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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

MARANHÃO | por Battista Soarez

 MARANHÃO

Brandão inicia implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de São Luís

Com investimentos de R$ 75 milhões, governo do estado investe nos sistemas São Francisco e Vinhais

Governador Brandão (centro) exibe placa da obra | Foto: Divulgação

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O GOVERNADOR CARLOS BRANDÃO autorizou, nesta terça-feira (20), o início das obras de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de São Luís, com foco nos sistemas São Francisco e Vinhais. A autorização para o início dos serviços marca mais um avanço do governo do Maranhão na ampliação do saneamento básico e na melhoria da balneabilidade das praias da capital.

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Com investimento de R$ 75 milhões, em parceria com o governo do presidente Lula, as obras vão beneficiar cerca de 30 bairros e incluem a construção de três novas estações elevatórias, a implantação de mais de 12 quilômetros de interceptores, cerca de 27 quilômetros de rede coletora e mais de 3.600 novas ligações domiciliares.

Ao anunciar a obra, o governador Carlos Brandão destacou o impacto direto da iniciativa na vida da população. “A obra vai trazer quilômetros de rede, três estações elevatórias e mais de três mil ligações domiciliares. É um grande avanço que vai beneficiar mais de 30 bairros e representa um passo muito importante para o saneamento básico de São Luís”, afirmou.

As novas estações elevatórias serão implantadas na Base Aérea, Ponta do Farol e Cohafuma, ampliando a capacidade de coleta e direcionamento do esgoto para tratamento adequado. Com as intervenções, a expectativa é que a cobertura da rede de coleta de esgoto em São Luís passe de cerca de 55% para aproximadamente 70%, enquanto o índice de tratamento pode alcançar 80% ao final das entregas.

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O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Marcos Aurélio, ressaltou que os investimentos são resultado da parceria entre os governos estadual e federal. “Além desse investimento, nós temos mais R$ 75 milhões em outras obras, o que totaliza cerca de R$ 150 milhões em ações em andamento. Isso mostra o compromisso do governador Carlos Brandão, do presidente Lula e do ministro das Cidades, a melhorando a balneabilidade das praias”, destacou.

Já o secretário de Estado do Meio Ambiente, Pedro Chagas, enfatizou os reflexos ambientais e sociais do saneamento. “Tivemos um crescimento de cerca de 70% na qualidade da água das praias da Grande Ilha. Quando falamos de saneamento, falamos de saúde pública, proteção ambiental, preservação das nossas belezas naturais e fortalecimento do turismo”, afirmou o secretário.

O governo do Maranhão segue avançando com um conjunto de obras estruturantes que integram saneamento, meio ambiente e desenvolvimento urbano, consolidando um novo momento para São Luís, com praias mais limpas, mais saúde e melhor qualidade de vida para a população.

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Outros investimentos do governo do Maranhão em saneamento:

- Mais de R$ 75 milhões em recursos do estado para a recuperação e ampliação das Estações de Tratamento de Esgoto do Bacanga, Anil, Vinhais e Ponta d'Areia.

- Obras na região da Avenida dos Africanos em fase final, ampliando a coleta de esgoto em bairros como Coroado e João Paulo.

- Ampliação contínua da rede de esgotamento sanitário para reduzir a poluição e melhorar a balneabilidade das praias de São Luís.


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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE 
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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)


Para que servem os dominantes em quem votamos?
Os políticos se utilizam do voto da população para subirem ao poder e abocanharem o dinheiro público em prol de seu próprio enriquecimento.

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação.

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AFINAL, PARA QUE SERVEM OS POLÍTICOS em quem votamos?

Esta é uma pergunta que requer uma resposta extensa e complexa ao mesmo tempo. O povo confia, vota e sofre grande decepção, quando vê que elegeu ladrões para se apossarem do dinheiro público e não fazerem nada de benéfico pela nação. Além disso, passam quatro anos brigando como cães e gatos.

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Mas por que os políticos roubam? Como jornalista há quarenta anos, sempre trabalhando no meio político, percebo que, no Brasil, políticos roubam por uma combinação de ganância, poder, falta de fiscalização e sistemas que oferecem oportunidades, como licitações e privilégios, com a complacência ou o voto de eleitores desinformados, perpetuando, assim, um ciclo vicioso de corrupção em que o benefício próprio se sobrepõe ao bem público, facilitado por uma cultura de impunidade e estruturas que permitem trocas de favores. Todo ladrão foi mal instruído na sua formação familiar.

Por conseguinte, que fatores levam à corrupção? Incentivos e oportunidades. A gestão de grandes recursos públicos (orçamento, obras, licitações) cria oportunidades para desvio, especialmente em licitações, em que vantajosas propinas são oferecidas para garantir contratos na administração pública.

Depois, há um vício de cultura fraudulenta na estrutura social. Um histórico de clientelismo, nepotismo e favoritismo em redes de "velhos amigos" favorece práticas corruptas, em que o interesse pessoal e do grupo se sobrepõe ao coletivo.

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Falta de fiscalização e punição. Aliás, a leniência do sistema penal e a sensação de impunidade incentivam a corrupção, pois as punições não são severas ou rápidas o suficiente para coibir a prática criminosa.

Desinteresse e desinformação do eleitor. A descrença generalizada e o desinteresse político levam à falta de atenção nas eleições, permitindo que candidatos financiados por esquemas ilícitos se elejam e reelejam-se, perpetuando, assim, o ciclo vicioso.

Ambição e poder também clarividenciam algo que a justiça deixa de observa. A busca por riquezas, poder e privilégios, aliada a uma moralidade flexível, é um motor fundamental, muitas vezes impulsionada por "vícios privados" que afetam o governo.

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Mas, de fato, como o ciclo se mantém? Financiamento ilícito. Empresas pagam propinas ou apoiam campanhas milionárias em troca de futuros favores.

Eleição. Políticos eleitos usam o cargo para enriquecerem e retribuirem favores a financiadores. Escândalos e descrença. A corrupção gera escândalos, aumentando a descrença pública.

Reinício do ciclo. A descrença leva a menos fiscalização e votos desinformados, reiniciando o processo. Soluções apontadas. Aumento da transparência e accountability. Redução da intervenção estatal na economia.

Enfim, estão faltando leis mais severas e punição efetiva, bem como maior engajamento e informação do eleitorado. O sistema, fanalmente, é uma rede mundial de dominantes e opressores corruptos, instruídos numa cultura de falsa democracia.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

PARLAMENTO | por Battista Soarez

PARLAMENTO

Assembleia Legislativa apresenta balanço das ações parlamentares de 2025
Relatório segue os preceitos da transparência defendidos pela presidente da Alema, deputada Iracema Vale.
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Por:
Agência Assembleia
Foto:
Divulgação

Prédio da Assembleia Legislativa do Maranhão | Foto: Divulgação. 

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O ANO DE 2025 foi marcado por intensa atividade parlamentar na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). É o que demonstra o Relatório Quantitativo e Situacional de Atividades Legislativas, elaborado pela Diretoria-Geral da Mesa Diretora da Casa, que consolida os trabalhos desenvolvidos no período de 4 de fevereiro a 18 de dezembro de 2025. Ao longo do ano, o Parlamento realizou 120 sessões ordinárias, 15 sessões extraordinárias, 73 sessões solenes e duas sessões especiais.

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No período analisado, os deputados estaduais apresentaram um grande volume de matérias. Somente em Projetos de Lei Ordinária, foram 559 proposições, das quais 117 aprovadas, além de matérias rejeitadas, prejudicadas, anexadas, retiradas de tramitação e duas vetadas integralmente. Permanecem pendentes de votação 258 projetos.

De acordo com o relatório, também foram apresentadas 4.017 indicações, 652 requerimentos e 22 moções ao longo do ano legislativo. Consta ainda a tramitação de 158 Projetos de Resolução Legislativa, três Propostas de Emenda Constitucional, três Projetos de Decreto Legislativo, todos aprovados, e um Projeto de Lei Complementar de iniciativa parlamentar.

Seguindo a diretriz de transparência e organização administrativa adotada pela presidente da Alema, deputada Iracema Vale (PSB), o relatório reúne os números da produção legislativa e garante amplo acesso ao balanço do trabalho realizado pelos deputados estaduais, fortalecendo a prestação de contas à sociedade maranhense. A condução dos trabalhos pela Mesa Diretora ao longo de 2025 contribuiu para a regularidade das sessões e para o bom funcionamento das atividades legislativas.

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Outros Poderes

O Poder Executivo Estadual encaminhou à Assembleia Legislativa 121 proposições em 2025. Entre elas, 63 Medidas Provisórias, das quais 55 foram aprovadas, além de 40 Projetos de Lei Ordinária e quatro Projetos de Lei Complementar, com matérias analisadas quanto a vetos totais e parciais.

O Poder Judiciário encaminhou nove proposições ao Legislativo maranhense, sendo cinco Projetos de Lei Ordinária e quatro Projetos de Lei Complementar, todas aprovadas.

A Defensoria Pública do Estado apresentou dois Projetos de Lei Complementar, ambos aprovados. O Tribunal de Contas do Estado encaminhou seis Projetos de Lei Ordinária, com cinco aprovados e um pendente de votação. O Ministério Público do Estado teve um Projeto de Lei Complementar aprovado no período.

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Comissões

As comissões técnicas permanentes e temporárias da Assembleia também tiveram atuação intensa ao longo de 2025. Foram realizadas reuniões deliberativas, audiências públicas e visitas técnicas, que contribuíram para a análise e o encaminhamento das proposições legislativas.

O relatório apresenta ainda os dados referentes ao arquivamento e ao registro dos atos legislativos, consolidando o balanço das ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa do Maranhão em 2025 e reafirmando o compromisso da Casa, sob a presidência da deputada Iracema Vale, com a transparência, a eficiência e o fortalecimento do Poder Legislativo estadual.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

Mical Damasceno se consolida com rejeição abaixo de zero na disputa pelo Senado
A parlamentar tem sido reconhecida pela capacidade de dialogar com diferentes setores e com quem pensa diferente, sem abrir mão de princípios e valores que elevam sua dignidade.



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EM MEIO A UM CENÁRIO POLÍTICO marcado por polarizações e altos índices de rejeição, a pré-candidatura de Mical Damasceno (PSD) ao Senado Federal se destaca pela aceitação ampla e rejeição abaixo de zero. Mical caiu na graça da igreja e do eleitorado maranhense em geral.

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Deputada estadual em seu segundo mandato, Mical construiu um nome leve e respeitado, reconhecida pela capacidade de dialogar com diferentes setores e com quem pensa diferente, sem abrir mão de princípios e valores que a dignificam como pessoa, como cristã e como política.

Nas conversas que circulam entre eleitores e no ambiente político, Mical passou a ser associada à expressão “Candidata Polo Norte”, uma metáfora que remete a temperaturas abaixo de zero para traduzir uma percepção clara: ausência de rejeição e alto nível de confiança.

Com trânsito entre diversos segmentos e postura equilibrada, Mical se consolida como uma pré-candidata que une, dialoga e cresce com credibilidade no cenário político estadual. Como parlamentar, tem sido exemplar e tem trabalhado com lisura e transparência de modo que o seu nome vem crescendo cada vez mais. Com certeza, na condição de senadora, caso seja eleita nas eleições de 2026, trabalhará pelo Maranhão como poucos políticos já fizeram.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez


COLUNA LEITURA LIVRE 
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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

O que está por trás das eleições de 2026 no Maranhão
Perseguição jurídica pode ser usada como "arma" para impedir políticos em ascensão de serem candidatos.

Políticos que lideram nas pesquisas no Maranhão correm o risco de serem perseguidos juridicamente | Foto: Divulgação.

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HÂ UMA GANANCIOSA disputa política pelo Maranhão. Durante décadas, isso foi protagonizado pelo grupo Sarney. Agora, Flávio Dino entendeu que ele é o único merecedor desse continuísmo exagerado e opressor que coloca o estado num curral de pobres e miseráveis que parece não ter fim a cada troca de personagens do governo. A própria máquina pública e a justiça são utilizadas sem controle para esse fim.

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Aliás, Dino foi para o STF exatamente com a missão de se perpetuar no controle do poder e manter o Maranhão sob seu comando. Sua posição no Supremo Tribunal Federal é estratégica. Qualquer político que ameaçar derrubar sua dominância será perseguido juridicamente, terá sua imagem pichada pela mídia comprada e, por fim, será impedido de ser candidato antes de chegar as próximas eleições. Seu cargo no STF é usado como arma jurídica no jogo político para que ele se mantenha no poder de controle no estado. Para isso, o hoje ministro do Supremo tem relações sigilosas com nomes estratégicos do judiciário no Maranhão.

Sempre articulada com câmeras e microfones desligados, as eleições no Maranhão seguem um panorama ritualístico cuja matemática no jogo político tem fórmulas obscuras nas quais o eleitorado pouco é levado em conta. O esquema começa com a manipulação nas pesquisas de intenção de voto em favor daqueles que o sistema quer eleger. A ideia é preparar a cabeça do eleitor para, no final, não ter surpresas que chamem a atenção. Depois, as urnas são organizadas de acordo com os resultados pretendidos.

Flávio Dino tem uma inteligência política fora do comum. E não é à toa. Desde os 13 anos de idade, Dino já tinha definição do que ele queria ser na vida adulta. Hoje, ele é exatamente o que desde sua tenra idade ambicionou. Sempre leu muito. Graças a isso, nunca precisou estudar de última hora para concurso público. Pois ele estuda todos os dias desde criança. Por isso, sempre foi aprovado em todos os concursos que fez. O cara não é qualquer um. Trata-se de um fenômeno intelectual. Nesse particular, ele é, sem dúvida, um exemplo para ser seguido.

Seus autores principais na esfera politica são Maquiavel e Lenin. Com Maquiavel, Flávio Dino aprendeu que a estratégia primordial para se manter no poder é ser temido e não amado, se não se pode ser ambos. Pois o temor é mais controlável pelo governante, enquanto o amor depende da vontade do povo. Mas o povo é ingrato e volátil. Então, tem que ser controlado.

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Outras máximas importantes incluem a necessidade de aparentar virtudes (ser piedoso, justo) sem ser escravo delas, agir com astúcia e, se preciso, ser cruel, pois "o bem deve ser feito aos poucos, mas o mal de uma só vez", para não ser odiado, mas sim respeitado pela força. Bolsonaro, por exemplo, está enquadrado exatamente nessa filosofia ideológica orientada por Dino no atual governo de esquerda. E a intenção é levar Bolsonaro à morte para eliminar, pela raiz, o risco de a esquerda perder o poder no país. Enquanto isso, os presos do 8 de janeiro são usados conforme a ideologia incorporada por Dino para gerar temor na alma de quem ousa se levantar contra o atual governo. As decisões partem da caneta de Alexandre de Moraes (que já começou entrar em declínio perante o sistema, que o usou até onde foi necessário), mas a orientação sobre o que fazer e como fazer sai da cabeça de Flávio Dino. Ele é o mentor intelectual do governo atual.

Já com Lenin, que encapsula a importância do controle do Estado e da força para a manutenção do poder, Dino aprendeu e executa a ideia de que nenhuma quantidade de liberdade política satisfará as massas famintas. No contexto da importância de manter a disciplina e o controle do partido para governar, Dino entende, como Lenin, que os situacionistas (governantes) não podem reter o poder por dois meses e meio, muito menos por dois anos e meio, sem a mais rigorosa e verdadeiramente férrea disciplina no Partido. Além disso, um pensamento de Lenin que Dino incorporou na sua alma ambicionista e que, nos círculos políticos, enfatiza a necessidade de estar no controle do poder, é que "fora do poder, tudo é ilusão". E isso justifica a briga pelo poder que, teoricamente, emana do povo.  Só que o povo, limitado e conformado com migalhas sociais, não tem poder nenhum.

Lenin também enfatizou a importância da ação estratégica, descrevendo a arte da política como a capacidade de "encontrar e agarrar com a maior firmeza possível o elo que é menos provável de escapar de nossas mãos, o que é mais importante no dado momento, aquele que mais de que tudo garante ao seu possuidor a posse de toda a cadeia".

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É importante notar, por conseguinte, que o chamado "Decálogo de Lenin", que supostamente lista táticas para a tomada e manutenção do poder, é considerado uma falsificação histórica, sem base nas obras autênticas de Lenin.

Já para Maquiavel, há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis (a massa, a pobreza). Dino pensa exatamente desse jeito e, com base nessa ideologia, age política e juridicamente. A massa é controlável pelo poder aquisitivo. O pobre deve ganhar o mínimo possível. Assim, ele trabalha simplesmente pela comida, e não pela sua intelectualidade e desenvolvimento pessoal. Logo, nunca terá força suficiente para lutar contra o sistema dominante.

Como Maquiavel, portanto, Flávio Dino entende que os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha. Isso explica a razão dos presos do 8 de janeiro, como ficou conhecido.

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Por isso Dino fez questão de estar no STF. Bolsonaro, por sua vez, está preso, não porque cometeu crime, mas porque, uma vez livre, ameaça tomar o poder. Para a esquerda, é preciso manter-se no poder a qualquer custo e controlar tudo. Por isso, a estratégia de Dino é cassar e prender todo e qualquer político da oposição que porventura esteja em ascensão.

Nas eleições de 2026, o Maranhão terá uma política cheia de estratagemas que vão surpreender, mais uma vez, as expectativas. Há muitos paradoxos. Os assuntos do dia-a-dia estão tomando conta das mídias de todos os tipos, inclusive das redes sociais.

A disputa pelo Palácio dos Leões, no Maranhão, está numa esteira não muito simples de equacionar. Já está havendo, inclusive, um festival de prisões de políticos em nível de municípios como, por exemplo, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e vereadores. O prefeito de Santa Helena, Joãozinho Pavão, também está na mira da Polícia Federal. Essa perseguição é de praxe toda véspera de ano de eleição.

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O triste é que a PF, uma instituição que todo mundo acha séria, vem sendo usada nesse jogo. É simples de entender. Sabe-se que a Polícia Federal só age quando provocada. A questão é saber quem está provocando.

Sempre há um vasculhamento nas ações dos políticos. Aí entram em cena as operações das polícias Federal e estadual atrás de gestores e parlamentares que operam mal o dinheiro público, como, por exemplo, de emendas, da saúde, da educação e do próprio orçamento. Muitas dessas figuras públicas receberam visitação dos agentes dessas instituições que, buscando provas, acharam também somas milionárias em dinheiro vivo, escondidas até em lugares mais inusitados. Mas são poucos os políticos que não procedem dessa forma.

Os políticos, entre si, sabem disso. Então, perseguem-se uns aos outros. Políticos de esquerda contra políticos de direita e vice versa. É um jogo. Um jogo sempre feito com muita sujeira nos bastidores da política. E Flávio Dino é um personagem estratégico significativo nesse jogo. Em 2026, portanto, vencerá quem ele proteger com seu apoio silenciosamente obscuro. Esse, enfim, é o sistema dominante.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

POLÍTICA por Battista Soarez

POLÍTICA

Pré-candidatura de Mical Damasceno ao Senado Federal é ovacionada na Convenção da CEADEMA
A deputada destacou que o processo eleitoral deve estar alicerçado na direção divina e na maturidade das decisões


Dep. Mical Damasceno fala em reunião convencional da CEADEMA| Foto: ASCOM

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A DEPUTADA ESTADUAL Mical Damasceno (PSD) teve sua pré-candidatura ao Senado Federal amplamente ovacionada durante a Convenção da CEADEMA, que reuniu pastores, evangelistas, missionários e lideranças evangélicas de todas as regiões do Maranhão.

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Em um pronunciamento firme, equilibrado e marcado por forte conteúdo espiritual, Mical reafirmou que segue determinada na construção de sua pré-candidatura ao Senado, ressaltando que essa caminhada está sendo conduzida com responsabilidade, discernimento e temor a Deus.

Durante sua fala, a deputada destacou que o processo eleitoral deve estar alicerçado na direção divina e na maturidade das decisões, afirmando que não se trata apenas de um projeto político, mas de um chamado para servir ao Maranhão em um espaço ainda maior de representação.

A postura segura e coerente de Mical foi recebida com entusiasmo pelas lideranças presentes, que reagiram com aplausos prolongados e manifestações de apoio, transformando o momento em uma das falas mais marcantes da convenção.

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A ovação demonstrou o reconhecimento ao trabalho que Mical Damasceno vem desenvolvendo ao longo de seus mandatos na Assembleia Legislativa, especialmente na defesa de pautas sociais, da família, da fé cristã e do povo maranhense.

O apoio espontâneo recebido na Convenção da CEADEMA reforça o fortalecimento do nome de Mical Damasceno no cenário político estadual e amplia o debate sobre a representatividade do Maranhão no Senado Federal.

Ao final, a deputada agradeceu as orações e o carinho das lideranças evangélicas, reafirmando seu compromisso de continuar trabalhando com fé, coragem e responsabilidade.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA 

Brandão anuncia redução da tarifa do 
transporte alternativo
O programa consiste em um subsídio direcionado a trabalhadores e operadores de vans e microônibus

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Por:
Selma Figueiredo
Foto:
Divulgação

Governador Brandão anuncia redução de tarifas no transporte alternativo em São Luís.

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O Governo do Maranhão lançou, nesta segunda-feira (15), o Programa Transporte Para Todos, durante ato no Terminal Rodoviário de São Luís, no bairro Santo Antônio. O programa consiste em um subsídio direcionado a trabalhadores e operadores de vans e microônibus que impactará na redução da tarifa do transporte alternativo, de R$ 5,00 para R$ 4,20. A gestão estadual pagará um subsídio de R$ 0,91 por quilômetro rodado e a estimativa é que sejam investidos R$ 1,3 milhões por mês.

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O governador Carlos Brandão explicou que o programa também incentiva a regularização do transporte alternativo, uma vez que para ter acesso ao subsídio é necessário estar com o cadastro regularizado junto à Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB). De forma gradual, o programa será iniciado na Grande Ilha e depois na cidade de Imperatriz.

“Em primeiro lugar, as vans e micro-ônibus têm que estar cadastradas e regularizadas junto à MOB. Nós vamos pagar R$ 0,91 por quilômetro rodado para cada um desses veículos. O programa contemplará os donos de vans e de micro-ônibus na região da Grande Ilha e, também, o usuário. O preço da passagem vai baixar de R$ 5,00 para R$ 4,20, uma economia de R$ 0,80. Isso vai melhorar a renda das pessoas. É uma grande conquista, acima de tudo, para o consumidor”, informou o governador.

Para o presidente das Cooperativas da Grande Ilha pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Michel Pinho, a iniciativa da gestão estadual representa o reconhecimento do trabalho desempenhado pelos profissionais do transporte alternativo, que há mais de três décadas lutam por melhores condições de trabalho.

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“Quero agradecer de coração ao governo estadual pelos atos que estão fazendo para melhoria do transporte alternativo, não somente na Grande Ilha, mas também em todo o estado. Estamos muito alegres com a notícia do subsídio para o transporte alternativo, estamos lutando há mais de 32 anos e o atual governo tem olhado para o transporte alternativo e lutado por cada um de nós, não somente na Grande Ilha, como na Baixada Maranhense e nas BRs”, destacou Michel Pinho.

Segundo o presidente da Cooperativa de Turismo e Transporte Alternativo de São José de Ribamar (Coottamar), Warmiston de Sousa Aick, o apoio da gestão estadual é essencial para a melhoria das condições de trabalho e transporte dos passageiros.

“Essa iniciativa é de grande importância para o transporte alternativo. Só temos a agradecer por essa atenção e entendimento que o governo está tendo com o transporte alternativo da Grande Ilha e de todo o Maranhão. O governo, através da MOB, está dando esse incentivo e isso nos faz organizar em relação ao transporte”, frisou.

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