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sexta-feira, 27 de março de 2026

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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Cultura e sociedade na igreja evangélica brasileira
Caminhos e descaminhos no contexto da espiritualidade comtemporânea e da contemporaneidade.

Grande parte dos cristãos é bitolada e expressa uma fé de pouco conhecimento | Foto: Divulgação 

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JÁ OUVI ALGUÉM DIZER que a igreja evangélica brasileira exerce forte influência na sociedade e na cultura, impactando o comportamento de consumo, a política e a produção artística, buscando, enfim, integrar os valores bíblicos às expressões culturais modernas. Não consigo ver isso da mesma maneira. Esse engajamento deveria envolver o uso de programação cultural para diálogo com o mundo humano e a necessidade de adaptação e alcance, priorizando a formação de discípulos, gerando um pensamento significante no âmbito social e a produção de uma cultura de impacto social. Mas, a bem da verdade, não é bem isso que acontece.

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O Senhor Jesus, certamente, faria isso se fisicamente vivesse entre nós nos dias de hoje. É claro que, espiritualmente, Ele está, de alguma forma, trabalhando em nós e entre nós (Mateus 28.20), mas são poucos os que dão ouvido e lugar para a operacionalidade do Espírito em sua vida espiritual, intelectual e cultural para transformação da sociedade. Temos uma igreja que não lê, não participa e não busca conhecimento. A grande maioria dos pastores prepara mal seus sermões e as escolas bíblicas dominicais estão vazias. Que lástima! Essa igreja nunca cumpriu, de fato, a ordem da grande comissão mundial dada por Jesus (em Mateus 28). Porque não consegue alcançar "todo o mundo", simplesmente por falta de conhecimento.

A contemporaneidade refere-se ao tempo presente, ao período atual ou à característica do que existe simultaneamente. Ela se define pela rápida evolução tecnológica, pela globalização e por profundas transformações sociais e culturais, representando o "hoje" na história. É marcada por conexões fluidas, diversidade cultural e reflexões pós-modernas. As intensas mudanças sociopolíticas deixam a igreja míope, reclusa entre quatro paredes e perturbada emocional e espiritualmente. Dessa maneira, ela tornou-se uma igreja improdutiva, inerte, despreparada, dividida (sem poder), preguiçosa e fraca intelectualmente. Ou seja, uma igreja que deixou de pensar e fazer.

Enquanto isso, a espiritualidade contemporânea é marcada pela busca individual por sentido e conexão, desvinculada de instituições religiosas tradicionais (desinstitucionalizada). E por isso se estagna mergulhada numa total palidez social e espiritual sem precedentes. A igreja contemporânea não consegue, de maneira alguma, transformar o mundo conforme a Bíblia ordena (Romanos 12.1-2).

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Em vez disso, ela foca no bem-estar de sua zona de conforto, na meditação vazia (uma espécie de  "yoga evangélia"), em terapias holísticas e experiências personalizadas, valorizando a experiência interior, intimista, sem unidade coletiva (deixou de ser corpo social em Cristo), pouca ética cristã e propósito de vida sem significado, muitas vezes integrando fé e prática numa vida cotidiana confusa e morna, sem a verdadeira chama do Espírito Santo de Deus. Ufa! Cadê a Igreja que, em Mateus 28.18-20, o Senhor Jesus Cristo comissionou a pregar o Evangelho a toda criatura (fora dos portões), ensinando as pessoas a guardarem o que Ele ensinou? Ora, se a igreja não estuda o evangelho de Jesus, ela não tem o que ensinar às criaturas, obviamente.

Por isso digo que as principais características e tendências da igreja moderna são desinstitucionalização e crescimento do "sem religião" ou "espiritual, mas não religioso", em que a busca espiritual é independente dos princípios bíblicos e das doutrinas da igreja cristã. Os desigrejados se declaram "casa de Deus", mas sem compromisso com igreja evangélica. Sem participar da fé comunitária, eles seguem a sua espiritualidade sem a fraterna comunhão com a coletividade no corpo de Cristo.

A experiência espiritual tornou-se totalmente individualista, em que "a paz do Senhor" deixou de ser valorizada coletivamente como dantes. E a espiritualidade, assim, torna-se uma jornada pessoal ("faça você por si mesmo"), em total desacordo com as Sagradas Escrituras. Assim, a espiritualidade contemporânea se desintegralizou, passando a habitar num abismo de religiosidade "solo" e caminhada insociável.

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Nesse sentido, a conexão com o cotidiano descortina uma espiritualidade que é expressa por meio de práticas intimistas como meditação sem reflexão na Palavra de Deus, meditação da atenção plena, e a busca por bem-estar físico, mental e financeiro.

Existe, estranhamente, de forma camuflada,  uma certa valorização da natureza e do corpo. Culto à terra, sustentabilidade e valorização do corpo como templo sem a verdadeira busca do Espírito de Deus. Temos, então, uma igreja atolada em manifestações emocionais dizendo que é mover do Espírito Santo. Puro engano.

Não há uma sapiente busca por propósito divino, nem foco no autoconhecimento relevante em renunciabilidade, na gratidão ao Senhor, no perdão e no serviço fraternal. O que se vê é um serviço desinteressado e sem nexo com a prática cristã. Os crentes carregam a Bíblia na mão mas viraram as costas para a Palavra de Deus. A espiritualidade moderna, enfim, mergulhou no modernismo frio e vazio de Deus.

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Parece evidente que a igreja moderna se abasteceu do espírito da Nova Era (New Age) e das espiritualidades alternativas de pouca significância socioexistencial. Há uma visível incorporação de elementos "esotéricos", misticismo e terapias alternativas, como se isso fosse coisa de Deus. A verdade é que sem estudo profundo da Palavra de Deus, sem santidade, sem oração, sem intimidade com o Senhor e sem comunhão com Deus e com o próximo não há espiritualidade verdadeira.

Hoje fala-se até em espiritualidade e saúde, reconhecimento da espiritualidade como fator de resiliência e saúde mental integrativa. Isto é bom e necessário, mas onde fica o verdadeiro relacionamento com Deus e entre os crentes? Onde fica a unidade do corpo de Cristo (João 17.20-23)?

Essas formas de espiritualidade buscam respostas para os dilemas humanos em um mundo secularizado, propondo uma "teologia encarnada" ou uma "ciência espiritual universal" que une corpo, mente e espírito. Mas tudo isso, nos dias atuais, está distante do contexto da Palavra de Deus. A teologia crítica tem ficado em silêncio, enquanto a igreja prossegue nos seus caminhos e descaminhos que oscilam entre horizontes ruins e piores, na contramão da vida cristã normal. Vivemos, então, uma contracultura da cultura do evangelho do Reino de Deus.

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A relação entre igreja e cultura socioespiritual é muito pobre, minguada e simplória. Não há produção como nos tempos dos reformadores como João Wesley, Martinho Lutero, João Calvino e outros que mudaram a história com a pregação do evangelho de Jesus.

Não há integração e transformação, por exemplo. A visão atual não busca superar a dicotomia "sagrado x secular", no que se pode equacionar compreendendo a cultura como uma esfera a ser cultivada sob autoridade divina.

Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) diz que trinta e um por cento dos brasileiros são evangélicos. Em dez anos, eles serão o maior percentual da população. O crescimento no número desses fiéis tem desdobramentos significativos na cultura, nos costumes, na política, nas artes e em várias atividades econômicas.

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Todavia, enfatiza o estudo, os evangélicos ainda são pouco compreendidos e motivo de preconceito por parcelas da sociedade mais bem aquinhoadas em termos econômicos e educacionais e por setores de tendências políticas.

Devido a essa falta de informação e ao preconceito, discutir a realidade evangélica é “como andar num pântano minado e potencializado pelo momento, quando há uma polarização no país, muitas vezes pautada pela questão, devido à participação de evangélicos na política”, segundo o antropólogo digital Juliano Spyer, pesquisador do Centro de Pesquisas em Consumo e Sociedade (Cecons) da UFRJ e colunista do jornal Folha de S.Paulo.

Para quem observa pelo lado de dentro da igreja evangélica, entretanto, a realidade é chocante. O número de gente que não busca a cultura do conhecimento é assustador. E, entre os poucos que buscam, uma parcela muito pequena tem uma fé de fato consciente e fervorosa. Quem é, de fato, cristão esclarecido? Quem realmente vive de acordo com os princípios bíblicos estabelecidos por Deus? 

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A igreja evangélica não tem uma exegese de cultura bíblica e teológica que possa dialogar com a sabedoria do mundo que cada vez mais se intelectualiza e se abastece de grandes desafios. Há uma grande necessidade de analisar a cultura à luz do evangelho do reino de Deus para entender a relação entre fé e as coisas ao nosso redor.

Deveríamos, então, laborar propositivamente um encontro essencial. A cultura (crenças, artes, valores) é um campo de atuação para a mensagem do evangelho de Jesus.

A igreja pode gerar impactos da cultura evangélica na sociedade e provocar mudança de paradigma. Incentivo a uma mudança do "consumismo" para uma "mentalidade de produtor", focando no impacto social e na maturidade emocional. O neopentecostalismo, por exemplo, tem sido um desastre na sociedade evangélica. A gente vê mais manifestações demoníacas do que operação do Espírito Santo de Deus. Há uma ação maligna dentro da igreja atual camuflada de espiritualidade. Isso mesmo: o satanismo está dentro da igreja e poucos percebem isso.

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No que concerne a ação social e a cultura, existe uma utilização de atividades lúdicas e culturais (música, arte) nas igrejas locais para aproximação com o público em geral. E qual é a relevância política disso? O crescimento evangélico tem gerado mudanças estruturais na política e no comportamento social no Brasil. Mas qual é a verdadeira contribuição que isso tem dado na mudança de pensamento e, consequentemente, na construção de uma sociedade mais justa e mais pacificadora?

O reconhecimento oficial mira instituições como a "Semana da Cultura Evangélica" (Lei 4714/2016) que celebram a contribuição histórica e a diversidade cultural. Mas qual é o efeito disso em meio a tantos problemas sociais?

Mudanças culturais necessárias (perspectiva teológica). A igreja deve pregar a diferença entre Reino de Deus e império humano. Deve ter foco na promoção do Reino de Deus em vez de "impérios" pessoais de líderes religiosos.

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Deve focar na formação de verdadeiros discípulos de Jesus. Deve dar prioridade em formar fiéis comprometidos ("mega influência") em detrimento do simples aumento de membros ("mega igreja").

Pra que pregar prosperidade? A prosperidade deve ser vista como meio de financiar os propósitos divinos e o impacto social. Não bancar patrimônio de grandes líderes.

O desafio contínuo é equilibrar o engajamento cultural com os valores bíblicos, buscando uma postura que influencie positivamente sem comprometer os fundamentos da fé cristã.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

POLÍTICA | por Battista Soarez

POLÍTICA

Mical Damasceno critica projeto que criminaliza misoginia
A parlamentar se referiu ao PL 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA)

Dep. Mical Damasceno 
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Por:
Assecom/Dep. Mical Damasceno 
(Texto e foto)
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NA SESSÃO PLENÁRIA desta quinta-feira (26), a deputada Mical Damasceno (PSD) criticou o Projeto de Lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), em discussão no Congresso Nacional, que propõe a criminalização da misoginia, equiparando-a ao crime de racismo.

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O projeto define misoginia como atitudes de ódio ou aversão contra mulheres e altera a legislação para que essas condutas passem a ser punidas como crime. Para Mical, a matéria é um “absurdo”.

“Para que criar mais um crime no Brasil? Nós já temos instrumentos legais suficientes para proteger as mulheres. Existe a Lei Maria da Penha, uma das legislações mais rigorosas do mundo no combate à violência contra a mulher. O Código Penal já prevê punições como injúria, ameaça, difamação, perseguição, e existe, ainda, o feminicídio, que pune com rigor máximo o assassinato de mulheres”, frisou Mical Damasceno.

Na opinião da deputada, não há necessidade de criar uma nova tipologia penal, o que levaria a diversas interpretações, haja vista a amplitude e subjetividade do conceito de misoginia. Segundo Damasceno, diferentes interpretações poderiam gerar insegurança jurídica e abrir margem para enquadramentos controversos.

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“Dependendo da interpretação, amanhã podem tentar enquadrar como crime uma crítica política. Eu vejo aqui, por exemplo, alguns deputados da esquerda que fazem críticas ferozes contra a administração da presidente da Assembleia, Iracema Vale. Logo, se esse projeto de lei for aprovado, esse comportamento poderá ser enquadrado no crime de misoginia”, exemplificou.

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terça-feira, 24 de março de 2026

BRASIL | por Battista Soarez

BRASIL
Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro
A decisão atende ao pedido da defesa apresentado antes mesmo do início do cumprimento da pena, em novembro de 2024

Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Divulgação

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O MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira, 24, a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a pedido da defesa apresentado antes mesmo do início do cumprimento da pena, em novembro de 2024, quando Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

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Posição do PGR e decisão do STF

Na última sexta-feira, 20, Moraes solicitou formalmente a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A resposta chegou na segunda-feira, 23, com parecer favorável à concessão da medida.

Gonet argumentou que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.

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Internação e quadro clínico

Bolsonaro, que completou 71 anos no sábado, 21, está internado em UTI de um hospital em Brasília desde 13 de março, após apresentar febre, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios em sua cela na Papudinha — batalhão da Polícia Militar situado ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, onde permanecia preso desde 15 de janeiro.

segunda-feira, 23 de março de 2026

CORRUPÇÃO | por Battista Soarez

CORRUPÇÃO
Município de Santa Helena entra na mira de investigação do MPMA por crime contra a administração pública
A suspeita é de que funcionários fantasmas estão recebendo sem sequer morarem na cidade

Joãozinho Pavão, prefeito de Santa Helena (MA) | Foto: Divulgação. 
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O MINISTÉRIO PÚBLICO DO MARANHÃO (MPMA) acionou envolvidos em um esquema de "servidores fantasmas" na Prefeitura de Santa Helena, no Maranhão, incluindo o afastamento de gestores como Zezildo Almeida Júnior e João Jorge Jinkings Pavão Filho (conhecido como Joãozinho Pavão e atual prefeito do município), devido ao pagamento de salários a pessoas que moravam fora, incluindo influenciadora digital. Tem gente morando até em São Paulo que recebe pagamento da prefeitura. Trata-se de pessoas que são parentes e amigos dos gestores, ligados à família João Jorge Pavão.

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O atual prefeito, Joãozinho Pavão, é filho de João Jorge Pavão e Helena Pavão, ambos já foram prefeitos do município, e continuam mandando na política local. Isso significa que só ganha para prefeito quem eles querem. João Jorge Pavão é conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão e já foi presidente do órgão. Há suspeita de que ele utiliza a influência do cargo para proteger o filho, evitando que ele sofra as devidas consequências pelos crimes cometidos na administração pública.

Os pontos principais da investigação, segundo o MPMA, é o esquema de servidores fantasmas, que recebem pagamento integral de vencimentos a servidores que não exerciam atividades na cidade, com destaque para a atuação de influenciadora digital residente em São Luís.

Os gestores envolvidos estão sendo investigados. A ação mira diretamente Zezildo Almeida Júnior e João Jorge Jinkings Pavão Filho, atual prefeito da cidade, que mantiveram os pagamentos em troca de votos.

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Os pedidos do MPMA incluem condenação para perda de bens, valores ilícitos e funções públicas, suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, além de multas, para os envolvidos, incluindo Everlany Corrêa, Safira Roland, Wariston Dias, João Paulo Lopes, Wedy Pinheiro, Yane Lobato, Adenrouse Dias, Fábio Freitas e Madair Dias.

O caso destaca a persistência de fraudes na administração pública municipal no interior do Maranhão, com foco na contratação irregular e uso de recursos públicos para benefício próprio.

A informação reflete investigações e ações judiciais, não constituindo sentença transitada em julgado para todos os envolvidos. Os detalhes ainda não podem ser divulgados para não atrapalhar as investigações.

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Além disso, a Polícia Federal também investiga a atual gestão municipal de Santa Helena, assim como em outros municípios do Maranhão, por desvios do dinheiro público na educação e na saúde. Existe, também, suspeita de irregularidades em licitações em que as empresas contratadas devolvem parte do dinheiro de projetos e programas aos gestores. Há indícios de superfaturamento e outros crimes na administração pública que provavelmente serão elucidados pelas autoridades competentes.

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quinta-feira, 19 de março de 2026

EVENTO | por Battista Soarez

EVENTO

Iracema Vale participa do 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal
No evento, a presidente da Assembleia Legislativa destacou a importância do diálogo e da união entre os estados
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Por
Agência Assembleia
 Foto:
 J. Cardoso

Iracema Vale laceada por Governadores da Amazônia Legal 

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A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), participou, nesta segunda-feira (16), do 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, promovido pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL). O encontro reuniu representantes dos estados da região para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da cooperação entre os entes federativos.

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Durante o evento, a parlamentar destacou a relevância do diálogo e da união entre os estados da Amazônia Legal para enfrentar desafios históricos e construir soluções conjuntas para a região.

“Este é um momento importante para a nossa região e também para o mundo. A Amazônia vive um período em que a cooperação entre os estados se torna cada vez mais necessária. Para avançarmos, é fundamental fortalecer a parceria com o Governo Federal e ampliar o diálogo com a comunidade internacional, sempre com lideranças comprometidas em transformar desafios em oportunidades para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Iracema Vale.

Na ocasião, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, tomou posse como presidente do Consórcio da Amazônia Legal. À frente da entidade, ele terá como missão fortalecer a integração entre os nove estados que compõem a região — Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — além de ampliar o diálogo institucional e impulsionar pautas estratégicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

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Investimentos

Ao assumir a presidência do consórcio, Carlos Brandão ressaltou a responsabilidade de conduzir a agenda conjunta dos estados da Amazônia Legal e destacou iniciativas importantes. “Tomamos posse com o desafio de ter uma Amazônia preservada, reduzir o desmatamento e as mudanças climáticas, e prospectar investimentos, tanto em nível nacional quanto internacional. Teremos a assinatura de R$ 53 milhões do Fundo Amazônia vindos da Alemanha para regularização fundiária, um dos carros-chefe do nosso governo. Há três meses, assinamos um investimento de 45 milhões para equipar o Corpo de Bombeiros”, detalhou Brandão.

Entre as prioridades da nova gestão estão ações voltadas à preservação ambiental, à redução do desmatamento e ao enfrentamento das mudanças climáticas, além da atração de investimentos e da implementação de políticas públicas capazes de promover desenvolvimento econômico aliado à proteção da floresta.

Também participaram do evento, o defensor-Geral, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora Pública-Geral do Estado, Cristiane Marques; o presidente da Famem, Roberto Costa (MDB); o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Daniel Brandão; o procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro; o secretário de estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; o senador Weverton Rocha; os deputados estaduais Antônio Pereira (MDB); Davi Brandão (MDB); Mical Damasceno (PSD); Francisco Nagib (MDB); Janaína (Republicanos); Júnior Cascaria (Podemos), além de várias lideranças e autoridades.

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domingo, 15 de março de 2026

EDITORIAL | por Battista Soarez

EDITORIAL
Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)
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Jogo político e perseguição a políticos no Maranhão
O caso Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil como exemplo de como funciona, nos bastidores da política, a disputa por poder e cargos no estado.

Ministro Flávio Dino e os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil | Foto: Reprodução.

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COM FLÁVIO DINO E ALEXANDRE DE MORAES no STF, a Polícia Federal está deixando de ser aquela instituição séria em que, antes, se podia acreditar. No protagonismo político do atual governo federal, ela simplesmente virou instrumento de perseguição política e guardiã do mandato de Luís Inácio Lula da Silva, um transloucado ganancioso que governa o Brasil com o coração cheio de ódio e sentimento de vingança. Mas, infelizmente, a PF tem que cumprir ordens, independente de ela concordar ou não com a operação.

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No Maranhão, com Dino estrategicamente posicionado na suprema Corte do país, a política é feita com "manobrismo" de poder transdemocrático (algo bem diferente de democracia) cheio de falcatruas nas tomadas de decisões nas escaladas governamentais. Se achando dono do estado, ele está por trás das ações político-judiciais que têm por objetivo derrubar os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA). Já provaram, pois, do que eles são capazes no caso Bolsonaro, conforme temos acompanhado largamente na imprensa e nas redes sociais. O objetivo é enfraquecer os políticos de direita em razão de perpetuar o governo de esquerda no país. A ação do STF vai ser assim, gradativamente, em todos os estados brasileiros.

Mas por que Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil estão sendo perseguidos com acusações de vendas de emendas parlamentares (R$ 1,6 milhão), se no governo Flávio Dino, segundo fontes que pediram para não serem identificadas, foram desviados milhões por meios ilícitos e nada aconteceu?

Os deputados Josimar e Pastor Gil estão sendo julgados pelo STF, com pedido de condenação pela PGR, por suposto esquema de corrupção passiva e organização criminosa. Eles são acusados de exigir propina para liberar emendas parlamentares voltadas à saúde no Maranhão, envolvendo um irrisório valor de R$ 1,6 milhão (se comparado com os milhões e milhões desviados por deputados, senadores, prefeituras, governo federal e, inclusive, o judiciário), como foi pontuado acima. O caso ocorreu na prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão, durante o mandato de Eudes Sampaio.

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Os principais detalhes do caso, sobre o esquema de propina, dizem respeito ao fato de que a denúncia, baseada em investigações da Polícia Federal, aponta a cobrança de contrapartida (10% a 15% do valor) para o envio de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA) em 2020.

Josimar Maranhãozinho é acusado de corrupção passiva e de liderar a organização criminosa, enquanto Pastor Gil responde por corrupção passiva e participação no esquema do grupo.

Com relação às provas, tece-se o argumento de que investigadores relataram conversas de mensagens e registros que discutiam o direcionamento de emendas, além de registros de "ação controlada" da PF. Em conversa com o Blog Leitura Livre, o deputado Pastor Gil nega os fatos. Disse que apenas recebeu uma ligação no seu celular de um desconhecido que se identificara como Pacovan. "Eu apenas perguntei a ele quem deu meu número a ele. Eu disse que eu não o conhecia e desliguei o celular", relatou o deputado.

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Na situação atual, o julgamento na Primeira Turma do STF começou em março de 2026, com o voto do relator Cristiano Zanin aceitando a denúncia, e foi suspenso para continuação. É importante considerar que os ministros Zanin, Moraes e Flávio Dino são antagônicos ao políticos da direita e, portanto, contrários ao partido PL ao qual pertencem os deputados acusados. Nesse caso, estamos diante de uma nítida ausência de imparcialidade na condução do caso.

O processo destaca o uso indevido de emendas parlamentares, afetando recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). A Coluna Leitura Livre foi informada de que há uma certa "mentoria" por trás das denúncias contra Josimar Maranhãozinho simplesmente pelo fato de ele ser um forte nome ao governo do Maranhão, com absoluta ascensão. Segundo a fonte, Flávio Dino quer impedir que isso aconteça e o que ele tem como instrumento para impedir a ascensão política do parlamentar é exatamente esse episódio.

Mas, se isso for verdade, conforme o nosso jornalismo investigativo apurou, não é só Flávio Dino que está por trás desse jogo. O deputado Aluízio Mendes, que, inclusive, é policial federal, também é inimigo de Josimar, tendo declarado em vários momentos que não vai descansar enquanto não derrubar o político no Maranhão.

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Mas o que tem chamado à atenção dos especialistas é o fato de a Polícia Federal estar sendo usada como instrumento de perseguição política. A referida instituição, que sempre foi de muita seriedade, trabalha com princípios, métodos e técnicas de investigação da melhor qualidade, e jamais deve se prestar para esse papel de natureza duvidosa. Chega a ser ridículo. Veja, a seguir, o verdadeiro papel da PF e compare com o que tem acontecido no atual governo.

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"A Polícia Federal, que sempre foi uma instituição de muita seriedade, trabalha com princípios, métodos e técnicas de investigação da melhor qualidade, e jamais deve se prestar para o papel de natureza duvidosa que vem acontecendo no Brasil"
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Sabe-se que a investigação realizada pela Polícia Federal (PF) no Brasil é pautada por rigor técnico-científico, legalidade e foco no combate a crimes complexos, organizados e transnacionais que afetam bens, serviços e interesses da União. O método principal é o Inquérito Policial (IP), conduzido por delegados de Polícia Federal, mas a instituição utiliza técnicas avançadas para colher indícios de autoria e materialidade.

Veja-se, por exemplo, os principais pilares de investigação da Polícia Federal. Primeiro, têm-se os princípios da investigação da PF. O princípio da legalidade parte da ideia de que todas as ações devem estar fundamentadas na lei. O que disso passar está totalmente fora da lógica em fazer justiça.

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A PF trabalha, também, com o princípio da impessoalidade e da moralidade. Isto significa que ela deve ter rigorosa atuação técnica e ética, livre de interesses pessoais. Portanto, ninguém pode utilizar-se da instituição para satisfazer a seus próprios interesses. Em seguida, o princípio da eficiência faz com que a PF prima pela celeridade e pela eficácia na colheita de provas.

Enquanto isso, o princípio do sigilo deve ser absoluto, sendo necessário para garantir o sucesso das investigações, especialmente em operações complexas. E, por fim, o princípio da investigação criminal constitucional faz com que a instituição deva estar focada no respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana e na proteção da ordem pública.

Com relação aos métodos e etapas de investigação, tudo parte do inquérito policial (IP), que é um procedimento administrativo oficial, sigiloso e inquisitivo, presidido pelo Delegado de Polícia. Em seguida, vem a inteligência policial, que é a utilização de dados para antecipar ou esclarecer crimes. Face a isso, as operações policiais são ações planejadas que envolvem a deflagração de cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão. Devem ser procedidas de maneira translúcida e com muita responsabilidade.

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Outro método importante é a cadeia de custódia, pois se trata de preservação rigorosa dos vestígios materiais desde o local do crime até o laudo pericial. E, enfim, tem-se a análise de vínculos, utilizada para entender a estrutura de organizações criminosas e o fluxo de capitais.

No que diz respeito às técnicas de investigação, a Polícia Federal emprega técnicas tradicionais e avançadas, muitas vezes utilizando meios tecnológicos sofisticados. Primeiro, ela tem as técnicas avançadas/especiais, começando pela ação controlada. Face a isso, é totalmente errado fabricar ou forjar provas e falsas verdades.

A ação controlada, por sua vez, é a técnica de retardar a intervenção policial para o momento mais eficaz e oportuno, evitando erros e incertezas. Outra técnica importante é a intercepção telefônica e telemática, que permite o monitoramento de comunicações com autorização judicial.

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Agora, se tem a colaboração premiada, que é um acordo entre investigado e autoridade para obtenção de provas. E também utiliza-se a infiltração de agentes, isto é, a inserção de policial em organização criminosa para catalogação de dados, informações e provas. Esta, inclusive, é uma das técnicas também utilizada no jornalismo investigativo.

Por conseguinte, a PF utiliza, ainda, a vigilância e o monitoramento para observação física ou tecnológica de suspeitos.

Agora, vêm as técnicas de polícia judiciária e forense. Aqui são utilizadas entrevistas e interrogatórios como, por exemplo, técnicas de entrevista cognitiva e formal. Numa outra técnica, utiliza-se a análise de documentos e dados. Estes dizem respeito a exame de registros contábeis e fiscais.

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A técnica de perícia criminal (criminalística) é uma análise técnica de vestígios (balística, documentos, informática, engenharia) realizada por peritos criminais federais. Outra coisa também é a identificação de impressões digitais, que é a atuação da papiloscopia em exames de identificação humana.

Foco na "Nova" Investigação. Atualmente, a PF concentra esforços na investigação criminal tecnológica e financeira, incluindo a investigação de crimes cibernéticos, rastreamento de criptoativos e lavagem de dinheiro.

Existe, ainda, o uso de BI (Business Intelligence) e Data Analytics para cruzar grandes volumes de dados. Há, aqui, a cooperação jurídica internacional para crimes transnacionais.

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A metodologia de investigação da PF, portanto, é padronizada para garantir a validade das provas no processo penal, visando a responsabilização criminal com foco na recuperação de ativos.

Diante de tudo isto, o Supremo Tribunal Federal tem agido de uma forma que não dá para entender. A população brasileira, inclusive no Maranhão, tem assistido ações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes que só têm envergonhado o país. O maranhense, de um lado, tem orgulho de ter um representante na Suprema Corte. Por outro lado, sente vergonha da maneira como o ministro tem conduzido as coisas, perseguindo jornalistas e adversários políticos. Espera-se que tanto Josimar Maranhãozinho como Pastor Gil sejam livres dessas artimanhas que misturam interesses políticos pessoais com ditadura judiciária. E que o país, no entanto, seja passado a limpo com justa justiça e política democrática de fato e de verdade.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

PROTEÇÃO À MULHER | por Battista Soarez

PARLAMENTO

Assembleia Legislativa discute estratégias para fortalecer proteção às mulheres no Maranhão

Encontro “Do Debate à Ação: Construindo Novos Caminhos na Proteção das Mulheres” foi na tarde desta quinta-feira (12)

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Por:
Agência Assembleia
Fotos:
Agência Assembleia 

Plenário da ALEMA discute estratégias de proteção à mulher no Maranhão.

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A PROCURADORIA DA MULHER da Assembleia Legislativa do Maranhão promoveu, nesta quarta-feira (12), o encontro “Do Debate à Ação: Construindo Novos Caminhos na Proteção das Mulheres”, realizado no Auditório Gervásio Santos, o Plenarinho da Casa. A iniciativa foi conduzida pela deputada Dra. Vivianne (PDT) e reuniu representantes de diversas instituições para debater novas estratégias de prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher no estado.

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O evento teve como foco o diálogo, a escuta ativa e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento e ao bem-estar das mulheres maranhenses. Participaram do encontro representantes do Ministério Público do Maranhão, da Polícia Civil do Maranhão, da Defensoria Pública, do Tribunal de Justiça, além de integrantes do Poder Executivo e procuradoras municipais do interior do estado.

Durante o encontro, um dos principais temas discutidos foi a criação do Observatório contra o Feminicídio no Maranhão, iniciativa que pretende reunir e divulgar dados sobre a violência contra a mulher no estado, contribuindo para o planejamento de políticas públicas mais eficazes.

Presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale, destacou que o projeto já está em tramitação na Casa e que o momento atual é de debate e aperfeiçoamento da proposta

A presidente da Assembleia, Iracema Vale (MDB), destacou que o projeto já está em tramitação na Casa e que o momento atual é de debate e aperfeiçoamento da proposta.

Presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale, destacou que o projeto já está em tramitação na Casa e que o momento atual é de debate e aperfeiçoamento da proposta
“Tramita na Casa um projeto de lei em parceria com a Defensoria Pública para criação do Observatório contra o feminicídio. Como o projeto está em tramitação, esse momento é de debate e discussão. A procuradora da Mulher da Casa, Dra. Vivianne, está provocando muitos debates sobre o assunto para que o observatório contemple de fato o que as mulheres esperam saber sobre as causas do feminicídio no estado”, afirmou.

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A deputada Dra. Vivianne explicou que a proposta do observatório é ampliar a transparência e facilitar o acesso da sociedade às informações sobre violência de gênero.

“Hoje, vamos fazer um debate sobre a criação do Observatório contra o feminicídio no Maranhão. É preciso que esses dados sejam transparentes, estejam compilados e atualizados mensalmente em uma plataforma. Que todos tenham acesso, principalmente legisladores e órgãos de proteção à mulher. Nosso papel hoje é discutir essa lei para que possamos implantá-la e, em um futuro próximo, ter acesso facilitado aos dados sobre a violência contra a mulher na palma da mão de todo cidadão”, destacou.

A diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, também ressaltou a importância da Procuradoria da Mulher dentro do Legislativo estadual para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres. “É muito importante falar da importância de uma Procuradoria da Mulher dentro da Casa Legislativa que representa o nosso estado. É aqui que se potencializa a luta por mais legislações que reflitam nossos direitos e que precisam ser efetivados todos os dias. Trazer quem executa as políticas públicas para discutir novas legislações e a articulação institucional é fundamental para melhorar os serviços”, pontuou.

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Além da discussão sobre o observatório, o encontro reforçou a necessidade de transformação das estruturas sociais, econômicas e políticas que ainda dificultam a igualdade de gênero. A iniciativa também destacou a atuação da educação, do empreendedorismo e das políticas públicas na ampliação de oportunidades, na promoção da autonomia feminina e na proteção dos direitos das mulheres.

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