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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

INVESTIGAÇÃO | por Battista Soarez

I N V E S T I G A Ç Ã O
Falsa corretora no Brasil sobrevive de ludibriar clientes
Sem endereço físico no país, a Warren Bowie & Smith é totalmente irregular, diz CVM.
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Por Battista Soarez
(De São Luís - MA)

A suposta corretora Warren Bowie & Smith já ludibriou milhares de clientes no Brasil | Foto: Reprodução.

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UMA FALSA EMPRESA ESTRANGEIRA, conhecida na Internet como Warren Bowie & Smith, atua no Brasil aplicando golpe em clientes, oferecendo serviços financeiros em investimentos lucrativos mas, na verdade, tudo não passa de uma organização criminosa que usa tecnologia de ponta para roubar dinheiro das pessoas de boa fé, que buscam investir seu dinheiro para obterem um ganho melhor.


A falsa corretora, com atuação em vários países, usa um aplicativo denominado XCITE e liga para os clientes oferecendo oportunidade de investimento seguro e com até 150% de lucro com risco zero.

Na aborgam aos clientes, feita por telefone, a falsa corretora oferece confiabilidade e segurança nos serviços a serem prestados. Aparentemente, todas as vantagens oferecidas parecem ficar bem claras. Eles levam o cliente a assinar um contrato, com assinatura e tudo. Inclusive mostram terem até estrutura jurídica para dar mais segurança ao cliente.

No Reclame Aqui, a reputação da Warren Bowie & Smith é RUIM, o que é uma alerta para as pessoas que procuram por investimento na Internet | Foto: Reprodução.

Recentemente, um profissional do jornalismo investigativo do Leitura Livre recebeu uma ligação da tal corretora Warren Bowie & Smith, que logo ofereceu uma ampla gama de serviços financeiros e investimentos como ações, opções e negociação de câmbio. A pessoa que ligou se identificou como Bianca Meirelles e, muito educada, passou a explicar sobre os serviços da tal corretora. Diante das vantagens oferecidas pela plataforma, o cliente é convencido e induzido a acreditar que se trata de uma empresa realmente confiável, sem risco de perda ou motivo para preocupação. "Caso você não goste, pode sacar seu dinheiro e encerrar a sua conta. E vida que segue", pontuou Bianca.

O atendimento ao cliente e outros recursos oferecidos pela falsa plataforma, em nível de conversa, são perfeitos. Tudo para atrair e ludibriar os clientes. Os bandidos mostram como funciona e tudo, inicialmente, pode ser confirmado por quem está buscando uma coisa séria e segura para investir seu dinheiro com retorno garantido. A empresa informa, inclusive, que a movimentação é diária e que o cliente pode retirar o seu dinheiro na hora em que desejar.

Na sequência, é aberta uma conta na plataforma para suposta operação no mercado de aplicação e investimento e, nesse caso, eles mostram passo a passo empresas famosas como Amazon, Eurusd e outras empresas, inclusive as que trabalham com petróleo americano. Eles fornecem um quadro completo de operacionalizaçâo financeira de uma maneira tão convincente que o cliente dificilmente desconfia se tratar de apenas mais um golpe entre milhares que existem na Internet.

Um suposto coordenador, que se identifica como Cardoso, entra em cena e diz que ele é a pessoa responsável para acompanhar todas as negociações para que o cliente não tenha nenhum tipo de prejuízo. O tal Cardoso vai conduzindo o processo, ora nervoso e ora tranquilo, numa [falsa] demonstração de que está acompanhando a movimentação do mercado. Trata-se de uma operacionalização técnica bem complexa e aparentemente de extrema profissionalidade. Mas não se engane. É tudo um esquema maligno e traiçoeiro para usurpar seu dinheiro e lhe deixar na fossa. Todo dia o tal do Cardoso liga com uma história diferente, sempre pedindo mais dinheiro. Isso dura enquanto você tem dinheiro ou até você desconfiar e desistir.

A certa altura, você recebe uma ligação do setor de documentação e assinatura de contrato. Quem liga é um funcionário que se identifica com o nome de Lucas Borges (lucas.borges@wbandsmith.com). O contrato vem em duas cópias. Uma vem em inglês e outra vem em português. E você é orientado a assinar a cópia do contrato que está redigida em inglês. Tudo é feito tecnicamente de maneira muito profissional.


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(Matéria em construção.... aguarde novas atualizações a qualquer momento...)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

Ninguém é cético o suficiente para não ser salvo por Jesus
Como criatura de Deus, o ser humano sempre está à busca do sagrado. Seu espírito tem sede incessante do Criador.

Os céticos, no fundo, têm um espírito que busca incessantemente por uma espiritualidade em Deus.  
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DURANTE O TEMPO em que vivi nos meios acadêmicos, na condição de aluno, tive muitos embates com professores céticos. Muitos deles, querendo zombar da minha fé perante meus colegas de turma, faziam comentários duros e debochativos acerca de Deus. Mas eu sempre os questionava com argumento bíblico, científico ou filosófico, dependendo da linha de raciocínio que tal professor ou professora apresentava.

P U B L I C I D A D E

Certa vez fui questionado sobre a existência de Deus.

Como você prova que Deus existe? — Perguntou a pessoa.

E como você prova que Ele não existe? — Retruquei.

Então eu continuei, fazendo algumas exposições sobre o assunto. Disse que, decerto, eu tinha de concordar com ele em relação à ideia de que Deus não existe.

De fato Deus não existe — disse eu. — Você tem razão. Deus “É” antes da existência. Não foi a existência que trouxe Deus. Mas Deus trouxe a existência. Pegue qualquer dicionário e busque pela palavra “existência”. Lá vai estar dizendo que existência é “estado de atividade funcional que começa com o nascimento e termina com a morte”.

P U B L I C I D A D E

Então expliquei a ele que Deus não “nasceu” e nem “morrerá”. Isto porque Ele é eterno. E quem é eterno não existe, porque a eternidade “É”, desde sempre, antes da existência. Portanto, Deus não depende da existência, pois é a existência que depende de Deus. Como a existência vem depois, ela não pode explicar Deus.

Na sua obra “Analectos”, Confúcio (552 a.C. a 489 a.C.) — que foi um filósofo e pensador chinês do Período das Primaveras e dos Outonos — conta que Zi-lu perguntou como servir aos espíritos e aos deuses. Confúcio respondeu: “Se você não é capaz de servir a outras pessoas, como seria capaz de servir aos espíritos? Zi-lu disse: “Posso lhe perguntar sobre a morte?” Confúcio respondeu: “Se você ainda não entende a vida, como poderia entender a morte?”

A verdade é que os céticos só se dizem ateus porque não entendem nada sobre a vida e a morte. Se entendessem, jamais negariam a Deus. O cético, na verdade, é alguém "perdido" nos seus pensamentos e ideias. Mas que, em regra, vive à busca do sagrado, mesmo que inconscientemente.

Robert C. Solomon, filósofo e escritor norte-americano, disse que a palavra “espírito” evoca muitas imagens. Espírito, antes de tudo, lembra espiritismo, espirituoso, vivaz, engraçado, inteligente. Solomon lembra que Hegel insistia acreditar que o corpo e a mente eram uma coisa só, e que a totalidade da natureza é Espírito.

P U B L I C I D A D E

O filósofo Friedrich Nietzsche tentou conceber até a alma como fisiológica, exatamente como a visão de mundo de Homero e dos gregos antigos. Todavia, isso seria um erro enorme, isto é, confundir semelhante naturalismo com materialismo científico, ou seja, a redução de mente, alma e espírito aos elementos básicos de uma biologia desprovida de alma. Deus, entrementes, tem o controle de tudo, inclusive da ciência. Isto quer dizer que as ideias dos homens só vão até certo ponto, só até onde o Senhor permite.

Nietzsche, que era de família protestante tanto por parte da mãe como porte do pai, disse que, por vezes, queremos realmente permitir que a existência seja degradada para nós da maneira como queremos, isto é, reduzida a um mero exercício para uma calculadora. De fato, o pensamento humano, longe de Deus, procura se reencontrar com o sagrado desde quando o homem se afastou do seu Criador por meio da tragédia do pecado.

Hegel e Nietzsche rejeitaram um conceito de alma que se afastasse, sob algum aspecto, do terreno e do natural. Mas nenhum dos dois podia tolerar um mundo desprovido de alma. Um mundo, aliás, sem o sagrado e sem espiritualidade. Um mundo sem Deus.

Ante a tal realidade, tenho um sonho de que as igrejas e seus líderes no Maranhão e em sua capital, São Luís, se unam para debaterem essas e outras questões, organizando congressos, conferências, seminários, etc., abertos ao público para que possamos atrair a comunidade externa no sentido de que as pessoas, em geral, se interessem pelo evangelho e conheçam que, na igreja, também têm pessoas com visão de mundo correta acerca da vida e de Deus. O mundo precisa compreender a verdade do evangelho. E se isto acontece, por meio do diálogo da igreja com o mundo que Deus amou, os homens (céticos ou não) jamais resistirão ao Senhor. Isto porque um diálogo sempre gera um entendimento. E um entendimento sempre gera uma concordância.

P U B L I C I D A D E

Recentemente falei com o pastor Zezinho Oliveira, líder da Igreja Assembleia de Deus Cristo para as Nações, sobre a ideia de promover congressos e outros eventos de aprendizado e fortalecimento da fé cristã. Tratar-se-á de uma agenda anual das igrejas cristãs para trabalhar a maturidade dos cristãos em nível da capital, São Luís, e do estado do Maranhão.

Líderes como o apóstolo Marcos Nascimento, o pastor Almir André, pastor Joás Albuquerque, pastor André Sousa (COMADEMA), pastor Alex Martins (UNICAJE), pastor Fábio Leite e, enfim, demais pastores e líderes de igreja da grande Ilha de São Luís podem e devem se unir em prol de um projeto macro para promover o magistério da igreja. Esses homens são influentes na sociedade e, unidos, certamente atrairiam muitas pessoas para eventos dessa natureza. Além disso, envolver o poder público e as autoridades públicas, bem como empresários e comunidade em geral, seria uma estratégia de ação acima de tudo categórica no sentido de envolver a opinião pública na natureza da essência do evangelho de Jesus. A sociedade precisa colocar na cabeça que o evangelho de Jesus não é religião. O evangelho de Jesus, o Cristo, é poder de Deus para salvação de todo aquele que nEle crer (Romanos 1.16).

Mas, para a sociedade compreender isto, é necessário que a igreja, Corpo de Cristo, dialogue com o mundo. O mundo que Deus amou (João 3.16). Pelo que tenho visto, todos concordam comigo. Mas apenas concordar não é o bastante. É necessário praticar e fazer. O mundo precisa ser salvo por Jesus. Precisa ser alcançado pelo Evangelho de Deus. As instituições sociais estão cheias de céticos. E isso torna a sociedade arruinada. Mas ninguém é cético o suficiente para não ser salvo por Jesus, o Cristo. Se a igreja de Jesus dialogar com o mundo, as pessoas compreenderão o Evangelho. E uma vez compreendendo o Evangelho, elas se entregarão a Cristo, e serão salvas do fogo eterno. Crer é compreender. Para compreender é preciso ouvir. E para ouvir é preciso ser ensinado. E para ser ensinado é preciso que alguém — no caso a igreja do Senhor — se disponibilize a ir e ensinar (Mateus 28.19-20).

P U B L I C I D A D E

É preciso entender, antes de tudo, que o “sagrado” evoca também uma paixão partilhada não mística, como em expressões tão seculares quanto “espírito de equipe” e o “espírito dos tempostos”. E, nesse sentido, é uma ideia caracteristicamente social, o que fica evidente em interpretações mais práticas do Espírito Santo como os laços de sentimento mútuo numa comunidade espiritual, conforme explicava Robert C. Solomon enquanto viveu. A linguagem com a qual explicamos isto é filosófica mas muito coerente em sua lógica e sapiência.

Eu sugeri ao pastor Zezinho Oliveira sobre a promoção de eventos educativos para a igreja em São Luís e no Maranhão porque lembrei de que a filosofia de Hegel celebrou o “espírito popular” dos gregos antigos, em contraste com o que ele via como a preocupação alienante com o outro mundo e a “positividade” do protestantismo contemporâneo. Em sua obra mais madura, Hegel comparou o espírito de moralidade popular com as regras abstratas e a hiper-racionalidade da moralidade moderna. Há um espírito moderno contaminante que, de fato, afeta as instituições sociais e as pessoas no mundo. Esse espírito está presente nas indústrias bioquímicas, farmacêuticas e alimentícias.

Em sua política, também, o espírito é o que abarca toda a humanidade, em contraste com a particularidade de estados, e é esse mesmo espírito-do-mundo que transcende o sectarismo infantil da religião contemporânea. Seja como for, o espírito é social. Representa nossa sensação de experiência participar e pertencer a uma humanidade e a um mundo maiores que nossos “selves” individuais, em que, por vezes, achamos que nossa experiência consciente é única e se diferencia dos outros. Na verdade, aqui está o sentimento e pensamento conflitante da nossa personalidade.

P U B L I C I D A D E

Isso é ainda mais importante hoje que no tempo de Hegel. Em sua época, Hegel via a aurora de uma Europa internacional. Agora, estamos todos vendo a realidade de uma humanidade global, bem como o espectro emergente da própria Terra como uma pátria partilhada mas profundamente ameaçada. A atual situação do Brasil, no seu aspecto político e social, é um grande exemplo disso.

Sagrado”, em seu emprego mais dramático, refere-se a uma esfera que é sobrenatural, uma esfera de “espíritos”: musas, deuses e deusas, anjos, demônios e — partilhando nosso espaço secular — fantasmas. Como não sabemos nada dessa esfera (exceto o que lemos nos livros e vimos nos filmes), não temos grande coisa a dizer a respeito. Precisamos estudar mais, pesquisar a respeito e debater entre nós os temas espirituais e seculares. Nesse sentido, entrementes, estética e politicamente, vamos debater a ideia preferível de um mundo espiritual ricamente povoado pela imagem monoteísta do único e verdadeiro Deus.

O mundo espiritual não está em parte alguma se não aqui, seja o que for que esse mundo designe. Somos espíritos e, portanto, espirituais. Somos de Deus e vivemos nEle. E quem é de Deus vive no Espírito. Quando os céticos descobrem isto e entendem isto, eles mudam de posição, mudam de realidade e passam a viver no Espírito, isto é, na dimensão superior da existência. Por isso, vale a pena a Igreja de Jesus dialogar com o mundo que Deus amou, até que todos entendam o grande significado e a importância desse grande amor de Deus.

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P U B L I C I D A D E



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE

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Por Battista Soarez
(Jornalista, escritor, sociólogo, teólogo e professor universitário)

A cultura do socialismo e a briga pelo poder de controle do planeta

A política de esquerda é uma rede mundial de corrupção "democratizada".

O combate à corrupção tem sido uma constante de organizações mundiais | Foto: Divulgação
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DESDE QUE LULA FOI SOLTO e assumiu o comando do Brasil pela terceira vez, a marcha para o controle total da governança global tem sido galopante. Ele tem sido usado pelo sistema globalista para dialogar com os líderes sul-americanos sobre a organização e unificação do bloco econômico da América do Sul e, a partir daí, novos passos serão dados na concretização da governança do planeta. E um dos mecanismos da esquerda global tem sido a institucionalidade da corrupção. Em 2024, o Brasil registrou 34 pontos e a 107ª posição, entre 180 países, no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, o IPC. Trata-se da pior nota e da pior colocação do país na série histórica do índice, iniciada em 2012. O governo mundial, vale considerar, será um governo de corrupção institucionalizada, em que uma ditadura violenta será instalada sem nenhum sentimento de piedade. Lula já disse que é a favor dessa nova ordem. Por isso ele foi reconduzido ao posto de chefe de Estado da forma como foi. Porque, de fato, a nova ordem precisa desse tipo de gente.

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É fato que o resultado de 2024 significa uma queda de dois pontos e três posições em relação ao ano anterior. E de nove pontos e 38 posições em comparação com as melhores pontuações do país na série histórica — em 2012 e, novamente, em 2014. — O Brasil, governado pela corrupção e pela violência, é uma nação sofrida e sua gente tem sido usada como massa de manobra pelo sistema corrupto que determina o "tudo" na escala social. O atual governo brasileiro está caminhando nessa trilha e a sociedade parece estar desprovida de força democrática porque até a democracia foi roubada do povo.

Vejamos alguns pontos quanto a esta questão. Há dez anos, para início de conversa, o país estava empatado com Bulgária, Grécia, Itália, Romênia, Senegal e Essuatíni (antiga Suazilândia). Desse grupo, apenas este último e o Brasil estão com notas piores no índice desde então. Atualmente o Brasil está empatado com Argélia, Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia.

O Leitura Livre apurou que, produzido pela Transparência Internacional desde 1995, com uma série histórica comparável desde 2012, ele avalia 180 países e territórios e atribui notas entre 0 e 100. Quanto maior a nota, maior é a percepção de integridade do país. É perceptível que o mundo caminha para uma nova ordem de governança global totalmente controlada pela corrupção e pela violência. Há anos tenho dito que a esquerda é uma rede mundial de corrupção e violência. E nisso estão balizadas, apocalipticamente, todas as suas ideologias como método de governo e democracia numa perspectiva unilateral por parte dos dos dominantes da sociedade.

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O IPC agrega dados oriundos de diferentes fontes que trazem a percepção de acadêmicos, juristas, empresários e outros especialistas acerca do nível de corrupção no setor público de cada país analisado. Para 2024, foram usadas oito fontes de informação para a composição da nota do Brasil.

Em 2024, o Brasil falhou, mais uma vez, em reverter a trajetória dos últimos anos de desmonte da luta contra a corrupção. Ao contrário, o que se viu foi o avanço do processo de captura do Estado pela corrupção. A principal evidência de que estamos entrando no estágio avançado desse processo vai se tornando clara: a presença cada vez maior e explícita do crime organizado nas instituições estatais, que anda de mãos dadas com a corrupção. Não surpreende, portanto, o resultado do Brasil no IPC 2024 ser o pior da sua série histórica. É fundamental que isso soe como um alarme, para que a sociedade e as instituições brasileiras ajam contra esse processo de captura do Estado que, a cada dia, se torna mais difícil de reverter.

Em 2024, os melhores colocados no Índice de Percepção da corrupção foram Dinamarca (90 pontos), Finlândia (88), Cingapura (84), Nova Zelândia (83) e, empatados com 81 pontos, Luxemburgo, Noruega e Suíça. Os piores colocados no índice de 2024 foram Sudão do Sul (com 8 pontos), Somália (9), Venezuela (10), Síria (12) e, empatados com 13 pontos, Guiné Equatorial, Eritréia, Líbia e Iêmen. Onde a esquerda domina, impera a corrupção.

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Na comparação regional, o Brasil ficou abaixo da média dos países das Américas (42 pontos) e da média global (43). Entre os países do G20, grupo que teve presidência brasileira em 2024, o Brasil ficou em 16º lugar, empatado com a Turquia e à frente apenas de México e Rússia. Com 34 pontos, o país encosta na média das notas dos países tidos como não democráticos baseados em avaliação da Economist Intelligence Unit (33 pontos).

Junto com o lançamento global do IPC 2024, a Transparência Internacional Brasil lança o relatório “Retrospectiva Brasil 2024”, em que analisa os principais avanços e retrocessos em transparência e no combate à corrupção em 2024. O relatório também apresenta recomendações aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público. 

Entre os destaques negativos do “Retrospectiva Brasil 2024” estão: o silêncio reiterado do presidente Lula sobre a pauta anticorrupção; a renegociação de acordos de leniência para beneficiar empresas envolvidas em macrocorrupção, em processos expostos a conflitos de interesses, sem transparência e sem participação das vítimas dos esquemas; permanência no cargo do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, indiciado pela PF por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa; retomada da influência no governo de empresários que confessaram esquemas de macrocorrupção e permanecem impunes, como os irmãos Batista da J&F; falta de transparência e condições de controle social no Novo PAC; percepção de crescente ingerência política na Petrobras; decisões do ministro Toffoli com impacto sistêmico e internacional de impunidade, e inércia do STF em colocar a julgamento recursos da PGR contra tais decisões; episódios reiterados de conflito de interesse de magistrados, principalmente em julgamentos envolvendo bancas de advogados de parentes e em eventos cada vez mais frequentes de lobby judicial; institucionalização da corrupção em larga escala com a persistência, agigantamento e descontrole das emendas orçamentárias, em franca insubordinação às decisões do STF; aprovação da PEC da Anistia.

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Já entre os pontos destacados como avanços em 2024 no campo anticorrupção estão: decisões do STF no sentido de dar maior transparência e rastreabilidade às emendas parlamentares; lançamento do Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025-2027 pela CGU; o Portal da Transparência passou a divulgar dados, ainda parciais, sobre benefícios e renúncias fiscais, um dos principais avanços para a transparência pública dos últimos anos; esforços de fiscalização resultaram na queda do desmatamento e na redução da exploração ilegal do ouro, assim como ações da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA) avançaram em instrumentos de combate à corrupção ambiental; investigações contra redes de corrupção de juízes avançam de forma inédita, embora ainda sob riscos de obstruções à apuração do envolvimento de membros de tribunais superiores.

Lamentavelmente, 2024 trouxe muito mais retrocessos que avanços. Vimos um país onde o presidente da República praticamente não pronunciou a palavra ‘corrupção’, o Judiciário escancarou a impunidade para corruptos poderosos e o Congresso persistiu com o assalto ao orçamento público. Esse quadro se torna ainda mais difícil de reverter graças à polarização política exacerbada, que funciona para desviar a atenção da sociedade da corrupção e da impunidade.

Corrupção contra o clima. O relatório “Retrospectiva Brasil 2024” também demonstra que o ano de 2024 foi marcado por casos de corrupção com impacto na agenda climática, um dos desafios mais urgentes do país e do mundo.

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A Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024 e citada no relatório, evidenciou um gigantesco esquema de corrupção no DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), órgão do governo federal responsável por obras de infraestrutura de combate às secas no semiárido. O DNOCS, entregue pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Centrão e mantido com o mesmo grupo político pelo presidente Lula, tem sido alvo frequente das páginas policiais. Segundo a Overclean, a organização criminosa investigada teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em um esquema envolvendo desvios de licitações de obras e de emendas parlamentares. Isso é de praxe há anos. Poucos deputados não negociam emendas parlamentares. Por isso ficam ricos rápidos.

O mercado de carbono, uma oportunidade de fontes de recursos para o Brasil, que ainda abriga importantes áreas cobertas de florestas, também não está livre de corrupção. É o que demonstra o caso da Operação Greenwashing, conduzida pela Polícia Federal em 2024, que buscou desarticular organização criminosa suspeita de vender cerca de R$ 180 milhões em créditos de carbono, gerados a partir da invasão de terras públicas.

Diversas investigações de corrupção envolveram também o Judiciário em casos, direta ou indiretamente, relacionados à disputa fundiária e grilagem de terras, como nas operações Ultima Ratio e Máximus, envolvendo juízes e desembargadores, respectivamente, dos Tribunais de Justiça do Mato Grosso do Sul e Tocantins, além dos desdobramentos da Operação Faroeste, junto ao Tribunal de Justiça da Bahia. A corrupção do Judiciário em casos de disputa de terras pode implicar no aumento de conflitos fundiários, impactos em comunidades locais e estímulo ao desmatamento, que é a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil.

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O tema da corrupção e da mudança climática foi o escolhido pelo Secretariado da Transparência Internacional, em Berlim, como destaque no lançamento do Índice de Percepção da Corrupção de 2024. O Secretariado destaca que países com níveis mais baixos de corrupção geralmente demonstram um maior preparo para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Isso porque a influência indevida de grupos políticos e econômicos nas decisões e órgãos públicos, o desvio de recursos públicos e práticas de fraude e corrupção associadas a crimes ambientais minam os esforços de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

A corrupção, nesse contexto, além de afetar a vida de milhões de pessoas ao exacerbar a crise climática, provoca violência direta contra defensores e defensoras ambientais. Dos registros de 1.013 defensores ambientais assassinados entre 2019 e 2023, 99% viviam em países com pontuações abaixo de 50 no IPC, segundo dados cruzados pela Transparência Internacional com informações da Global Witness. Mais de um em cada dez defensores e defensoras assassinadas no mundo, nesse período, viviam no Brasil, o segundo país mais violento contra esse grupo, ficando atrás somente da Colômbia.

O Brasil só enfrentará com eficiência as mudanças climáticas caso implemente medidas adequadas de prevenção e combate à corrupção. O país tem a oportunidade de demonstrar isso para o mundo, em especial no contexto em que receberá a COP do clima, neste ano, em Belém do Pará, caso reforce a transparência e a integridade dos órgãos e políticas relacionadas à agenda climática.

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domingo, 16 de fevereiro de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE

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Por Battista Soarez 
(Jornalista, escritor, psicanalista, teólogo e professor universitário)


Os próximos passos da história e suas complexidades

A humanidade está a caminho de um obscurantismo de sociodemocracia e absolutismo governamental

O BRICs quer assumir controle na complexidade global | Foto: Divulgação 

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DOS DIAS 22 A 24 DE OUTUBRO DE 2024, líderes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reuniram em Kazan, Federação da Rússia, para a XVI Conferência do BRICS, realizada sob o tema “Fortalecendo o Multilateralismo para o desenvolvimento e a segurança globais justos”.

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O grupo discutiu sobre a importância de aprimorar ainda mais o que eles chamam de solidariedade e a cooperação do BRICS com base em interesses mútuos e prioridades-chave e, desta maneira, fortalecer as parcerias estratégicas entre países. Falam, inclusive, de respeito e compreensão mútuos, igualdade soberana, solidariedade, democracia (no conceito da esquerda globalista), abertura, inclusão, colaboração e consenso.

A cúpula trabalha, nesse trajeto, três pilares de cooperação, sendo eles os seguintes: política e segurança, econômica e financeira, cultural e interpessoal. Além disso, falam de promoção da paz mundial, de uma ordem internacional, de um sistema multilateral revigorado e reformado do desenvolvimento sustentável e do crescimento inclusivo.

Está trabalhando, portanto, o fortalecimento do multilateralismo para uma ordem mundial mais justa e democrática (na linguagem da esquerda globalista). Neste ponto, a ordem internacional vislumbra novos centros de poder, de tomada de decisões políticas e de crescomento econômico que podem pavimentar o caminho para uma ordem mundial multipolar mais equitativa, justa, democrática e equilibrada. Esta é, em síntese, a narrativa do bloco.

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Por conseguinte, a multipolaridade pode ampliar, segundo a Cúpula do BRICS, as oportunidades para que haja liberalidade, quanto ao potencial construtivo, e os governos mundiais desfrutem de uma globalização e de uma cooperação econômicas universalmente benéficas, inclusivas e equitativas. Tendo em mente a necessidade de adaptar a atual arquitetura das relações internacionais para melhor refletir as realidades contemporâneas, a Cúpula reafirma o compromisso com o multilateralismo e com a defesa do direito internacional, incluindo os Propósitos e Princípios consagrados na Carta das Nações Unidas (ONU) como sua pedra angular indispensável.

E o papel central da ONU no sistema internacional, no qual os Estados soberanos cooperam para manter a paz e a segurança internacionais, é promover o desenvolvimento sustentável, assegurar a promoção e a proteção da democracia, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos, bem como a cooperação baseada na solidariedade, no respeito mútuo, na justiça e na igualdade.

Para a Cúpula do BRICS, há uma necessidade urgente de alcançar uma representação geográfica equitativa e inclusiva na composição da equipe do secretariado das Nações Unidas e de outras organizações internacionais oportunamente. Nesse caso, a governança global procura se intensificar por meio da promoção de um sistema internacional e multilateral mais ágil, mais eficaz, mais eficiente, responsivo, representativo, legítimo, democrático e responsável.

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O BRICS requer que seja assegurada uma participação maior e mais significativa dos EMDCs (Economias Emergentes e Em Desenvolvimento) e dos países menos desenvolvidos especialmente na África, na América Latina e no Caribe nos processos e nas estruturas globais de tomada de decisões, tornando-se mais sintonizados com as realidades contemporâneas. A Cúpula defende, também, o aumento do papel e da participação das mulheres, especialmente dos EMDCs, em diferentes níveis de responsabilidades nas organizações internacionais.

Como um passo positivo nessa direção, a Cúpula reconhece o Chamado à Ação do G-20 sobre a Reforma da Governança Global lançado pelo Brasil durante sua presidência do G-20. Além disso, os líderes do BRICs também levam em conta a importância dos diálogos e parcerias que fortalecem a cooperação com o continente africano, como a Cúpula do Fórum de Cooperação China-África, a Cúpula do Fórum Índia-África, a Cúpula Rússia-África e a Conferência Ministerial.

Na esteira da Declaração de Johanesbusgo II de 2023, o BRICs manifesta apoio a uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo seu Conselho de Segurança. Foi o que propôs o presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva no seu discurso na Conferência da ONU em 2023. Lula concorda com o objetivo de tornar o Conselho mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de aumentar a representação dos países em desenvolvimento nos quadros de membros do Conselho para que ele possa responder adequadamente aos desafios globais predominantes e apoiar as aspirações legítimas dos países emergentes e em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina. Isso inclui, também, os países do BRICS, a desempenhar um papel maior nos assuntos internacionais, em particular nas Nações Unidas, incluindo seu Conselho de Segurança. Logo, a Cúpula do BRICs reconhece as aspirações legítimas dos países africanos, refletidas no Conselho de Ezulwini e na Declaração de Sirte.

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Para os líderes do BRICs, inclusive para Lula, é fundamental o apoio ao sistema comercial baseado em regras, aberto, transparente, justo, previsível, inclusivo, equitativo, não discriminatório, consensual e multilateral, com a Organização Mundial do Comércio (OMC) em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado para os países em desenvolvimento, incluindo os países menos desenvolvidos. A Cúpula diz rejeitar as medidas unilaterais de restrição ao comércio que sejam inconsistentes com as regras da OMC. Ela aconselha os resultados da 13ª Conferência Ministerial em Abu Dhabi (EAU) e reitera o compromisso de trabalhar para a implementação das decisões e declarações das Conferências Ministeriais da OMC.

É observado, entretanto, que ainda é preciso um maior esforço em muitas questões pendentes. A Cúpula reforça a importância de reformar a OMC e fortalecer a dimensão do desenvolvimento em seu trabalho. Nesse caso, a Cúpula se compromete ao encorajamento, de forma construtiva, dentro da OMC, para atingir a meta de entregar um sistema de solução de controvérsias da OMC vinculante de duas instâncias, completo e em bom funcionamento, acessível a todos, e, ainda, a seleção de novos membros do Órgão de Apelação sem mais demora.

Isso já vem acontecendo. Os globalistas têm pressa em aprimorar o diálogo deles sobre o sistema de comércio multilateral e questões relacionadas à OMC. Nessa trilha, o BRICs prima pelo estabelecimento da Estrutura Consultiva Informal sobre questões da OMC. A Cúpula reitera a decisão, no âmbito da Estratégia para a Parceria Econômica do BRICs 2025, de tomar medidas para apoiar a reforma necessária da OMC para aumentar a resiliência, a autoridade e a eficácia da OMC e promover o desenvolvimento e a inclusão.

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Com o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, alguns embates podem se instalar. Na última terça-feira (13/02), o governo brasileiro divulgou um documento no qual reitera que, durante a presidencia do BRICs, defenderá a discussão sobre o uso de moedas locais em transações comerciais entre os países do bloco. Este é um tema que vem sendo defendido pelo presidente Lula e por outros líderes do bloco. E, por conseguinte, já provocou reações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Fato. Trump ameaçou sobretaxar os produtos de países do BRICs, caso deixem de usar o dólar nas transações comerciais com integrantes do bloco.

Desde o acordo de Bretton Woods (1944), o dólar é a moeda padrão em negociações internacionais. Líderes do BRICs, entretanto, têm argumentado que tal fato, na prática, mantém os países reféns da política monetária dos EUA.

O Leitura Livre está preparando uma matéria opinativa sobre tal questão, com uma hermenêutica jornalística que indica — na escala da geografia econômica global — qual é o real sentido geopolítico desse conflito na briga pelo controle sobre a economia mundial e o que pretende a nova ordem mundial, envolvendo política internacional, religiosidade secreta e o controle total do mundo por parte do sistema globalista.

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domingo, 9 de fevereiro de 2025

COLUNA LEITURA LIVRE | por Battista Soarez

COLUNA LEITURA LIVRE

Por Battista Soarez 
(Jornalista, escritor, psicanalista, teólogo e professor universitário


E S T A D O

O Maranhão fechou em alta em 2024 e promete avançar em 2025 
O estado cresce em vários aspectos, principalmente no setor do turismo em que os registros de crescimento vêm mostrando resultados animadores.

O turismo se destaca na economia do Maranhão | Foto: Divulgação 

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O MARANHÃO ESTÁ EM ALTA em vários aspectos. No turismo, por exemplo, foi registrado, em 2024, um aumento no fluxo aéreo e na ocupação hoteleira. O estado tem sido destaque como destino turístico, com os Lençóis Maranhenses sendo um dos principais atrativos.

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Desenvolvimento do turismo. Em 2024, o Maranhão registrou um aumento de 9% no fluxo aéreo e um recorde de desembarques em julho. O setor de turismo no estado, portanto, está aquecido, com alta ocupação hoteleira. Os Centros de Atendimento ao Turista (CATs) atenderam mais de 21 mil visitantes entre janeiro e outubro de 2024. Para 2025, o ritmo promete continuar porque tanto o governo do estado como o do município de São Luís, a capital maranhense, estão investindo em infraestrutura turística.

Principais atrativos turísticos. Os Lençóis Maranhenses são o destino mais procurado do Brasil por turistas de alta renda. São Luís é um destino que encanta os visitantes com o seu charme colonial. Todavia, se o poder público investisse mais nos pontos turísticos, inclusive no centro histórico da capital, o turista certamente estaria mais motivado em visitar a cidade de São Luís. Outra questão é com relação ao preço. O Maranhão exagera nos valores cobrados aos visitantes. E isso afasta o turista. Mesmo assim, o estado vem apresentando aspectos positivos.

Ações para fortalecer o turismo. A Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA) está realizando ações estratégicas para fortalecer o turismo durante o ano inteiro.

Nesse sentido, a Setur-MA está organizando city tours para proporcionar experiências inesquecíveis aos visitantes. A Secretaria encerrou as atividades de 2024 com recorde no número de desembarques no Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís. Em julho, o terminal registrou 84.242 desembarques, o maior número do ano, representando um aumento de 9% em relação ao melhor mês de 2023, junho, que teve 77.330 passageiros, segundo o Monitoramento de Fluxo Aéreo, conduzido pelo Observatório do Turismo do Maranhão (Obstur-MA).

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A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, comemorou os indicadores. “Eu analiso como muito positivo este fluxo aéreo, tanto no desembarque quanto na rede hoteleira porque isso reflete o resultado de um trabalho conjunto da Secretaria de Turismo e de todo o Governo do Estado. O governador Carlos Brandão tem investido em infraestrutura e promoção turística, mostrando como o Maranhão está preparado para atrair visitantes. Além disso, a visibilidade dos Lençóis Maranhenses como Patrimônio Mundial fortaleceu ainda mais o turismo no estado, o que nos traz a perspectiva desses números continuarem subindo”, lecionou a secretária.

O coordenador do Obstur-MA, Igor Almeida, disse que a equipe conseguiu atingir as metas previstas e que as estratégias para a obtenção dos dados foram essenciais para atender ao planejamento de ações da pasta. Mais do que monitoramentos, o Obstur-MA é responsável por executar inúmeras pesquisas.

“Em 2024 realizamos a pesquisa de demanda no período do Carnaval e demos continuidade à do São João, com resultados que apontaram impressões muito positivas dos turistas. Para 2025, queremos ampliar as fontes de dados e expandir as pesquisas para outros polos turísticos”, afirmou ele.

O Obstur-MA tem como objetivo compreender o fluxo e a demanda nas regiões turísticas do Maranhão, ou seja, entender quem visita o estado, o tempo de permanência destes turistas, os destinos que pretendem visitar, etc.

O Observatório também lançou, em 2024, dois boletins trimestrais e se prepara para publicar o terceiro, com previsão para ser divulgado em 2025 no site: [url=http://observatorio.turismo.ma.gov.br]http://observatorio.turismo.ma.gov.br[/url].
As pesquisas buscam traçar o perfil dos visitantes, quantificar o tempo de permanência e destinos mais procurados, contribuindo para a tomada de decisões na política pública de turismo.

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O coordenador ainda ressaltou que o trabalho desenvolvido pelo setor é integrado a outras áreas da Setur-MA, como o Cadastur. Nessa parceria, foram realizadas visitas a hotéis, pousadas e agências de turismo para coleta de dados que mostram como está a taxa de ocupação hoteleira. Além disso, o levantamento busca entender a atuação de mercado das agências de turismo.

Ocupação hoteleira. No setor hoteleiro, o Polo Lençóis e Delta registrou a maior quantidade de hóspedes em julho de 2024, com uma taxa de ocupação de 87,1%, consolidando-se como a região com o principal atrativo turístico do estado. Para equilibrar alta e baixa temporadas, a secretária Socorro Araújo enfatizou que o Governo do Maranhão, através da Setur-MA, dará continuidade às ações estratégicas que estão fortalecendo o turismo o ano inteiro.

“O fluxo não aumentou só nos eventos e só nas datas principais que nós temos, como no Réveillon, Carnaval e São João, mas durante o ano inteiro. Quando o Parque dos Lençóis Maranhenses se tornou patrimônio mundial, automaticamente ele se tornou um grande produto que se vende sozinho, pela beleza e por todas as experiências que podem ser vivenciadas pelos nossos visitantes”, explicou Socorro Araújo.

A economia do Maranhão cresceu 3,3% no terceiro trimestre de 2024, e a perspectiva é de que vai continuar subindo em 2025. A equipe do Obstur-MA conseguiu atingir as metas previstas e as estratégias para a obtenção dos dados foram essenciais para atender ao planejamento de ações da pasta. Mais do que monitoramentos, o Obstur-MA é responsável por executar inúmeras pesquisas.

“Em 2024, voltamos a realizar a pesquisa de demanda no período do Carnaval e demos continuidade à do São João, com resultados que apontaram impressões muito positivas dos turistas. Para 2025, queremos ampliar as fontes de dados e expandir as pesquisas para outros polos turísticos”, afirmou Igor Almeida, coordenador do Obstur-MA.

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O Obstur-MA tem como objetivo compreender o fluxo e a demanda nas regiões turísticas do Maranhão, ou seja, entender quem visita o estado, o tempo de permanência dos turistas, os destinos que pretendem visitar, etc.

As pesquisas buscam traçar o perfil dos visitantes, quantificar o tempo de permanência e destinos mais procurados, contribuindo para a tomada de decisões na política pública de turismo. O trabalho desenvolvido pelo setor é integrado a outras áreas da Setur-MA, como o Cadastur. Na parceria, foram realizadas visitas a hotéis, pousadas e agências de turismo para coleta de dados que mostram como está a taxa de ocupação hoteleira. Além disso, o levantamento busca entender a atuação de mercado das agências de turismo.

O fluxo não aumentou só nos eventos e só nas datas principais, como no Réveillon, Carnaval e São João, mas durante o ano inteiro. Quando o Parque dos Lençóis Maranhenses se tornou patrimônio mundial, automaticamente ele se tornou um grande produto que se vende sozinho, pela beleza e por todas as experiências que podem ser vivenciadas pelos visitantes.

Crescimento econômico. A economia do Maranhão cresceu 3,3% no terceiro trimestre de 2024, de acordo com o Boletim de Conjuntura Econômica do Estado. O setor industrial foi o destaque, com um aumento de 8,5%, e o setor de serviços, com um aumento de 1,4%. Em maio de 2024, a produção industrial do Maranhão registrou um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período de 2023. Em 2022, a economia do Maranhão cresceu 3,4%, superando o PIB nacional. A economia do Maranhão é baseada no setor de serviços, na indústria e no extrativismo.

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Setor de serviçosAdministração, educação e saúde públicas. Comércio, manutenção e reparação de veículos. Atividades imobiliárias. Transporte, armazenamento e correios. Atividades profissionais, científicas e técnicas.

Setor industrial. Transformação de alumínio e alumina, Produção de alimentos, Indústria madeireira.

Setor extrativista do Babaçu. O babaçu no Maranhão sempre cresce pelo fato do aumento das palmeiras que, atualmente, estão perto de 15 milhões espalhadas pelo estado. Trata-se de uma cultura rica e muito lucrativa.

Informações técnicas vêm revelando avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão em todas as áreas avaliadas desde 2023, com um crescimento anual de 6,4%, o maior de todo o Nordeste. O desenvolvimento foi apontado em 16,6% no setor agropecuário, 2,3% na indústria e 6% no setor de serviços. Em 2025, o ritmo de crescimento econômico do estado só vai ser revelado no mês de março, mas, se permanecer como foi em 2024, os resultados serão positivos na mesma proporção.

Em comparação com os demais estados nordestinos, na área de serviços o Maranhão é o líder regional, figurando em primeiro lugar. No setor agropecuário, o estado tem sido o terceiro maior crescimento, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte e do Piauí. Em relação à indústria, o Maranhão também tem ficado em terceiro lugar.

O governador Carlos Brandão tem comemorado o crescimento significativo do Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão e sempre destaca que o progresso ocorre graças à união de vários esforços voltados para impulsionar o desenvolvimento econômico no estado.

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Para Brandão, esses resultados só refletem o empenho de todos os setores da sociedade maranhense, assim como o esforço do governo, com apoio da Assembleia Legislativa, na gestão da deputada estadual Iracema Vale (PSB), na implementação de políticas públicas que garantem o desenvolvimento do estado.  Isto evidencia que o governo está no caminho certo. Brandão promete continuar avançando “para fazer do Maranhão um estado ainda mais forte”, promete o governador.

A Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (Seinc) vem demonstrando que o cenário de prosperidade ocorre por meio de políticas públicas estaduais que têm buscado fazer do Maranhão um espaço de oportunidades e com segurança jurídica para investimentos de empresas de diferentes portes, localidades e nacionalidades. A avaliação é que, com o PIB em alta, o Maranhão também avança em possibilidades de crédito e atração de novos investimentos, refletindo em um maior poder de consumo pelos maranhenses.

Isso é fruto de um trabalho intensivo e criterioso, em que a economia tem crescido, graças à facilidade da atração de investimentos e, também, à geração de emprego e renda. A população, com o poder de consumo maior, reflete na economia do estado como um todo. Esse é o resultado das políticas estaduais que criam um ambiente propício aos investimentos locais, nacionais e internacionais.

Por parte do Conselho Regional de Economia do Maranhão (Corecon-MA), o estado tem um grande potencial de mercado para gerar ainda mais riquezas e a avaliação é de que o cenário e a performance positiva do Maranhão no PIB é fruto de investimentos da iniciativa privada e do setor público. O governo comemora, sobretudo, os avanços da indústria.

O Maranhão, portanto, tem avançado e crescido em todas as áreas. No Nordeste ele teve o maior crescimento em relação aos outros estados, segundo relatório do Banco do Brasil. Destaca-se essa fatia que é a indústria, em que o Maranhão está posicionado com o terceiro maior crescimento. É a indústria que possui o maior valor agregado. São os melhores empregos e as melhores rendas. Portanto, quanto maior o crescimento da indústria em relação ao PIB, muito melhor será para o estado.

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