, o filho do Brasil” foi bancado por ao menos quatro empresas que, tempos depois, foram reveladas como corruptoras e protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil: a Lava Jato. O pastelão, de 2009, recebeu caminhões de dinheiro das empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa e OAS, que mais tarde viram seus controladores atrás das grades. Outra que colocou grana no filme de Lula foi a manjada JBS.

Diferente de Jair e Flávio Bolsonaro, Lula estava na Presidência da República quando as empresas bancaram o filme. Diferente de Jair e Flávio Bolsonaro, Lula estava na Presidência da República quando as empresas bancaram o filme. Em dezembro de 2009, empreiteiras patrocinadoras do filme assinaram ao menos cinco contratos com a Petrobras que, no total, somaram R$ 8,9 bilhões. Muito dinheiro.

Os contratos envolviam a refinaria Abreu e Lima, antro de corrupção. Em janeiro de 2024, Lula achou uma boa ideia retomar as obras paralisadas. E isso descortina outros esquemas. A JBS, de Wesley e Joesley Batista, até fez delação premiada. Hoje, com livre trânsito no governo, Lula até usa telefone dos irmãos para ligações. Isso significa que os esquemas de corrução voltaram. Só que desta vez com mais força.

Após mais uma fase da operação Compliance Zero, realizada nesta quinta-feira (14), uma delegada da Polícia Federal (PF) foi afastada do cargo após a suspeita de fazer parte do grupo chamado “A Turma”, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que ameaçava adversários e jornalistas. Mas nós, jornalistas profissionais (é bom que se diga “formados”), temos a lei de liberdade de imprensa que nos protege, quando trabalhamos em conformidade com ela.

Além da delegada, outra agente da PF foi presa na operação. Nesta sexta fase, a operação também prendeu o pai de Vorcaro, Hemrique Vorcaro, por participação nas fraudes bilionárias de seu filho contra o sistema financeiro brasileiro.

A PF prendeu, tamém, o pai de Vorcaro em cerco a crimes do Master. Henrique Vorcaro já havia sido citado nas investigações por ocultar R$ 2 bilhões do filho entre seus bens. A operação da Polícia Federal ocorreu nesta quinta-feira (14). Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcado, foi preso exatamente na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que aprofunda investigações de crimes no esquema bilionário no Banco Master. O novo cerco à organização criminosa. responsável pela maior fraude financeira da história do Brasil, visa cumprir sete mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, em três estados, contra suspeitos de condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos.

A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também ordenou afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens. E levou policiais federais a endereços nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Estão sendo investigados os crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa, de invasão de dispositivos informáticos e de violação de sigilo funcional”, detalhou a PF.

A prisão do pai desafia delação de Vorcaro negociada com PGR. Henrique Vorcaro foi preso por suspeitas de intimidações e ocultação de bens do filho, que tenta delatar crimes. Transferido da Papuda em março para negociar uma delação premiada na cela da sede da Polícia Federal, em Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro sofreu um novo revés em sua tentativa de firmar um acordo para entregar seus comparsas na maior fraude financeira da história do Brasil. Nesta quinta-feira (14), seu pai Henrique Moura Vorcaro foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, como já mencionei acima, após a PF recusar a primeira proposta de delação e pedir seu retorno ao sistema prisional.

Enquanto Daniel Vorcaro concentra esforços para tentar convencer a Procuradoria-Geral da República (PGR) a validar sua colaboração que atenuaria suas eventuais penas pelo esquema, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a prisão de seu pai, com outros mais seis alvos.

O grupo no qual Henrique Vorcaro foi inserido denomina-se “A Turma”, tratada pela PF como uma milícia da organização criminosa, com indícios de provas já citadas nas investigações que apontam para condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos.

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