COLUNA LEITURA LIVRE
Por que somos uma sociedade "burrificada" onde os livros perderam o seu valor e as pessoas são escravas do sistema dominante
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Imagem meramente ilustrativa | Fot: Divulgação. |
SEMPRE DIGO para os meus alunos universitários que a sociedade é dominada por três tipos de poderes: poder político, poder econômico e poder intelectual. O poder político é o governo e suas instituições. O poder econômico é a iniciativa privada, constituída por grandes empresas. E o poder intelectual é o mundo formado por professores, escritores, juristas, jornalistas, editores e demais protagonistas da literatura e da comunicação.
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O Brasil é um país de gente que não lê. Somos um povo que não lê e, consequentemente, somos uma população com hábitos de leitura em declínio. É observado no Brasil niveis de leitura baixos, onde a proporção de leitores tem diminuído e o número de não leitores é crescente. Essa situação é resultado de uma complexa interação de fatores, que incluem a competição com outras mídias, a falta de estímulo à leitura desde cedo, deficiências na educação e a escassez de recursos como bibliotecas.
A redução no hábito de ler sempre tem um impacto negativo no desenvolvimento individual e social, afetando a capacidade crítica, o conhecimento e a participação na vida em sociedade.
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A leitura, portanto, é crucial para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como a capacidade de interpretação, o raciocínio e o pensamento crítico.
Uma sociedade que não lê tem grave limitação no acesso à informação. Um povo que não lê tem dificuldade em acessar e compreender informações, o que pode impactar sua participação em debates sociais e políticos.
Além do mais, as dificuldades no mercado de trabalho são reais e impactantes negativamente. A falta de habilidades de leitura e interpretação pode levar a dificuldades no mercado de trabalho e em diversas outras áreas da vida.
Quem não lê tem menor engajamento cívico e não sabe administrar seu próprio desenvolvimento humano. De fato, a falta de leitura pode reduzir a compreensão de questões sociais, políticas e culturais, afetando, assim, o engajamento do indivíduo enquanto cidadão.
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Em tese, o baixo estímulo é outro problema. A falta de incentivo à leitura em casa e na escola dificulta a formação de novos leitores. Mas não se pode deixar de considerar as deficiências educacionais. A dificuldade em desenvolver o domínio da leitura pode levar à falta de paciência para ler textos mais longos e à leitura mais lenta. Fato.
Por outro lado, a escassez de recursos também pode ser apresentada como fator condicionante. A falta de bibliotecas e de acesso a materiais de leitura contribui para o declínio do hábito de ler.
Outra realidade são os fatores socioeconômicos. Questões como a falta de tempo livre, devido a necessidades de trabalho, também podem impedir a leitura, conforme apontam especialistas.
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A perda de leitores é uma realidade massificadora. O Brasil perdeu mais de 7 milhões de leitores em poucos anos, segundo uma pesquisa citada pelo O Globo. O brasileiro está praticamente morto intelectualmente. Editoras e livrarias estão sofrendo como nunca na história do Brasil.
Quero, então, concluir citando o escritor e poeta brasileiro Mário Quintana: "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem". A leitura, vale dizer, é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo, abrindo portas para o conhecimento e a imaginação, e expandindo a compreensão do mundo e de si mesmo.
Frases como "A leitura é o caminho mais curto para o conhecimento", atribuída a Aristóteles, ou "Ler é viajar sem sair do lugar", de Pensador, ilustram como o ato de ler enriquece a alma, aprimora ideias, previne o declínio cognitivo e nos conecta a diferentes realidades.
Como disse um certo autor, "a leitura abre as janelas do entendimento e desperta do sono a sabedoria". Por isso, quem lê caminha no andar superior da existência e enxerga com maior velocidade a possibilidade de superação e crescimento pessoal. Quem lê, portanto, caminha longe da mediocridade.
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